25 de out. de 2012

Natureza e finalidades




Natureza e finalidades
Meu filho Jaguar, Salve Deus!


Sabemos que cada época tem sua missão própria, no caminho da evolução, com determinadas finalidades a atingir. Sabemos, também, filho, que nos custam caro as críticas e na vida cotidian
a este nosso estilo já é ultrapassado. Por outro lado, sofremos o dever e temos de estar à frente e atentos, porque novos conceitos e novos tempos de vida avançam e nos atingem. Às vezes paramos para fazer uma reflexão. Não temos este direito, é o mal...

Sim, filhos, a remontagem agora é forte e verdadeira, porque somos cabalistas de uma estrutura espartana. Temos um sacerdócio egípcio contido e purificado por Moisés, oculto sob o simbolismo da Bíblia velada e contida, atingindo o Apocalipse desse apóstolo. Sofre o cabalista pelos companheiros supersticiosos e tudo que lhe pareça idolatria, porque formamos em Deus na figura humana, mas é uma figura puramente hieroglífica. Deus nas estradas, no céu, no mar, nas paredes de sua casa, Deus como um infinito, o amante vivo da natureza e no coração do homem...

Como seria a Terra? No entanto, filho, são poucos os homens jovens como vocês que se destinam a uma nova era. Quem poderá me ouvir?

Nesta carta saliento que o rastro do homem remonta em cada continente deste universo, mais longe do que a própria história, ida e vinda do eterno. No curso que fazemos na senda da reencarnação, devemos procurar a Ciência e o Amor.

Sim, filho, a água das fontes, dos lagos, dos rios, das chuvas e dos mares. A água analisemos: água igual à água. Sim, filho, a água das fontes tem sua energia, dos lagos e dos rios são diferentes, como é diferente, o sabor das bebidas sintéticas das frutas. Tudo é amor em diferentes sentimentos: o amor das crianças, o amor da mãe, o amor dos amantes e o amor incondicional.

O corpo físico não gera a vida ou a força neste plano físico. Sim, porque das nascentes surge o prana. A presença Divina se manifesta emitindo o prana por todo este universo.

Tua Mãe em Cristo Jesus,

Vale do Amanhecer,25 de março de 1984.

VALE E MAÇONARIA...








VALE   E  MAÇONARIA... 

pra tirar qualquer duvidas para aqueles que dizem que nao e cruzamento de corrente nossa mae clarividente nos alerta e AFIRMA que é sim cruzamento de corrente

'Meus filhos, é um equívoco que vem sendo ampliado por uma idéia falsa é com os maçons. A Maçonaria envolve aspectos da mediunidade, faz consagrações, para a caminhada de seus seguidores, que incluem manipulação de diversas forças espirituais. Definindo de forma simplificada, a Maçonaria é secular sociedade secreta, de caráter iniciático, que reúne seus membros para fins altruístas sócio-econômicos e culturais. Muitos ingressam pelo apoio material que a irmandade concede às famílias, esquecendo-se dos compromissos que no plano espiritual são contraídos. Para o maçom, caso queira entrar na Corrente do Amanhecer, é necessário tornar-se membro “adormecido” da Maçonaria, para então trabalhar na nossa Doutrina. O trabalho nos dois lugares caracteriza o cruzamento de corrente.

“Meus filhos, eu quero que vocês evitem freqüentar casas que não são suas, isto é, igrejas e templos,doutrinas ou organizações de outros princípios doutrinários. Terreiros!... Evitem, meus filhos, porque, quando chegar a hora, ninguém vai lhe acudir. O terreiro é bom para quem o dirige, para quem é filho dali, é muito bom. Eu não estou desfazendo dos terreiros! Eu gosto dos terreiros e me dou bem com as pessoas que são de lá – os dirigentes, os médiuns, é tudo muito bacana. Mas, não fiquem cruzando forças! Vocês vão a um terreiro em busca de acertar as suas vidas materiais. Será que conseguem? Se receberem algo, como será no momento do resgate?

Nas nossas preces, nos nossos trabalhos, vamos pedir por nossa vida material. Se estiver com alguma carga negativa, trabalhe que se livrará desta corrente. A vida material não precisa nem de trabalho nem de terreiros. Quando estamos assistidos por esta Espiritualidade de Luz, nada nos falta!” (Tia Neiva)
la de 21.12.80)

19 de out. de 2012

OS CAMINHOS DA DOUTRINA DO AMANHECER



Os Caminhos da Doutrina do Amanhecer Salve Deus! Meus filhos jaguares: Explica-se a diferença entre a velha estrada e o novo caminho. A velha estrada é cheia de medo, de temor a Deus. A velha estrada foi palmilhada por mil pessoas, mil teorias sempre escrita e nunca praticada, enquanto o caminho foi traçado pelo suor, pela própria energia de quem o escreveu e vive a emitir com tanto amor. Vamos sentir o caminho do Amanhecer sem superstição e sem as teorias dos pensadores, pela vivência na prática, na execução desta doutrina e seus fenômenos extra sensoriais. No respeito da dor alheia, no carinho dos humildes, no afeto das ninfas, no progresso e na compreensão de nossa família. Este é o caminho traçado para o homem na doutrina do amanhecer. Quem diria que naquela era distante, os Enoques levassem tão alto esta filosofia, esta corrente. Sim, Pai João o mais velho, observava com mais precisão o desenrolar das vidas nos carmas. Suas preocupações aumentavam, enquanto Pai Zé Pedro filosofava, reclamando de vez em quando. Os dias passavam sem qualquer anormalidade, isto é, sempre com fenômenos que ali já eram corriqueiros. Porém só Deus sabia como e aonde chegaria. Dias alegres, dias menos alegres, porém sempre em harmonia até que as forças foram materializando e tudo começou a ser mais verdadeiro, mais preciso. Pai João se inebriava com todos aqueles fenômenos e estava sempre a espreita dos mínimos acontecimentos, cochilando sempre debaixo de uma pequena árvore. O pequeno arraial estava tranqüilo quando Pai João, em um de seus cochilos, viu um finíssimo fio magnético entrando em uma das cabanas e, ao mesmo tempo, ouviu o grito desesperado de alguém que fora atingido. Era fenômeno mediúnico puramente espiritual. Era a jovem Iracema que rolava de dor na espinha, como se tivesse levado uma pancada. Pai João correu e fez uma elevação tirando-lhe a dor. Começou então a pensar que ele nada havia enxergado e, no entanto tinha certeza de ter visto aquele fio saindo da cabana do feitor. Chamou Pai Zé Pedro, contou o que vira e os dois começaram a ter medo da situação. Nisto Jurema manifestada por um caboclo, começou a dizer: - Meus filhos! Tomem cuidado, este feitor é o instrumento feliz de evolução. O pobre infeliz vive ainda pelas mãos caridosas de Sinhá Sabina. O fenômeno foi visto por vosmicê João, para que tome cuidado. – Como. Perguntou Pai João. Ele vai entrando em transe e sua alma ruim, odiosa, pega a quem ele mais ama ou odeia. Salve Deus! – Disseram todos de uma vez. – E eu que pensava que somente os desencarnados atuavam... – Sim – continuou o caboclo. Estão em uma jornada para o desenvolvimento e até que passe todo o carma da escravidão. O homem será feliz quando houver a libertação, disse Pai Zé Pedro. Não, continuou o caboclo, o homem jamais se libertará, e dizendo isso deixou Jurema e se foi. Todos ficaram sem entender nada. Jurema entendeu e saiu correndo dali para a cabana do feitor, decidida a falar com ele e dizendo que iria matá-lo, quando Pai João interferiu dizendo: - Jurema, a concepção da morte resulta de um entendimento da vida completamente errado, porque na verdade ela jamais existiu. O espírito não morre, então irá mil vezes nos atentar. Matando-o, ele ficará mais leve, mais sutil. Todos os que se perdem pelo pensamento e se enchem de ódio ao serem desencarnados e no astral inferior evidente, voltam sendo mais comuns as suas crises furiosas. Vamos Jurema, tentar doutrina-lo antes que morra e se torne invisível aos nossos olhos. Chegando à cabana do feitor, ele estava esticado numa cama de varas e capim. Sabina veio ao encontro sorridente e o feitor começou a espraguejar e Pai João a lhe fazer doutrina, porém com medo de Jurema que observava com seus olhos verdes amendoados, disse escapando dos seus lábios: - Pobre imperador! Viestes com tão nobre missão, no entanto eis o que restou. Pensa Eufrásio no que te digo. Vou levar Jurema e voltarei. O dia estava terminando, quando Pai Zé Pedro e Pai João se encontraram e se entenderam. Pai Zé Pedro deslumbrado ficava repetindo: - Irradiação dos encarnados se desprende do corpo e se manifesta com a mesma leveza do espírito dos mortos, repetia. Nisto um grito e em seguida, gargalhadas. Pai Zacarias caira na cachoeira e estava molhado, porém nada lhe havia acontecido, senão o susto. Coisa desta espécie acontecia sempre. Sim, esta alegria durou pouco, chegou o feitor da fazenda onde Juremá vivia. Todos se assustaram com o visitante. Ele chegou arrogante e já ia pegando Juremá, quando Tomaz gritou: - Larga porco imundo, aqui é diferente! Nem tente, porque você vai morrer. O feitor esporeou o cavalo e marchou para cima de Tomaz, que num minuto já estava por cima esmagando o seu estômago. Quando Pai Zé Pedro e Pai João chegaram era tarde demais. Tomaz já estava morto. Os gritos de todos faziam terror naquele lugar. O feitor foi fugindo, levando Juremá. Era grande demais aquela dor, ninguém se lembra do feitor assassino e nem de Juremá. A morte de Tomaz veio trazer tanta tristeza, que mudou a sintonia do lugar. Os nagôs não falavam e não cantaram mais, nas fogueiras riam algumas vezes, porém continuava a harmonia. Começou então os projetos para buscar Juremá. Tomaz fora quase criado com Pai Zé Pedro. Três Nagôs que muito amavam Pai Zé Pedro, resolveram buscar Juremá e calados sem que ninguém soubesse,fizeram uma matula na mochila e lá se foram sem os outros saber. Jurema viu na sua vidência. Pai João sentiu tudo, porem todos se fizeram de desentendidos e ninguém impediu os três Nagôs. Jurema não olhava Pai João e nem Pai Zé Pedro, ainda viviam o espírito de vingança pelo seu querido Tomaz. Realmente! Chegaram Joaquim e Cassiano com Juremá. Novamente o reboliço. Juremá não falava, perdera a voz. Todos queriam saber o que houvera, porém ninguém dizia nada e também ninguém tinha coragem de perguntar nada. Todos em volta da fogueira e só se ouvia o murmúrio da cachoeira. Ninguém tinha mesmo coragem de quebrar aquele silêncio. De repente Jurema deu uma risada e Janaína foi para perto e as duas se abraçaram, porém Jurema com uma atitude que não era dela. Salve Deus! E chegando Joaquim e Cassiano: - Porque fizeram isto? Mataram o feitor e o seu sinhozinho. Isso não é de um filho de Deus que esta a caminho. Terás que voltar e receber como filho o feitor e tu Cassiano, terás o teu sinhozinho também. A estas alturas Cassiano e Joaquim já sabiam o que Jurema queria dizer. – Me perdoe bom espírito, disse Joaquim; porém aquele malvado matou o nosso Tomaz com sua covardia. Cassiano perguntou também se poderia continuar vivendo ali. – Sim, disse o espírito em Jurema. Deus não tem pressa. Cada um aqui assumirá a sentença ou libertação. Jurema enchia de cuidados por Juremá. Tão logo terminou a incorporação, cada um voltou a seu estado de alma. Uns foram dormir, outros ficaram ali na fogueira, até novos gritos. Meu Deus! Novamente o fio magnético. Novamente Iracema atingida pelo feitor Eufrásio. Tudo de novo, correrias até que Pai João liquidou com uma elevação, porém não antes de muito trabalho. Os dias decorreram e notava-se que Iracema cada dia ficava mais pálida, com ar de doente, tudo ia de mal a pior. Certo dia fizeram uma vidência para saber o que deveriam fazer com a pobrezinha, vovó Cambina, vinda da Bahia para tirar o quebrante dos filhos da sinhá. Estando na sessão naquela noite, preferiu seguir os seus irmãos naquela jornada. Vovó Cambina da Bahia rezou, Iracema com seus passes magnéticos foi melhorando e da maneira que ia se fortalecendo, ia também adquirindo forças para repelir. A estas alturas as coisas já haviam tomado um vulto muito sério. Ninguém se lembrava mais de Tomaz, toda concentração agora era no feitor Eufrásio. Faze-lo seu amigo, antes que ele os atingisse. Sim, Pai João explicou que se doutrinassem ele deixaria de atacar com seu magnético. O feitor passou a ter constantes visitas e realmente foi melhorando, a ponto de chegar a pedir perdão muitas vezes. Eufrásio passou a ser o confidente daquele povo. Sim, Eufrásio fora um grande senhor que perdera a sua fortuna e família no jogo e fora obrigado a tomar aquele lugar do feitor naquela fazenda da tragédia. Mais uma vez o homem se liberta por si mesmo. Pai João e Pai Zé Pedro estavam sempre a ensinar a sua doutrina, seu amor e ele ensinava também o que sabia dos seus mundos de onde andara. Vovó Cambina da Bahia lhe rezava todos os dias e a vida apesar de sua harmonia, só agora voltava ao normal das entoadas das fogueiras alegres. Estavam todos sentados, quando ouviram um barulho no mato, como se fosse uma boiada disparada quebrando tudo. Cada um carregou suas espingardas e se entrincheiraram. Eram porcos selvagens, porém passaram por fora e os Nagôs ainda mataram mais de vinte, fazendo fartura de carne. Pai Juvêncio e Zefa eram os únicos que tinham coragem de ir até um lugarejo por nome Abóbora. Chegando na entrada da cidadezinha, viu uma menina nos braços da mãe meio desacordada. Chamou Zefa, cochicharam nos ouvidos e benzeram a menina, isto é, tirou o espírito e a mesma ficou boa. Tânia, a mãe da menina deu algumas frutas como pagamento e se desculpando por não ter mais nada. Juvêncio e Zefa comeram as frutas, trataram dos negócios e se encaminharam para casa. Felizes chegaram em casa, porém quando pisaram a soleira da sua porta deu uma enorme dor. As barrigas começaram a doer, doer a ponto de chamar Vovó Cambina da Bahia. Nada fazia passar, uma porção de conjecturas. Seria veneno? Porém as desinterias pioravam e por incrível, eram os dois. – Pobrezinhos, dizia Pai João. Resolveram tantas coisas boas para nós! Deve ser provação, Deus testando seus corações. Todos já estavam na fogueira e queriam notícias. Nisto Jurema que estava ao lado de Pai Zé Pedro, se levantou bruscamente, apontando para os dois que estavam abaixadinhos na roda da fogueira, gemendo de dor. Disse: - Eles comeram prenda, ganho pela sua caridade. – Como? Disse Pai João. Pena Branca não quer que a gente ganhe nada em troco do que faz. Sim, Vô Agripino também disse: - Agente só aprende com o espinho na carne fincando. É Pai João, todos nós temos um espinho na carne. – Oh meu Deus! Gritaram de uma só vez. Sim, estamos conscientes. Graças a Deus, Vó Cambina já estava chegando com a cuia de chá e eles após tomarem, contaram o que havia passado, todos abraçaram os dois por sua ação. Sim, era coro. Juvêncio e Zefa comeram prenda da caridade que fizeram. Sim, receberam pagamento e o Pena Branca não gosta nem de presente nem que cobre. Zefa e Juvêncio ainda passaram mais uns três dias de dor de barriga. Tudo foi alegre e passou. Eufrásio, que agora era conselheiro do grupo achou também muito importante. Primeiro as frutas que Pena Branca não aceita paga pelo seu trabalho mediúnico e segundo a denúncia de Jurema que em sua clarividência viu o que se passou. O pobre casal fora lesado pelas suas mentes preguiçosas. Tudo estava espiritualmente pronto. Pai Zé Pedro e Pai João se regozijavam da situação. Zé Pedro sempre perguntava: -O que será de nós? Aonde iremos? O que será de nós? Não seria melhor sairmos, em vez de esperar o mundo aqui? Eu já não suporto mais. Oh! Meu Deus! – Zé Pedro! Quando o celeiro está pronto, o mestre aparece, palavras de Vô Agripino; disse Pai João. Pai Zé Pedro, Pai Lourenço, Pai Francisco e muitos outros dos setenta membros daquele grupo estavam inquietos, exceto Pai João e Eufrásio o feitor, que firmes em Vovô Agripino estavam calados. Nesta manhã Jurema avisou a Pai Zé Pedro que chegaria muita gente para curar. Os Nagôs se reuniram e se entrincheiraram para recebê-los. Sim, já estavam ali há dois anos. – Lá vêm eles, lá vêm eles. Lá embaixo, lá vinha uma enorme fila, só se ouvia gente correr para esperar os chegantes. Zefa e Juvêncio reconheceram a mulher da menina e gritou: - Jurema, Pai João, Pai Zé Pedro, são gente em busca da caridade. E perguntando baixinho a Pai João: - Não tem perigo da minha barriga doer? – Não, respondeu Pai João. Foram chegando e enchendo o ambiente. Que maravilha, todos estavam felizes, a felicidade do missionário de Deus! Foi lindo. Suas curas desobsessivas, o amor, a dedicação de toda aquela gente. Meu filho, eu gostaria de contar mais desta história. Porém Manoelzinho, 7º Raio do Adjunto Yucatã não deixa, porque ele é também um personagem da cachoeira do Jaguar. E voce meu filho, procure se encontrar também. Com carinho, a Mãe em Cristo. Tia Neiva. Vale do Amanhecer, 07-03-80.

9 de out. de 2012

VIDEO

ESPIRITISMO E VEGETARIANISMO





ESPIRITISMO E VEGETARIANISMO

Este artigo  de Leandro Martins foi publicado na Revista "Espiritismo- Filosofia- Ciência- religião), Editora Eclipse-Ano 2- nº2). Aqui é possível ler duas posições sobre o assunto, a condenação e a defesa; bem como orientações importantes. Devemos lembrar que ser ou nao vegetariano é uma escolha íntima, dependendo da evolução, da consciência ou apenas da vontade. Boa leitura!


A alimentação sem a proteína animal sempre cria discussão, envolvendo médicos, nutricionistas, vegetarianos e espíritas. Estes últimos que que,mesmo  com grande parcela dos não comedores de carne, ainda ficam divididos. Alguns crêem que alimentar-se de carne não prejudica o espírito, e mais do que uma questão moral, é uma questão de sobrevivência. Outros acreditam justamente o contrário, afirmam que os mesmos nutrientes importantes encontrados na carne como proteínas, gordura, minerais ( ferro, zinco, potássio e fósforo, além de vitaminas ( complexo B) e nos peixes ( vitaminas A,D, e E) podem ser encontradas em outras  fontes de alimento. Do outro lado da discussão, estudiosos afirmam que não há implicação séria em ser onívoro ( onde o ser humano é naturalmente classificado) ou vegetariano. Depende apenas do gosto de cada pessoa e sua cultura alimentar.

O vegetariano alimenta-se basicamente de legumes, verduras e grãos, podendo estender-se a ser ovo-lacto- vegetariano, que como o nome já diz, consome também ovos, leite e seus derivados. O Espiritismo não proíbe o consumo de carne, apenas entende que para trabalhos que envolvam captação e manipulação de energias sutis não é recomendado o uso de alimentos pesados e de difícil digestão, como é o caso da care vermelha, ademais, devemos lembrar que Chico Xavier nunca deixou de alimentar-se de forma responsável, fazendo inclusive o uso de carne em suas refeições.
Dentro do Movimento Espírita há um grupo que segue fidedignamente os ensinos de Ramatis, extraídos principalmente do livro "A fisiologia da Alma"- Editora do Conhecimento, obra, e onde há um capítulo que fala exclusivamente sobre o vegetarianismo, e como ele favorece a purificação do espírito humano.
O respeito à vida animal é o principal ragumento usado pelos defensores da alimentação restritamente vegetariana. Somos todos filhos do mesmo Deus, embora, em níveis diferentes de evolução, de forma que não precisamos interromper outra forma de vida para manter a nossa. 
Nesta linha de pensamento podemos citar um depoimento da escritora Cinira Riedel de Figueredo, em artigo assinado para o site Sítio Vegetariano (www.vegetarianismo.com.br), de forma bastante enfática, o quão prejudicial para o espírito humano é o consumo de carne. "A carne não é um alimento destinado ao homem pela natureza. Disto adverte nosso espírito. Jamais se sentiria alguém atraído a comer carne se visse um cadáver esquartejado! Ninguém seria capaz de comer um pedaço de carne crua, como o faz um animal carnívoro. Somente depois de devidamente preparada, e dela tirada toda aquela impressão de vida que a animou, é que o homem de dispõe a comê-la".
Se analisarmos por este foco concordaremos com a estudiosa, pois todos os seres humanos já passaram pelos demais reinos de evolução da natureza, e se hoje estão em patamar evolutivo superior aos demais, para continuar a sua caminhada frente ao Sol Maior não deve se ater a comportamentos típicos dos antigos bárbaros que iniciaram sua História na Terra.

MAS A QUESTÃO É: COMER CARNE FAZ MAL AO ESPÍRITO?


Para o povo oriental faz mal sim; e acompanhando o pensamento de Ramatis, Osho nos convida a analisar a questão aos olhos da ciência calcada na evolução humana (From Death to Deathlessness, capítulo 32, questão 3) " Há milhões de pessoas  que nunca pensaram no vegetarianismo. Desde a infância elas contribuem para o assassinato de animais. Isto não é diferente do canibalismo. E, desde Charles Darwin, é um fato absolutamente científico que o ser humano evoluiu dos animais; então você está matando seus próprios antepassados, e os devorando com alegria. Não faça algo tão maldoso!" esta corrente de pensamento contra a alimentação com carne difundida por Ramatis e por Kardec tem influências orientais, como o budismo e o hinduísmo, mas ganha força entre os espíritas, e a tendência é que à medida que o planeta se espiritualiza o consumo de alimentos com carne diminua até se extinguir por completo entre os homens.


MAS E FICAR SEM COMER CARNE FAZ MAL A NOSSO CORPO?


Para responder a esta questão nos remeteremos ao amparo de Kardec através da Codificação para saber a posição dos espíritos. Na questão 723, ele pergunta aos espíritos superiores, e eis que e estes respondem :" Dada a vossa constituição física, a carne alimenta a carne, do contrário o homem perece. A lei da conservação lhe prescreve, como um dever, que mantenha suas forças e sua saúde, para cumprir a lei do trabalho. Ele, pois, tem que se alimentar conforme o reclame de sua organização". Porém, vegetarianos espíritas afirmam que não podem comer um irmão, em nível evolutivo inferior, mas irmão. Autores como Vítor Leonardo da Silva, que também é médico, dizem que se pensarmos por esta vertente, ão deveríamos nos alimentar então, pois o vegetal é um ser vivo, assim como qualquer animal.

O zoologista e especialista em comportamento humano, Desmond Moris, registrou este pequeno trecho em seu livro " O Contrato Animal",- Editora Record, o que acontece quando  alimentação vegetariana não é extremamente balanceada.
"Para aqueles que não estudaram o problema, isto pode ser difícil de entender. Legumes são mais baratos do que carne, mas o problema é equilibrar o consumo de legumes a fim de produzir, através humana, o equilíbrio de aminoácidos tão simplesmente oferecidos por qualquer pedaço de carne. Diferentes vegetais possuem diferentes aminoácidos essenciais, mas não a combinação certa: sem a combinação perfeita de todos os oito, nenhum deles produz o efeito necessário ao aparelho digestivo humano.
isso significa que, a fim de produzir uma refeição vegetariana saudável, é necessário atingir um equilíbrio sutil baseado em conhecimentos bioquímicos, empregando a mistura certa de elementos botânicos. Isto demanda paciência e habilidade e explica porque nas comunidades camponesas ignorantes, uma dieta, a inevitável dieta vegetariana causa tantas doenças sérias. No estado atual das coisas, uma dieta vegetariana equilibrada é essencialmente um fenômeno da classe média alta. Em contra- partida, uma dieta vegetariana adotada de maneira imperfeita pelo povo continua sendo mortífera."
A nutricionista Margarida Sampaio nos fala que carnes são as principais fontes de proteínas, porém não são as únicas. Elas podem ser encontradas na soja, no leite e seus derivados, e também nos ovos. mas deve haver cuidado em não deixar de se alimentar de proteínas, pois mesmo que os vegetarianos tenham uma boa alimentação, a falta delas pode causar inúmeras doenças como pelagra, beribéri, cirrose hepática, dentre outras bem sérias.
Os médiuns e as pessoas que estão passando por tratamento espiritual em Casa Espíritas são aconselhados a não ingerir carne vermelha enquanto durar a sessão ou nos dias de tratamento, para não afetar os fluidos que o médium doará e para que os fluidos recebidos tenham maior eficácia, mas nada que os impeça de comer o que lhes agrada. São apenas conselhos.
O espiritismo preza pelo livre- arbítrio, comer ou não carne é uma questão que só diz respeito à pessoa. ninguém, espírita ou não, tem o direito de impor ou condenar outrem apenas por consumir carne ou ser vegetariano.
Devemos apenas tomar a exemplo de Jesus, que era vegetariano, mas nunca condenou ninguém por comer carne. lembremos dele em Mateus, cap. 15 e versículo 11:" não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que contamina."

PLANO ESPIRITUAL=PEQUENOS ESCLARECIMENTOS POR TIA NEIVA




PLANO ESPIRITUAL

Tia Neiva, nossa Mãe e Mentora teve grande preocupação em nos deixar tudo bem esclarecido para que nós, seus filhos, não precisassemos passar pelo que Ela passou e nem nos perdemos na ignorância e no desconhecimento das coisas. E, assim, temos conhecimento dos fatos da Vida Espíritual e da existência do Plano Astral. Por exemplo, em suas "andanças" com Humarran, ela observou e nos relatou na 2ª Carta da Corporação de Mestres Adjuntos sobre o "Sono Cultural", , Ponta Negra e outros conforme transcrevo abaixo:
1- Sobre o Sono Cultural:- Assim ensinou Humarran à Tia: " E o Sono Cultural, filha? Lá édito tudo o que o Homem precisa saber. Inclusive vem num lar decente. Com pais que ensinam a moral. Não há necessidade de erro. TODOS TEM UMA OPORTUNIDADE.  Em cada canto tem alguém ensinando alguma coisa.

2- Vale Negro- Lá tinha comícios de todo jeito. Gente eufórica, maldizendo e vibrando em outros aqui na Terra. Um triste espetáculo. Aquele trabalho constante. Grupos enormes fazendo Abatás. Outros emitindo aqueles enormes sermões...

3-Legião de Mestre Lázaro- Uma das coisas mais bonitas que vejo ultimamente são os Cavaleiros  Caçadores da mesma Legião de São Lázaro. E, acredite, mu filho, estamos chegando o tempo dos Caçadores. Mas para chegar este tempo é preciso a ABATÀ dos Caçadores. É preciso que o jaguar conheça  bem os seus sentimentos, suas vibrações e se desarme contra os seus vizinhos...

4- Grande Yumatã- É o lugar no canal Vermelho que de 4 em 4 horas muda a iluminação aqui.

5- A Torre dos Grandes Oráculos-  Ao longe via a Torre dos Grandes Oráculos destinados a esta obra. Obatalá na força de Simiromba e Apará nos grandes poderes de Olorum. Fiquei emocionada com aquele rosário de luzes que envolvia aquele mundo mágico.

8 de out. de 2012

COBRADORES ESPIRITUAIS




Quem são nossos cobradores?

"Não hesites em fazer as pazes com teu adversário, enquanto estiveres em caminho com ele, para que não, te vá entregar ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial de justiça,e  sejas lançado no cárcere. Em verdade, te digo que daí não sairás, enquanto não houveres pago o último vintém". ( Mateus, 5.21-26)
Mãe Yara, a Mentora dos Doutrinadores dos Templos do Amanhecer, nos ensinam que até mesmo uma mistificação pode ser transformada em fato positivo e aproveitável. Nós podemos completar essa lição afirmando, sem medo de errar, que tudo depende de nossa criatividade, de nossa capacidade em tratar a situações de nossa vida iluminados pelo nosso espírito e sabendo utilizar as energias que ele coloca à nossa disposição."
"Cobrador" é a palavra mais usada e abusada nos meios mediúnicos. Qualquer situação de atrito que se apresente, em que alguém faça algo que nos desagrade, nós temos a tendência de logo julgar que se trate de um cobrador espiritual. Essa generalização é realmente perigosa e pode nos deixar desprevenidos para quando nos encontrarmos om nossos reais cobradores.
Na verdade, "cobrador" é somente aquele espírito a quem nós causamos algum prejuízo deliberadamente e segundo juízo desse mesmo espírito. Por este motivo é que em todas as práticas nos Templos do Amanhecer a gente se refere "àqueles que se dizem nossos inimigos", e não "àqueles que são nossos inimigos".
No emaranhado das relações entre os espíritos na Terra, na luta pela vida, na agressividade compulsória a que o sistema da Terra nos obriga, é difícil, senão impossível, saber-se quando estamos fazendo um inimigo, amenos que a gente tenha plena consciência espiritual de nossos atos. A simples consciência anímica ou física , ou seja a violação do jogo dos princípios, costumes e normas vigentes no meio em que vivemos, só irá se constituir em cobrança se o ofendido assim considerar.
Mesmo assim é muito difícil de se conceituar os atos nos quais nós realmente encontramos ou fazemos um cobrador. Aliás, não são os atos que caracterizam a cobrança mas sim o tipo de reação que se passa entre as pessoas quando se encontram. A maioria dos atritos são dissolvidos pelo próprio sistema humano de ação e reação, sem deixar maiores problemas.
Depois dessa ligeira análise e, como base na experiência quotidiana no atendimento no Vale do Amanhecer, chega-se à conclusão que "cobrador" mesmo é o espírito que vem ao nosso encontro pela "benção de Deus", como costuma se expressar a nossa Clarividente, isto é, aquele que está programado para essa encarnação, cujo enredo estamos vivendo, porque assim queremos conscientemente antes de chegarmos à Deus.
Há ainda que distinguir quando o cobrador é encarnado ou não. Se for desencarnado ele poderá ser um elítrio, obsessor ou alguma outra das várias condições que nossas antigas vítimas se apresentam para nos cobrar." 
(Mário Sassi- trino Tumuchy- Instruções práticas: sob os olhos da Clarividente).
Meus irmãos em Cristo, existem muitos relatos de cobrança espiritual, com maior ou menor intensidade, com maior ou menor ferocidade. Vamos nos ater a dois relatos, muito interessante e que servirão para ilustrar o assunto.
O primeiro nos ´relatado pelo Trino Araken, Mestre Nestor, que conta que certa vez desejando construir um casa contratou um arquiteto. Logo nos primeiros dias, aconteceu um problema com a obra e Mestre Nestor, aborrecido não mais queria o trabalho do empreiteiro e, no calor da discussão disse que o mesmo era um "picareta" e que buscasse seus direitos na justiça. Tempos depois, o empreiteiro desencarnou em uma acidente de trânsito, juntamente com a esposa.
Certo dia, Mestre Nestor foi chamado em um Trono e tão loso sentou-se o espírito ali encarnado disse-lhe: " Eu não sou um picareta!". O Mestre soube que vários problemas que ocorria na obra era por interferência daquele espírito que não perdoou a ofensa à sua honra  ao seu nome profissional.
O segundo relato é bastante conhecido nos meios espírita e se refere ao afamado palestrante Kardecista Divaldo Pereira Franco. Divaldo é fundador da "Mansão do caminho", onde abriga mais de 500 crianças, além de doentes e necessitados há mais de 50 anos. É indiscutível a prática da caridade por esse irmão, que se compadece do sofrimento alheio e pensamos que deve ser um ser totalmente destituído de cobradores. Mas, isto é um equívoco. Divaldo, que possui a mediunidade da vidência, via-se seguido anos a fio por um espírito que não lhe mostrava o rosto, pois usava uma máscara. Durante cerca de 20 anos viu-se perseguido por aquele espírito. Porém, certa noite ao chegar à "Mansão" e tendo se recolhido para dormir foi acordado por um auxiliar que havia encontrado um bebê- uma menina- no portão da "Mansão" e o auxiliar disse a Divaldo que não tinham como ficar com aquela criança, pois não havia lugar nem meios financeiros para acolher mais um menor abandonado. Divaldo, porém, não cedeu aos argumentos do auxiliar e tomando a criança nos braços abraçou-a carinhosamente. Neste momento, o cobrador que estava ao lado deixou cair lágrimas dos olhos e disse a Divaldo que por 20 anos o havia obsediado, mas, que dali e diante o deixaria em paz, pois aquela criança que ele tão amorosamente acolhia havia sido sua mãe numa encarnação passada!
Eu também já recebi o recado de um cobrador que gritou em alto e bom som dentro do Templo que " palavras bonitas não o comovem, quer ver é mudança de comportamento".
Por isto,  amados irmãos em Seta Branca, o que fizemos, está feito. O que pode significar o perdão de um cobrador é a nossa mudança de comportamento. A certeza de que nós, buscamos agora trilhar novos caminhos... caminhos do Amor, da Tolerância e da Humildade. Salve Deus.

OBSSEÇÃO INFANTIL



Extraído da revista "Espiritismo- Filosofia - Ciência- Religião", ano 05- 12, 2011. O texto é de autoria de JM Ferreira, p. 41:


A obsessão infantil é um fato real e as casa espíritas devem estar atentas pra atender a esses casos om responsabilidade, sem levar maiores prejuízos para a criança, para seu familiares e até mesmo para seus algozes. O estudo da Doutrina Espírita mostra que com muito amor, capacidade d perdoar e com bom esclarecimento, a criança e seus perseguidores podem resgatar suas diferenças com o apoio da equipe d desobesessão da casa que frequenta. 
Quando olhamos para uma criança, não significa que aquele espírito que anima o corpo infantil também seja uma criança. A alma que habita aquele corpo poderá até ser mais velho e muito mais vivido do que a dos próprios pais e avós. Assim ensinaram os espíritos a Kardec nas obras da Codificação da Doutrina Espírita. Na jornada da vida, diante as nossas responsabilidades, não somos vistos como crianças, e sim como aprendizes. E na posição de aprendizes cometemos erros, falhas e delitos, para os quias um dia somos chamados a resgatar.Resgato que é feito através da reencarnação, porém, podemos ser cobrados por outros espíritos de forma dmais direta, através da cobrança e da obesessão.

Tratamento
É muito sofrido para os pais perceberem que seus filhos sofrem perseguições espirituais muitas vezes de espíritos que foram prejudicados por eles em vidas passadas. Existem vários meios de tratar essa situação começando começando com a observação dos comportamentos os pais e familiares. Não adianta tentar resolver um problema tendo outro talvez inda maior dentro de casa. A harmonia o lar é um fator muito importante para que o tratamento seja eficaz. Faça o uso constante das preces com o culto do evangelho no lar e, principalmente, deixe que as crianças estejam presentes do jeitinho dela e sem repreensões, para que ela possa vivenciar o culto em família.Não pense que ela não está entendendo o processo do culto, de tudo que está sendo lido  discutido, boa parte ficará gravado em seu subconsciente e no dia e hora certos ira desabrochar faz uma grande diferença.

A importância do bom exemplo.

O dever dos pais é educar e preparar seus filhos para o mundo, de acordo com os preceitos divinos facilitando sua caminhada. "As imperfeições morais do obsediado constituem constantemente, um obstáculo à sua libertação"-(Allan Kardec- Livro dos Médiuns" tentar ensinar o certo falando certo, porém, praticando errado, não vai funcionar. Falar com seu filho que fumar faz mal pra a saúde, mas acender um cigarro atrás do outro não é uma boa maneira de educá-lo, pois você está se contradizendo o tempo todo. E a famosa frase "Faça o que falo, mas não faça o que faço!", também não vai funcionar. O  tratamento da criança obsediada dependerá da disciplina não só dos pais, de toda a família. Assim, é importante para a criança participar da evangelização em família, fazer parte da evangelização infantil " todos os centros espíritas tem este trabalho", recebendo os passes já receitados ...."

Nossas considerações
Assim, é preciso ter muito cuidado com as crianças quando elas apresentam sintomas de obsesão. O ambiente de harmonia e fé, as preces em família, a frequência ao pequeno pajé, como é o caso da nossa doutrina e a conversa, o acolhimento... Devemos ainda ter consciência que a obsessão nas crianças ´mais difícil pois elas não sabem expor o que lhes acontece e o próprio obsessor pode levá-las a acreditar que tudo é culpa delas. Não raro vemos casos de suicídio infantil, depressões, isolamentos, mudança bruscas de comportamento e aversões sem motivos a lugares, objetos e pessoas, podem ser fortes indícios da obsessão nas crianças.
Com fé, carinho e  cuidado é possível passar por esta traumática experiência com mais serenidade.
Salve Deus.

2 de out. de 2012



ANOTAÇÕES DIVERSAS DE TIA NEIVA

Certa vez, por volta de meia-noite, cheguei em casa, com muita fome. Peguei uma panelinha e fui esquentar um ovo. Meia sem jeito, queimei meu dedo na caçarola e baixei meu padrão vibratório. Oh, meu Deus! Mãe Yara estava por perto:
- É, ouvi, filha. Que vergonha! E pensar o que esperamos de você, uma líder espiritual!... Mas eu vim para fazermos uma prece. O “seu” Manoel das Emas, seu amigo, vai morrer. Na sua segunda viagem, mande o Delei com a segunda turma. Como você está sem condições, vou-me retirando...
Nem senti como comi o ovo. Sei apenas que estava insegura, a dizer, inconscientemente, no meu íntimo:
- Meu Deus! Por que não me controlei? Será que a Senhora do Espaço vai me deixar outra vez?...
Contei ao Getúlio o que ouvira a respeito do “seu” Manoel, e ele me pediu que me acalmasse e que tivesse cuidado com alguma interferência, já que haviam alguns espíritos zombeteiros. O pior era que eu sabia que ele estava errado, que era verdade, mas não me defendi, pensando somente nas minhas ofensas e que Mãe Yara poderia não mais voltar.
Durante o almoço, Delei me pediu a chave do caminhão e foi fazer o trabalho, para me descansar. Delei e Getúlio eram médiuns de confiança e muito próximos de mim. Com o movimento, esqueci o aviso de Mãe Yara. Um pouco mais tarde, vieram me avisar que o “seu” Manoel caíra morto no chão. Senti um grande remorso. Quem sabe se eu tivesse rezado com a Senhora do Espaço poderia tê-lo ajudado?
Passou-se o tempo e, oito dias depois, à noite, com os olhos abertos, vi o “seu” Manoel de pé, numa estrada luminosa e muito amarela, com seu chapéu de palha e com a mesma roupinha. Sorriu, demonstrando que ainda continuava meu amigo, como se me dissesse que estava feliz!...

(...)

Lembro-me da minha primeira visão. Chegara de uma viagem muito cansativa, e logo me deitei. Alguns colegas, que estavam em minha casa, continuaram a conversar. Muito cansada, não conseguia dormir. De repente, um velhinho, bem conhecido meu, apareceu com um lampeãozinho na mão e, folgadamente, se sentou à beira de minha cama. Dizia-me coisas que logo esqueci, mas lembro de que agradecia, em nome de Deus, o que eu tinha feito por ele, mas me dizia que eu ainda teria que trabalhar muito. Sorri e pensei:
- Está caduco! Trabalhar mais do que eu trabalho?
Logo lembrei que ele já havia morrido, após uma vida em que pedia esmolas, embora tivesse muitas casas alugadas. Ele dizia que era por missão. Era um verdadeiro Espírito de Luz. Mas fiquei apavorada, e saí dali correndo, toda irradiada, e lembro bem, até hoje, de como aquele encontro me atingiu, embora tudo tivesse acontecido como já me tinha sido previsto por Mãe Yara.

12 de ago. de 2012

TIA NEIVA PERGUNTA A MÃE IARA...


"Tia Neiva pergunta a Mãe Iara:
- A senhora não conhece Deus? “Sim, eu conheço Deus em sua figura simples e hieroglífica, como você o conhece”. “Hieroglífica, sim Neiva. Deus é o poder supremo em todas as coisas. Neste planeta, nas plantas, impregnando o prana no aroma das matas frondosas, no mar, no espaço, nas estradas, na porta estreita da vida, na alegria, na dor e no fundo do nosso coração. Neiva, Deus é a energia luminosa que desencadeia as reações dos seres vivos, dos vegetais, que vive no ambiente inorgânico e gera pelo seu sopro."

23 de jul. de 2012

ALMAS GEMEAS



Almas Gêmeas

Através de suas faixas cármicas na longa jornada evolutiva, em qualquer situação em que não estiverem juntos, haverá sempre uma imensa saudade que se reflete em cada um dos dois, tornando suas existências incompletas. Podem amar e ter tudo no plano material, mas fica uma sensação de insatisfação, de não estar completa a felicidade que só se realiza quando as duas almas gêmeas se reencontram. E esse reencontro também só se realiza quando ambas estão livres de seus compromissos cármicos, como veremos mais adiante na história que Tia Neiva nos contou.

Não temos como penetrar na Mente Divina e perscrutar os misteriosos desígnios do Criador, mas, o mecanismo das Almas Gêmeas é poderoso incentivo ao retorno às origens, ao seio do que é completo a de que um dia os espíritos voltarão à divindade.  E é muito linda a jornada das almas gêmeas. Como progridem em missões separadas, na maioria dos casos uma se dedica ao auxílio da outra. Vivem no amor completo e incondicional. Quantas chegam ao último degrau de sua evolução na Terra, mas, como sua outra metade ainda esta a caminho, pedem a graça de poder voltar e ajudar sua alma gêmea. E é um grande sacrifício este, pois este planeta é excessivamente pesado em suas faixas vibratórias e um espírito sofre muito em uma encarnação dessas. Mas parte feliz, com esperança, com dedicação, porque é uma missão de amor. Para se ter um exemplo do encontro das almas gêmeas de seus compromissos, vamos ver a história de um velho Jaguar e Rosa Maria, que Tia Neiva nos contou em uma aula dominical.

Salve Deus! Certa vez fui abordada por um espírito calmo, tranqüilo, muito bacana mesmo, desses que você pode ler em sua mente, ver em seu rosto toda dignidade, as coisas boas que porta o homem sem frustração. Honesto, sem essa maneira de querer enganar alguém. Tive a certeza de que era um daqueles espíritos que, conforme a época que estou passando;Amanto, Umahã ou Pai Seta Branca, me enviam para transmitir uma história, uma mensagem.  Aquele espírito foi chegando e começou a falar tranquilamente sobre sua vida. -Tia falou, eu sou aquele do sonho...Aquele sonho... Lembrei-me de que já o encontrara antes e me contara muita coisa. Perguntei: -Graças a Deus! Tem mais alguma coisa boa para dar continuidade? -Sim Tia, tenho. Tenho o princípio da história, da minha vida, que vou lhe contar. Eu era um homem perverso um verdadeiro tirano. Sou um Jaguar! Vivi nas planícies e estive por todas as partes da Terra. Só aprendi tirania e violência. Não conhecia o amor. Um dia reencarnei no império como senhor de engenho. Sorri, lembrando-se de vocês meus filhos. Esses seus rostos, cada um revelando um Jaguar, senhor de escravos, senhor de engenho.

Fui senhor de escravos, continuou – mas era muito direito em meus negócios e procurava aplicar a justiça a meu modo. Fui muito querido pelo Imperador, chegando mesmo a merecer plena confiança dele. Constantemente estava no palácio – e então citou diversos nomes de políticos, senadores, homens importantes naquela época, com os quais tinha estreitos laços de amizade. -Eu era um homem tão temido que quando chegava em minha fazenda Tia, uma das melhores regiões, com uma bela mansão, os escravos ficavam temerosos de mim. Faziam tudo com medo de mim, da punição que era certa se não agissem conforme minha vontade. Minha família era a mais bonita que havia. Minha esposa era linda e meus dois filhos, um casal, eram verdadeiros príncipes. Enfim Tia, parecia que eu não tinha mais nada para desejar na vida. Bastava que eu falasse uma coisa e todos corriam para me atender. Eu fui esse homem Tia Neiva... Tinha tudo mas a verdade é que não tinha amor por nada. -Esse é o grande mal – comentei. Quando não temos amor no coração filho, a vida se torna seca, difícil.

É Tia, eu era honesto com minha família, com minha mulher, com meus negócios. Mas, sentia no íntimo que alguma coisa me faltava. Um dia... Ele parou de falar e em seu olhar havia um brilho diferente, quando continuou com meiguice – Tia, a senhora vive falando sobre as almas gêmeas. Pois um dia esbarrei com minha alma gêmea. Interessante Tia, que nunca notara a presença daquela escrava. Era uma jovem bem clara e naquele dia quando eu me dirigia ao portão da casa, ela vinha com uma cesta de verduras e não me viu. Deu um encontrão em mim e as verduras, se espalharam pelo chão. Ela ficou em pânico... Abaixou-se para catar as verduras chorando e me implorando que não a castigasse. Queria até mesmo beijar meus pés na sua aflição e humildade. Fiquei reparando nela e alguma coisa despertou no meu íntimo. Senti que ela era diferente. Senti meu coração se encher de alegria com a presença dela. Então, peguei sua mão e a ergui, eu mesmo me abaixando e catando as verduras para recolocá-las na cesta. Ela paralisada pelo medo, me olhava com lindos olhos marejados de lágrimas; balbuciava desculpas e pedia que eu não a castigasse. Acabei de encher a cesta e me levantei, encarando aquela linda moça. Trocamos um lindo olhar e acho que consegui transmitir a ela o que eu sentia, de tal forma que ela pareceu se tranqüilizar, acabando por dar um tímido sorriso. Eu é que me desculpei por minha falta de atenção, e fiquei parado vendo aquela figurinha tão querida, sumir entre as plantas do jardim levando sua cesta.

Desse momento em diante meus filhos, aquele Jaguar se transformou. Aquele encontro com sua alma gêmea,  de que ambos não tinham consciência por estarem encarnados – despertou no coração dele o amor. E o amor transforma as pessoas. Enquanto caminhava para a casa ia pensando no que havia ocorrido. Sentiu profundo desespero pela fama que tinha ao lembrar a aflição de sua querida, o medo de ser castigada por algo tão banal. Aquela maneira humilde de pedir desculpas... Aquele olhar...Sim, decidiu que dali para frente não mais seria aquele tirano. Em casa, à noite, não conseguia dormir. Os dias se seguiram e ele ficou isolado sem falar com ninguém; mal comendo, com o pensamento naquela escrava adorada, cuja presença ele não havia percebido até aquele dia. Não entendia o que estava acontecendo...!? Como podia não ter notado aquela meiga presença? Ansiava por revê-la e ao mesmo tempo temia como pudesse reagir a um novo encontro. Seu comportamento preocupava a todos.Sua mulher achava mesmo que ele estava enfeitiçado, tal era a mudança que se operava nele. E um dia receberam a visita do Imperador. A azáfama da recepção quebrou a rotina da fazenda e até o Jaguar, saiu um pouco de seus pensamentos para receber o ilustre amigo. E na hora de servir o chá, quem se apresentou com a bandeja foi à bela escrava. Quando ela se deparou com o Jaguar começou a tremer tomada de emoção e desequilibrou a bandeja que caiu, despejando tudo sobre a mesa. A sinhazinha  com  sua percepção sentindo a reação dos dois ao se olharem, ficou furiosa e chamou o feitor para que retirasse imediatamente aquela escrava dali e lhe aplicasse terrível castigo. O Imperador que era muito galante e percebera a escrava encantadora, pediu que nada fizessem com ela. Era um acidente e pronto. Já tinha passado, não devia a moça ser castigada. Também o velho Jaguar interferiu, dizendo ao feitor que não era preciso levá-la. Essa reação mais raiva provocou na sinhazinha, tomada pelo ciúme, já deduzindo que aquela bela jovem tinha algo a ver com a modificação que se passara com o marido. Ordenou ao feitor que a levasse. Logo que o feitor saiu com ela, empurrando-a com brutalidade, o Jaguar foi atrás e mandou que ele a soltasse e que ela fosse para junto das outras escravas na senzala.

Era a época dos Nagôs que trabalhavam muito com os espíritos e faziam trabalhos que os outros diziam que eram feitiços. Por isso a sinhazinha achou que finalmente descobrira a causa de tão brusca alteração no comportamento do marido; ele fora enfeitiçado por aquela escrava. Começou a perseguir a moça e o Jaguar percebendo tudo, procurou solucionar a questão. Arrumou um amigo de confiança e pediu que ele fizesse uma compra forjada daquela escrava para que ela pudesse escapar da sinhazinha. E assim foi feito. Comprada à escrava, parecia que tudo voltaria ao normal na fazenda. O próprio Jaguar insistira para que ela fosse vendida, dizendo que já não agüentava ver à sua frente aquela mulher que tanta vergonha os haviam feito passar diante do Imperador... Mas o que não sabiam é que o senhor da fazenda, arranjara um sítio solitário e escondido onde à bela escrava foi se ocultar. E uma vez ali instalada, longe das garras da sinhazinha, aquelas duas almas gêmeas puderam construir um pequeno mundo. Passaram a se encontrar e sempre que possível, o sinhozinho corria a ver a sua amada. O amor das almas gêmeas é uma coisa sublime, muito lindo, pois nunca pode se erguer sobre a ruína dos outros. Para a plena realização torna-se necessário que ambos estejam livres de outros compromissos. Mas o sinhozinho tinha a família e então, era preciso que acontecesse um verdadeiro milagre – como eles mesmos diziam - para que ele pudesse se libertar. A esposa, os filhos ainda pequenos, representavam uma verdadeira barreira para a plena vida daquele amor. O respeito da moça - que se chamava Rosa Maria - pelas responsabilidades do Jaguar, mantinha a harmonia daquele romance sem criar sofrimentos.

O tempo passou. Os filhos do sinhozinho já mais crescidos foram estudar em Portugal. E naquele mundo de encantamento das duas almas gêmeas, teve início o último reajuste pelo qual deveriam passar para se libertarem totalmente. Lembrem-se meus filhos, que só retornamos às origens quando nada mais nos resta a resgatar. Vejam o exemplo de Doragana, que viu aquele cobrador a urrar de ódio e submeteu-se a um julgamento para libertá-lo, a fim de que pudesse tranquilamente voltar à origem. Havia uma conta do passado. E para resgatar essa dívida, Rosa Maria concebeu um filho que seria aquele espírito reencarnado para se reajustar com ambos. Mas, o fato de ficar grávida envergonhou tanto a Rosa Maria perante o Jaguar, que ela perdeu o encanto pela vida. Achava que aquilo era uma falta de respeito para com seu amado, gerando uma responsabilidade que ele não tinha condições de assumir.

É que encarnados não se lembravam dos compromissos assumidos no espaço. Aquilo tudo havia sido tramado com ele no espaço, sob os desígnios da Lei de Deus, que lhes fornecia aquela oportunidade de resgatarem sua última dívida. Porque as almas gêmeas só se realizam quando nada mais devem, quando não tem mais qualquer obsessor e quando já atravessaram suas faixas cármicas positivas e negativas e podem, assim, retornar juntas às origens. Por que é muito bonito meus filhos, ver o trabalho das almas gêmeas. Uma ajudando a outra evoluir a se libertar. Quantas já não precisavam mais retornar a Terra, mas como estão mais evoluídas que a sua alma gêmea, reencarnam e sofrem para ajudar aquela a subir o degrau. Sempre com dedicação, com amor. Uma beleza.

Mas, sem consciência de suas tramas no espaço, Rosa Maria com a situação, até dar à luz uma bela criança; um menino clarinho, louro, com lindos olhos azuis. O nascimento do menino modificou a sintonia do casal. Rosa Maria passou a viver mais feliz e ambos se dedicavam com grande amor àquela criança. Aquele amor ia resgatando a dívida com aquele espírito. O menino crescia e o sinhozinho estava totalmente modificado. Pela realização de seu amor, pela sintonia com Rosa Maria, pelo tesouro que o menino representava em suas vidas, ele se transformara em um homem bondoso e amável. Tão bom que todos que o conheceram antes se admiravam. Havia mandado embora de sua fazenda o malvado feitor, aquele homem feroz que castigava e surrava os escravos e, tudo era administrado com amor. Isso é que eu gosto de mostrar a vocês, meus filhos. O amor é uma força poderosa, bendita, que não deixa que se possa fazer mal aos outros ou ferir alguém. Quando se ama, mas se ama realmente; a gente ama todo o mundo. É filhos, o mundo inteiro agente ama. Não sei quantos de vocês já puderam sentir isso, ter a oportunidade de viver um amor assim, um amor de respeito, um amor que a gente respeita; que a gente sente realmente estar muito acima dessas baixezas... Duas pessoas que sentem um amor verdadeiro sabem se entender à distância, se falam no silêncio, se harmonizam a cada momento de suas vidas. Este é o amor das almas gêmeas.

Muitos me falam que encontraram sua alma gêmea. Eu concordo, pois não quero causar tristeza. Mas o amor das almas gêmeas transforma as pessoas. Elas ficam boas, não pensam em fazer o mal à sua família, não pensam em fazer mal aos outros, não desrespeitam a família. A primeira coisa que fazem é passar a amar também os outros, principalmente os filhos, mesmo que sejam frutos de ligações com outras pessoas. Acho lindo o amor das almas gêmeas no espaço. Têm a mesma paixão, a mesma vida como temos aqui. Muitas tiveram filhos na Terra e os buscaram para, reunidos, viverem juntos em suas mansões do espaço. São tão felizes e se realizam tanto com seu amor, que buscam levar a felicidade aos outros. Com essa intenção, protegidos pela vibração desse amor tão puro, penetram naqueles pântanos sombrios, arrebatando das trevas muitos espíritos que por ali se debatem.

Vejam o exemplo desse velho Jaguar: Era um tirano – e ele me mostrou muita das barbaridades que havia cometido - e temido por todos. Um dia – um simples olhar modificou tudo. Pelo esclarecimento dos dois tudo se transformou, e ele se tornou tão bom que até mesmo no palácio do Imperador, se comentava o milagre de sua modificação. A felicidade do encontro das almas gêmeas aqui na Terra, reside no fato de não terem compromissos com outras pessoas. Elas se encontram, se amam verdadeiramente, mas não podem desfazer os laços cármicos, seus laços transcendentais. Apenas porque se encontram, porque se amam não podem abandonar seus lares. E isso é o que havia acontecido com aqueles dois; tinham vindo apenas para resgatar aquela dívida, libertar aquele espírito que estava encarnado como o filho dos dois. Mas a Lei de Causa e Efeito sempre está em vigor. E um velho chamado Gregório, que muito havia sofrido naquela fazenda a mando do sinhozinho, soube da existência daquela criança e descobriu toda a situação. Impulsionado pelo desejo de vingança, correu a contar tudo para a sinhazinha. Não poupou detalhes malvados e aumentou muito as coisas, para fazer sofrer o mais que pudesse aqueles que o tinham castigado um dia.

Atenção, meus filhos!Temos visto muitos “gregorinhos” e “gregorinhas” por ai sempre contando novidades,  maior parte é mentira! Espalhando o ódio e a desconfiança entre esposa e marido, desfazendo lares, gerando desequilíbrios. Isso é muito perigoso. Quantos ao chegarem no dia de prestar contas vão verificar que com suas línguas, cortaram o carma de outras pessoas e não poderão por a culpa em ninguém, senão em si próprios, no seu coração ainda em evolução... A sinhazinha, enlouquecida pelo ódio e pelo ciúme por tudo que ouvira de Gregório, tramou em segredo a destruição de Rosa Maria e do menino. Aproveitando-se do ódio que o malvado feitor nutria por ter sido despedido pelo sinhozinho, conseguiu induzi-lo a realizar seu plano. Um dia, quando o sinhozinho teve que ir ao palácio ver o Imperador, o feitor raptou Rosa Maria e o filho, levando-os para um local ermo, e ali os executou ocultando os corpos. Ninguém vira essa ação criminosa, de modo que quando o sinhozinho voltou e foi correndo ao seu ninho de amor, não encontrou sua amada nem o filho, nem qualquer orientação sobre o destino daqueles dois seres tão queridos. Também pelas redondezas, ninguém sabia informar o que teria acontecido. Desesperado, continuou buscando-os por muito tempo, sem descobrir o que houvera. Mesmo mergulhado na dor e na aflição a, bondade daquele Jaguar superou suas forças. Continuou a ser bom e caridoso e testado por Deus, que quis saber até onde ia sua paciência, superou todo o seu desespero e completou sua missão na Terra, com aquela força bendita que o amor lhe dera.

Sua jornada ainda continuou muitos anos. Na solidão, chorava a ausência de sua amada. Muitas noites quando mergulhava em seus pensamentos, vinha-lhe a certeza de que sua esposa tinha muito o que ver com aquele desaparecimento misterioso. Também não sentia ódio ou desejo de vingança. Lembrava-se de que Rosa Maria sempre lhe dizia que chegaria um dia em que morreriam e poderiam ficar juntos para sempre, no céu. Mas, se ele fizesse alguma maldade, não seria possível o encontro, pois Deus não permitiria que gente ruim entrasse no céu. Ele lembrava dos olhos de Rosa Maria. Quando falava, essas coisas ficavam brilhando como estrelas, como se tivesse certeza do que falava como se o amor deles só pudesse atingir toda a plenitude depois que tivesse deixado essa vida. E porque a amava, tinha confiança nela e achava que o único meio de tornar a encontrá-la, seria manter-se acima do mal. Mas a dor da ausência de Rosa Maria tornara-o triste e a vida era quase que mecânica. Seu coração sangrava de saudade. Tornou-se espiritualista. Continuou acompanhando sua esposa sem demonstrar sua desconfiança, mas a vida já não tinha mais prazer. Só existia para ele a lembrança daquele amor.  Muitas coisas enfrentou até o dia de sua morte. Contou diversas passagens, e me admirei com a fibra daquele Jaguar. Era uma época terrível, aquela. Muitos espíritos havia encarnados na Terra na missão de evangelizar. Alguns mesmos vinham preparados para domar como se fossem animais, aqueles espíritos de imperadores, centuriões; vestindo roupagens de Pretos Velhos escravos. Aquele Jaguar havia sido diferente. Morreu purificado pelo amor, por suas boas ações e sua câmara mortuária foi perfumada pelos Pretos Velhos, a quem vivia pedindo perdão pelos males causados outrora.

Pouco antes de morrer, soube de toda a trama da esposa, o triste fim que tinham tido seus amados. Mandou chamar Gregório e fez com que ele visse o punhal que atravessou em seu coração. Mesmo assim, perdoou-lhe e ainda arranjou meios de ajudar ao velho que tanto mal lhe causara. Há muitas passagens lindas nessa história. Houve até o caso de uma aparição de Jesus, ao sofrido Jaguar. Um dia contarei! Quando desencarnou, Rosa Maria veio recebê-lo. É muito grande a felicidade do reencontro de duas almas gêmeas, preparado pelos mentores. Pensavam que havia chegado o momento de seguirem a linda caminhada para a origem. Mas ainda não era a hora. Havia permanecido aquele espírito cobrador, do filho deles, que o ciúme da sinhazinha não deixara realizar a missão do reajuste. Era preciso reparar o destino daquela criança, que por culpa deles havia nascido em tão tristes circunstâncias. Era responsabilidade do Jaguar, que devia ter tomado as providências para evitar aquela gestação, que o respeito impunha, pois não haveria condições para criar um filho. Com isso, ele criara uma responsabilidade a mais e teria que voltar a Terra para cumprir sua última missão.

Após o feliz encontro, Rosa Maria ficou triste sabendo que ainda teriam que esperar a conclusão dessa missão para poderem ir para a origem. Preocupava-se com seu amado, incerta sobre as condições dele para enfrentar mais uma prova. Ele fora um tirano, mas o amor mudara completamente seu espírito por saber amar. Mas fora a presença de Rosa Maria que o havia despertado para o amor. Agora que ela não viria para a Terra, como agiria ele? Tudo foi preparado no espaço e quando chegou o momento, o Jaguar despediu-se de Rosa Maria e, triste pela separação se encaminhou para o sono cultural. Quando o espírito vai reencarnar, meus filhos é uma tristeza maior do que a da morte aqui na Terra. Ele vai partir para uma missão da qual tem consciência, sabe da responsabilidade e, corajosamente se entrega ao sono cultural, que vai apagar de sua consciência toda a memória transcendental, preparando-o para ser colocado no feto e nascer na Terra. O velho Jaguar, o velho senhor de escravos, parte em busca de seu filho, o lindo menino louro de olhos azuis. Mas Deus não diz para você que será tudo “bonitinho” nem os mentores resolvem que será tudo fácil. Não! Ele por exemplo, iria voltar a Terra e desposar uma mulher que seria aquele mesmo espírito, da sinhazinha – má a ponto de mandar matar uma criança – e em meio a muitas provações e dificuldades, deveria salvar seu filho, espírito que até aquele instante não perdoara a ele nem Rosa Maria.

Na Terra o inicio foi relativamente fácil. Casou-se (com aquela que havia sido a sinhazinha) e teve alguns filhos. Mas, esquecido dos planos do espaço pelo efeito do sono cultural, não entendia o vazio que sentia. Faltava alguma coisa que não identificava, para sua vida faze-lo feliz, realizado. Perguntava a si mesmo porque aquela paixão pelas pessoas, pelas coisas, aquela insatisfação permanente. E o desespero começava a tomar conta de seus pensamentos, nas horas em que estava sozinho. Foi quando nasceu um novo filho um menino debilitado, com um aleijão na perna e que mais tarde quando começou a falar tinha dificuldades em se expressar um pouco mais moreno do que os demais irmãos e, que o fez sentir algo estranho. Quando pegava o menino no colo, sentia um arrepio, uma sensação que não identificava, mas, sabia ser de repulsão àquela criança. A mãe do menino também demonstrava total intolerância, e até mesmo desprezo pelo pequenino. Vendo essa reação de ambos, o Jaguar superou tudo e passou a amar mais àquele filho do que aos demais. Também a criança ficou num grande agarramento com o pai.

Em seus sonhos o Jaguar se encontrava com uma moça muito bonita – Rosa Maria – que lhe falava na força do amor, e pedia que ele sempre tivesse esperança em seu coração. Sempre protegendo a criança do ódio da mãe e do desprezo dos irmãos, o Jaguar prosseguiu em sua missão. Ficou seriamente doente e o filho mais novo não se separava dele. Ficava ali atento ao que fosse preciso, dando-lhe água, remédio, preso pelos laços de uma profunda afeição. Uma noite profundamente enfraquecido, estado em que se fica mais próximo da espiritualidade, foi levado por aquela mulher de seus sonhos, até uma casa onde havia uma criança. Esta estava muito mal, já para morrer. Os pais ali perto choravam a morte do filho, já não tendo mais a fazer. A criança com os olhos fechados parecia estar sofrendo muito. O espírito do Jaguar ficou preso àquele quadro e se aproximou da criança que abrindo os olhos percebeu a imagem do Jaguar e exclamou: “Papai”.  Os pais se alvoroçaram, e o pai abraçou a criança certo de sua melhora, pois ouvira o chamado. Mas o espírito do Jaguar percebeu emocionado quem era a criança, quando vira aqueles olhinhos azuis e sabia a quem ela chamara de Pai. Sim, aquele era o seu filho, a quem buscava para resgatar suas dívidas do passado.

Mas, teve que retornar ao corpo e sua memória apagou-se quase totalmente. Ficou uma lembrança do menino, mas, em sua fraqueza não sabia separar bem os fatos. Seu estado piorou e começou a delirar, falando de um menino louro de olhos azuis, que era seu filho que ele tinha que encontrar. Suas palavras não eram entendidas pela mulher e pelos filhos, que achavam ser tudo fruto de sua delicada situação de saúde. Finalmente o mal começou a ser debelado, e ele teve a fase de recuperação, povoada pela lembrança daquela criança. Irritado por não ser entendido pelos outros, criara em sua cabeça a necessidade de encontrar aquele menino, que ele sabia existir em algum lugar. Já recuperado começou a andar pela cidade. Assim fazia um exercício e atendia à sua ânsia de descobrir a criança.  Andava certa vez pela beira do cais, quando o choro de uma criança chegou até ele. Curioso aproximou-se de uma pobre casa de onde parecia vir aquele choro convulsivo. Um vizinho estava por ali e ele perguntou o que fazia aquela criança chorar tanto. -É uma triste história – disse o vizinho – O pai desse menino trabalhava naquele navio ali e saiu com a esposa para dar um passeio de barco. O barco virou e os dois morreram. Restou o filho que está aí com esses parentes, mas, desde então chora como se nada o pudesse fazer calar... Bateu à porta do casebre e uma pobre mulher o atendeu. Pediu para conhecer o pequeno órfão e entrou, aquele menino por quem tanto buscava por quem seu coração ansiava loucamente, chorando. Aquela linda criança loura com os olhos azuis... Emocionado, pediu àquela gente que o deixasse levar o menino, para cuidar dele. Foi atendido prontamente, pois os parentes estavam loucos para se verem livres daquele choro angustiado, e seria menos uma boca para alimentar.

Chegou feliz a sua casa. No trajeto para lá a criança se calara e aconchegara-se a ele como se estivesse acostumada com o seu colo. Sentindo-o em seus braços, o velho Jaguar sentia que amava muito aquele pequeno ser. Um amor muito maior do que o que nutria por qualquer de seus filhos. Até pelo mais novo. Começou uma nova fase de complicações. Os laços de amizade tão profundos entre o Jaguar e aquela criança abandonada, haviam despertado a inveja e o ciúme da família. A hostilidade da esposa – que na outra encarnação mandara executar o menino – era para com os dois. O tempo foi passando, e cada vez mais estreita era a amizade entre o Jaguar e o menino. Mas o grau de maldade da esposa era tanto, um espírito que não se abria para o amor, e assim não evoluía e esperava uma oportunidade para se vingar daquela criança. E quando o esposo precisou ausentar-se um pouco mais demoradamente de casa, pegou o menino e o colocou para fora de casa. A pobre criança já com sete anos, não pode fazer nada senão afastar-se triste daquela casa, onde estava alguém que lhe era muito caro. Retornando e não encontrando o menino, o Jaguar forçou a esposa a dizer o que havia feito. Ela confessou que havia mandado embora aquele estranho e não permitiria que voltasse. Ele saiu em busca do menino e teve um palpite que poderia encontrá-lo onde o fora buscar – na beira do cais. Correu para lá e viu o garoto sentado, olhando o mar com o queixo apoiado na mão, como se aguardasse alguém.

Alegre pelo encontro chamou o menino. Este assustou-se com o chamado e levantou rápido de onde estava virando-se para ver seu querido benfeitor. Mas, agitando os braços perdeu o equilíbrio e caiu do cais, naquele local cheio de pedras, madeirame e ferros batidos pelas ondas do mar. Desesperado, o velho Jaguar correu e pulou na água. Diversas pessoas que estavam por ali tentaram ajudar, mas, o destino havia marcado aquele desenlace. Morreram ali, pai e o filho, tragados pelo mar. Esse é o destino do homem meus filhos!.Muitas vezes temos uma tristeza muito grande sem saber por quê. Muitas vezes o homem se casa e tem por obrigação honrar aquele casamento, os filhos que dele nascem, mas, em seu íntimo não esta feliz. Porém, existe uma responsabilidade maior; o destino cármico. Ninguém pode ser feliz, feliz mesmo se não terminar sua missão, se não libertar seus cobradores.Imaginem que aquele filho mais novo, moreno, do casal, era o espírito do velho Gregório, que apesar de seus defeitos físicos, amou muito aquele a quem tanto mal fizera e por ele foi amado. Foi àquela mulher que tanta maldade fizera que o recebeu no ventre e pela benção de Deus, o criou com cuidados, mas sem amor. Mas Gregório conseguiu resgatar suas faltas, pelo amor daquele a quem tanto fizera sofrer.

E no desenlace da história, quando o homem e o menino desencarnaram no mar, seus espíritos se encontraram com Rosa Maria e juntos, felizes foram para sua origem. E a sinhazinha que voltara agora como uma simples dona de casa, não evoluiu, não aproveitou a chance que lhe foi dada, e nada fez de bom. Então, seu sofrimento será grande. Deverá voltar várias vezes, para subir seus degraus na evolução. Mesmo assim, ela foi objeto da ajuda dos espíritos do Jaguar e de Rosa Maria, que entenderam que tudo que ela havia cometido, servira como degrau para a libertação deles, através da evolução. Na realidade, fora a sinhazinha que preparara a subida dessas almas gêmeas. Por isso, jamais devemos nos queixar de Deus. Ele nos dá tudo, nos proporciona os meios para nossa libertação. O conhecimento, a consciência, é que nos impulsionam no caminho certo. Ele nos dá força antes de chegarmos aqui e, chegamos preparados para cumprir nossa missão. É errado só se desejar coisas boas e reclama-las de Deus. Pelo sofrimento, conseguimos nossa libertação, nossa evolução. Nem Deus, nem nossos mentores, nos seguram para que possamos subir os degraus de nossa jornada. Temos que caminhar por nós mesmos, com nossas próprias pernas. Deus nos dá tudo..

Salve Deus!

Com carinho, a Mãe em Cristo-Tia Neiva.

15 de jul. de 2012

FALANGE MISSIONARIA CICANA TAGANA

FALANGE MISSIONÁRIA CIGANA TAGANA
Em 1982, quando Tia Neiva apresentou a falange de Ciganas Taganas para o corpo mediúnico do Vale do Amanhecer, a missão de libertação nos trabalhos tornou-se ainda mais completa. A paixão pela liberdade é característica certa do povo cigano, nomâdes por natureza. Uma herança que é marca da falange de Ciganas Taganas,que tem por principal missão auxiliar nos trabalhos de libertação: Julgamento e Aramês. Elas precisam conduzir a todos para sua libertação com sua energia, criando um elo entre cobradores e prisioneiros. A taça que as Ciganas Taganas carregam em sua indumentária está ligada à sua missão libertadora, simbolizando o carma. Mas, ao contrário do que se pode pensar, não é o sentido do sofrimento que a palavra induz, e sim a condição que essa falange tem de ajudar e de modificar os carmas. Na roupa trazem ainda as cores verde, remetendo às sua origens no mundo espartano, e preto, para representar a magia de Jesus Cristo. No Oráculo de Delfos, as Ciganas já se faziam presentes, dispondo da força desobsessiva e curadora da Rainha de Sabá. Essas missionárias recolhiam os feridos das batalhas e os doentes e os levavam para a Cruz do Caminho, onde faziam contatos com os deuses e os julgamentos. Ao longo da história, estiveram firmes à sua missão. A Cigana Tagana, guia da falange que leva seu nome, descia com Nossa Senhora Apará aos navios negreiros, para amenizar as dores dos escravos. As Ciganas têm permissões para adentrar os umbrais para iluminar aqueles que sofrem. “Uma luz no meio de outras luzes, por maior que ela seja, se perde. Agora, uma luz no meio da escuridão ela se faz presente, tem o seu real valor. A Tia dizia que nós, Ciganas, somos uma luz na escuridão para guiar e conduzir aqueles que necessitam de libertação, cura e harmonia”, ressaltou a primeira Cigana Tagana, Marlete Queiroz, à importância da missão dessa falange, reforçado pela Tia Neiva quando ela diz que “Uma Cigana Tagana pode harmonizar não só um trabalho espiritual, como qualquer ponto do universo”.

Jornal do Jaguar
Informativo bimestral da Biblioteca do Jaguar - Ano II - Nº 6
Por Mônica Marque

POSIÇÃO DAS CORRENTES NA INDUMENTÁRIA

O cinto da indumentária e de 6cm de largura

Canto

Nossa Mãe clarividente quando trouxe o nosso canto afirmou que somos a única falange que tem a permissão de falar com Deus.
Por isso devemos ser pequenas em humildade e amar incondicionalmente para alcançarmos a condição que nos foi confiada.
Oh! Jesus.
Nessa bendita hora,
Eu quero falar com Deus.
Quero sentir todo o meu amor,
Eu sou uma pequena ninfa, sou uma tagana,
Que desejo servir por todo o universo,
Na luz iniciatica do santo evangélio.
Venho do mundo verde,
Em missão especial de uma nova era,
Na esperança de um mundo melhor,
E na grandeza de Deus pai todo poderoso,
Aqui estarei sempre,
Com -0-// em ti Jesus querido,
Salve Deus!

Jornal do JaguarInformativo bimestral da Biblioteca do Jaguar - Ano II - Nº 6 Por Mônica Marque
POSIÇÃO DAS CORRENTES NA INDUMENTÁRIA
O cinto da indumentária e de 6cm de largura
Canto
Nossa Mãe clarividente quando trouxe o nosso canto afirmou que somos a única falange que tem a permissão de falar com Deus.Por isso devemos ser pequenas em humildade e amar incondicionalmente para alcançarmos a condição que nos foi confiada.Oh! Jesus.Nessa bendita hora,Eu quero falar com Deus.Quero sentir todo o meu amor,Eu sou uma pequena ninfa, sou uma tagana,Que desejo servir por todo o universo,Na luz iniciatica do santo evangélio.Venho do mundo verde,Em missão especial de uma nova era,Na esperança de um mundo melhor,E na grandeza de Deus pai todo poderoso,Aqui estarei sempre,Com -0-// em ti Jesus querido,Salve Deus!