25 de abr de 2012

CONSTRUÇÃO DO LAGO






Lago de Yemanjá - 1978


Com relação à construção do Lago de Yemanjá, é importante o registro de uma história: Pai Seta Branca pediu a Mãe Yemanjá as forças necessárias para construir o Lago. Porém, ela disse “não”, alegando que Tia Neiva era física e não sustentaria a manutenção do trabalho. Diante disso, Pai Seta Branca afirmou que se responsabilizaria por Tia Neiva. Assim, nossa Mãe pôde buscar no mar as forças de Yemanjá.
Em janeiro de 1978, Tia Neiva, acompanhada de vários mestres e ninfas, levando consigo ainda, a pedido de Mãe Tildes, as 220 crianças do Orfanato, em 4 ônibus e 36 carros, dirige-se à cidade de Prado, na Bahia, de modo a buscar as forças necessárias para a implementação de mais um trabalho a ser manipulado pelo corpo mediúnico.
Em Prado, é realizado o ritual da Estrela Candente em plena praia. Nessa ocasião, lembram com saudades os veteranos, a Clarividente incorporou o espírito de Mãe Yemanjá.
Tia Neiva pretendia ficar em Prado por 15 dias. Porém, com o desencarne de sua mãe, ela antecipa seu retorno, juntamente com Seu Mário, Gilberto e Raul, deixando as crianças sob os cuidados de Albuquerque, Jairo, Carmem Lúcia, Vera Lúcia e Gertrudes. Mas o Lago só começa a ser construído depois que todos voltam de Prado e, com pouco tempo, fica pronto.
O Lago de Yemanjá foi inaugurado no dia 1º de maio de 1978, ano da Consagração dos Adjuntos Rama e Raja, quando estes, de joelhos, pronunciam seus juramentos. Em 1981, Tia Neiva volta a Prado com as crianças e mestres para agradecer as conquistas alcançadas, realizando uma vez mais o ritual.
Construção do lago




Extraído do Livro: Os Símbolos na Doutrina do Vale do Amanhecer
Autora: Carmem Lúcia Zelaya

DESCOBRINDO O AMOR




DESCOBRINDO O AMOR!!!


Se queres descobrir o amor em teu ser, 
primeiro observa o nascimento das flores sobre as pedras, 
o nascimento da borboleta em seu casulo tão limitado...
Observa o sol nascendo e iluminando 
o que há pouco era só escuridão...
Se queres conhecer o amor, 
observa o movimento gracioso dos ventos 
por entre as flores e vê as sementes sendo lançadas 
para outros solos, transformando-os, 
delicadamente, sem pressa...
Observa a generosidade com que a natureza te acolhe, 
mostrando com seus movimentos a importância 
de te sentires como ela te sente.
Se queres sentir amor, 
olha para os teus irmãos com a disposição de, 
sem julgamento, vê-los como eles são...
Olha para ti e aceita o que vem do teu coração, 
banhando teu ser de luz e confiança...
Se queres compartilhar o amor, 
apenas estende tua intenção e 
ela chegará ao mundo e a ti retornará, 
trazendo-te as bênçãos Daquele que sorri com tua conduta.
Se queres prosseguir com o amor, 
procura viver de acordo com as dádivas que te foram dadas...
Apenas caminha por entre os percursos 
que para ti já estão preparados e vai, vai com tua luz, 
iluminando o que parece ser escuro, 
respeitando cada ser que o teu caminho acolher, 
compartilhando o teu conhecer, 
a tua alegria e a tua integridade enquanto Filho de DeusFilho de Deus

TIA GERTRUDES


 A Ninfa Gertrudes
"Vocês são vistos aqui muitas vezes como um hospital, 
outras como uma escola, mas nós vemos vocês mesmo 
é como uma grande família!"
Sabedoria de uma preta velha.


Salve Deus,
Gertrudes era afilhada de Tia Neiva. Acompanhou toda a jornada de nossa mãe da boléa de seu caminhão até o  VALE DO AMANHECER. Como a mais velha, dentre outras atividades, também era responsável por cuidar de BETO, RAUL, CARMEM LÚCIA E VERA. 
Pela confiança e dedicação durante todos esses anos, Tia Neiva confiou à Gertrudes a responsabilidade de honra e guarda de um pequeno baú com uma chave e recomendou que nunca se separasse do mesmo e que somente fosse entregue ao mestre Barros após Tia Neiva desencarnar. O cuidado de Gertrudes era tão grande que não se separava um minuto sequer, chegando a usar a chave do bauzinho na alça do sutiã.
Chega o dia em que a Tia Neiva teve que fazer a "viagem". A família muito abalada, queria apenas sepultar o corpo de sua mãe. 
Gertrudes então entregou a chave e o bauzinho ao Barros. Ao abrir o pequeno baú, encontrou um papel que descrevia em detalhes como deveria ser o velório e o sepultamento do corpo de Tia Neiva.
A espiritualidade conhecendo cada um de nós, deixa nas nossas mãos apenas a missão que temos condições de cumprir, até o final.


Para nós nossa mãe Koatay 108 deixou "a mesa posta e as prateleiras cheias". Para nos dizer o que fazer, deixou  o livro de leis. Agora é nossa vez de cumprir com tudo, até o final.