29 de abr de 2012

MENSAGEM DE PAI JOÃO DE ENOQUE



""O TEMPO QUE DISPÕES PARA DISTRIBUIR A DISCORDIA 
E AS COVERSAS DE DESIQUILIBRIOS 
É O MESMO QUE GASTAS PARA DISTRIBUIR 
O AMOR INCONDICIONAL DE JESUS.
NÃO VOS PREPAREI PARA OUTRA VEZ SE PERDEREM 
NOS MESMOS CAMINHOS DE OUTRORA,
DIRECIONE OS VOSSOS CORAÇÕES 
PARA A CONCORDIA SEJA EM QUALQUER SITUAÇÃO,
POIS OS VOSSOS OLHOS DESCONHECEM 
A VERDADE DO MUNDO ESPIRITUAL 
PELA FALTA DE VOSSAS CONDUTAS"
(PAI JOÃO DE ENOQUE)

ATRAVÉS DO MESTRE LUIZ ANTONIO,
ADJUNTO POARO KOATAY 108 
VANCARES RAIO AJANÃ RAMA 2000

28 de abr de 2012

VALE DO AMANHECER DF EM FOCO


Brasília mística é palco para o desenvolvimento do espiritualismo

Escrito por Mariana Veil
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Maryna Lacerda
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A Doutrina do Amanhecer foi trazida por Tia Neiva. Neiva Chaves Zelaya foi criada numa família tradicionalmente católica. Por causa disso, teve dificuldades para compreender a manifestação de sua mediunidade. Ela era clarividente, ou seja, tinha a capacidade de visualizar  ao mesmo tempo o que cada pessoa significava em diversos planos espirituais.
Durante sua peregrinação por templos católicos, kardecista e também por médicos psiquiatras, ela encontrou uma senhora, a Mãe Neném, grande conhecedora do espiritismo que a ajudou a compreender mais sua mediunidade. Juntas, fundaram em Alexânia, Goiás, a União Espiritualista Seta Branca, a UESB.
A Doutrina foi trazida através da projeção na clarividente do espírito de Francisco de Assis, que em outras vivências também se mostrava como o “Pai Seta Branca”. Este é o  representante máximo desta doutrina.
O número de adeptos à doutrina crescia constantemente. Tia Neiva recebeu orientações espirituais para que transferisse a UESB para uma área rural. Esta é a região onde o Vale do Amanhecer está localizado hoje.
Questões Místicas e Estruturais
Maryna Lacerda
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Pai Seta Branca: entidade máxima da Doutrina e o guia espiritual de Tia Neiva, a fundadora do Vale
A aparição do Vale do Amanhecer no contexto de criação da Nova Capital esteve ligada ao pensamento dos visionários, dos místicos e dos aventureiros que falavam da divinização da região do Planalto Central. A profética Brasília de Dom Bosco se vê inserida no principal da aura mística da região. A partir de novembro de 1959, este local acolheu esta dinâmica social e permitiu o manifesto desta Doutrina.
O Vale do Amanhecer fica em uma área denominada Serra do Ouro, localizada na rodovia que liga Brasília a Anápolis. Fica a seis quilômetros da região administrativa Planaltina-DF. É o templo matriz, chamado Templo Mãe. Somente nesta região que ocorre o trabalho ritualístico da Estrela Candente, um dos mais importantes da Doutrina. Atualmente, são 623 templos pelo Brasil e pelo mundo.
A política de sustento da região não se baseia em cobrar pelos atendimentos espirituais oferecidos. Eles cuidam do Vale através de doações, de almoços beneficentes e pela presença de lanchonetes, lojas de lembranças e artigos do Vale para os visitantes.
A região do Vale sentiu impactos fortes do crescimento populacional no DF. Os últimos dados oficiais são de 2005 e estimavam 22 mil pessoas morando na região. Os dados são da antiga Subadministração Regional do Vale do Amanhecer, que foi retirada da região por um decreto do ex-governador, José Roberto Arruda, “sem muita explicação do porque”, segundo moradores. Hoje em dia, estima-se mais de 25 mil moradores.

A infra-estrutura urbana do Vale conta com água encanada, rede de águas pluviais, linhas de ônibus regulares, etc. Apesar de grandes melhorias com o passar do anos, ainda é pouco para suprir as necessidades da região. Há um problema grave: os moradores da região não possuem escritura de suas casas. Além disso, a população sentem a necessidade de um reforço no policiamento, falta um Centro Educacional e há carências no setor de saúde.
Rituais e símbolos
A quantidade de símbolos e ritos fazem parte da rotina do Vale. A mística da região está totalmente ligada a seres espirituais. Pessoas do Brasil inteiro vem para participar de rituais na matriz.
Maryna Lacerda
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Na Entrada do Templo Mãe, os símbolos do Sol e da Lua são destaques
Segundo Natasha Zelaya e Milzara Menezes, bisneta e neta da Tia Neiva, respectivamente, explicam uma pouco da Doutrina. “As pessoas acham que o espiritismo de afasta de Deus e de Jesus, mas o Vale é totalmente ligado a Deus e  Jesus”. Além disso, falam da busca pela simplicidade nos ritos e no dia-a-dia para que as pessoas possam se igualar e se doar totalmente. “A gente acredita muito na força do pensamento. Se você estiver com uma roupa melhor que da outra pessoa, você pode se sentir inferior, e você acabará vibrando negativamente nela”, fala Milzara.
O foco do Vale do Amanhecer é a ajuda ao próximo, e não a ajuda própria. “A intenção é se doar para os outros, você acaba ganhando com isso”. Os trabalhos ritualísticos são voltados para as energias do mundo. Natasha cita um exemplo recente. “Quando surgiu a nova bactéria, fizemos uma estrela especial. Uma entidade lá no templo pediu para que fizéssemos isso, pois estava uma energia muito pesada em função da nova doença”.

As pessoas que participam da Doutrina tem apenas três restrições. Não pode consumir bebidas alcoólicas, drogas e não pode cruzar corrente. Cruzar corrente significa participar efetivamente de outros rituais de outras religiões. São apenas recomendações, pois não há controle sobre isso. As pessoas tem livre arbítrio, mas são recomendações importantes pois o médium está em constante preparação do seu plexo, que é a região abdominal superior na qual estão concentradas as energias, para ajudar o próximo. A mistura de energias ao participar de outras religiões e utilização de álcool e drogas pode desviar do caminho.
Maryna Lacerda
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Cerimônia de formação da Estrela Candente: o corpo mediúnico celebra três consagrações por dia 
Novos visitantes não entendem o porque de tantas roupas, e estas tão diferentes. A roupagem é uma representação de suas vidas passadas. As falanges são os povos as quais as pessoas pertenceram em outras vidas, e quando há a determinação das falanges, tem toda uma história dos antepassados. “Ela via todas essas roupas necessárias para o trabalho, com muitas cores e acessórios. Ter essa roupagem já vista nos planos espirituais era importante para que todos se igualassem e agissem em prol do próximo sem interferências físicas”, afirma Natasha.
Como a simbologia é muito presente a Doutrina, o Sol e a Lua são símbolos que aparecem em vários lugares do Vale. Eles representam as mediunidades: o Apará, Mestres Lua ou Ninfas Lua, e o Doutrinador, Mestre Sol ou Ninfas Sol. Se alguém quiser participar da Doutrina, deve passar pelo primeiro passo do desenvolvimento doutrinário, que é o teste mediúnico. As mediunidades são intrínsecas, é algo que já vem com a pessoa.
O Apará é um médium de incorporação, ele tem a capacidade de receber as entidades. Tem vários tipos de incorporação. Depois de uma maior compreensão da Doutrina, Tia Neiva adquiriu um maior domínio da técnica e a intercomunicação com os seres espirituais foi feita por meio de um “transporte” semi-consciente. A Doutrina defende as técnicas de incorporação semi-conscientes, ou seja, recebem somente a projeção de um espírito para poder dar uma mensagem ou algo assim. A projeção é para proteger o médium, para que tudo esteja sob controle.
Os Doutrinadores são médiuns que dão aulas de desenvolvimento dos médiuns e os ajudam a exercer o comando nos trabalhos espirituais. Durante os trabalhos de incorporação, o controle também é feito pelo Doutrinador, que fica ao lado do apará para que não ocorra interferências de espíritos com más intenções. Um dos fatores que influencia a grande importância mística do Templo Mãe é o único local que tem a Estrela Candente.
Os rituais da Estrela Candente são chamados de Escaladas. As pessoas que desejam participar tem que se dispor o dia inteiro para os trabalhos da Estrela. São 3 consagrações ao longo do dia (12h20, 14h45 e 18h30). Os horários de início dos trabalhos são muito importantes, pois “são os horários que a energia está mais forte”. São ritos que captam energias para um trabalho desobsessivo, ou seja, para ajudar espíritos que não tiveram aceitação do desencarne a seguir em frente. “Eles passam por aqui e o doutrinador tenta mostrar para eles coisas boas, um caminho de amor, falar uma palavra de amor, queàs vezes é só o que está precisando para eles seguirem o caminho”, fala Milzara.
Maryna Lacerda
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Vale do Amanhecer seria exatamente o local em que Dom Bosco previu a "terra em que jorraria leite e mel"
Patrimônio Cultural
No dia 27 de novembro de 2010, foi o lançamento do livro “Vale do Amanhecer – Inventário Nacional de Referências Culturais. Lançado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Cultura) e com ajuda de uma equipe de pesquisadores, incluindo entrevistas com médiuns, para reunir uma grande quantidade de informações.
O livro é o primeiro passo para se obter o registro de Patrimônio Imaterial Nacional. Isto significa que a comunidade ao redor reconhece as práticas, representações e expressões do Vale como um lugar diferenciado, que é de grande expressividade no aspecto religioso-cultural brasileiro.
O processo de análise dos documentos e a divulgação do resultado se o Vale será ou não incluído como patrimônio pode demorar um pouco. Porém, a contribuição de Tia Neiva e a grande relevância do Vale do Amanhecer já é reconhecida. Segundo Carmen Lúcia Zelaya, filha de Tia Neiva, tudo o que aconteceu teve um propósito. “A mudança para este local foi toda ligada ao plano espiritual. Voltamos a Brasília, pois este local é sagrado. Nada é por acaso, nós sentimos as energias desse local, está tudo ligado a espiritualidade”.

ESTRELA CANDENTE




ESTRELA CANDENTE

sábado, 12 de setembro de 2009

O que Tia Neiva falou sobre a Estrela Candente e da grande importância desta celebração que muito pode beneficiar aqueles que ainda não sabem Amar.
(Retirados das Observações Tumarã edição de fevereiro de 2006).
· “O dia 26 de agosto de 1976 já estava clareando quando consegui arrastar para a Estrela dois espíritos, ex-obsessores de terríveis vibrações, que já tinham se aninhado no subsolo do Hospital Distrital, se aliando aos cobradores para conturbar os enfermos.
Às doze horas fui assistir à primeira Consagração. Tudo decorreu bem, até que, às três horas, uma avalanche de espíritos chegou com fúria, querendo o seu chefe.
Fizemos uma Escalada ou uma Consagração Especial, e lá se foram todos! Salve Deus! É o que fazemos nas Escaladas.
Pensem, filhos, na paz daqueles doentes após um trabalho como esse!”
(Tia Neiva, s/d)

· “Esta aula é a maior prova de tolerância e verdadeiro amor aos menos esclarecidos que Jesus nos deu. É a oportunidade de demonstrarmos a esses pobres e terríveis espíritos que, pela incompreensão, penetraram na nossa Estrela Candente, na ausência do Reino Central.
Hoje, dia 20 de agosto de 1976, o que aconteceu: o nosso amor, as nossas vibrações, transformaram em benefício toda aquela ira. Foram chamados para me destruir e nós os conduzimos a Deus, com todo o amor!
Deus lhes pague, meus filhos!” (Tia Neiva, s/d)

· “Mestres Luas, Aparás, vejam a maravilha que está acontecendo naquela Estrela Candente! Uma maravilha deste século - as Sereias! Elas não falam. Só emitem ectoplasma, só emitem Luz. Elas não vêm para orientar o Homem em sua conduta. Elas já encontram todos com uma conduta perfeita...
Assim somos nós, Aparás!" (Tia Neiva, 27.6.76)

· "O dia já estava clareando quando consegui arrastar para a Estrela dois espíritos, ex-obsessores de terríveis vibrações, que já estavam se aninhando no subsolo do Hospital Distrital, se aliando aos cobradores para conturbar os enfermos. Às doze horas fui assistir à primeira consagração. Tudo correu bem, até que, às três horas, uma avalanche de espíritos chegou, com muita fúria, querendo o seu chefe. Fizemos uma consagração especial, e lá se foram todos...
Salve Deus! É o que fazemos nas escaladas. Pense na paz daqueles doentes!"
(Tia Neiva, 26.8.76)

· “A Estrela Candente é cabalística e, nela, nós nos libertamos. Libertamo-nos porque emitimos a nossa energia, e este ritual cabalístico nos conduz o poder das Amacês e das Cassandras. (...)
Sim, filho, vamos iniciar tudo o que Deus nos deu e com o que temos um compromisso!
Sinta a Estrela Candente: aqui na Terra, é o maior trabalho de desobsessão cabalístico. Sim, filhos, algo para o que, hoje, meus filhos, já estão preparados!... (...)
A Estrela, com sua poderosa luz, paga o preço de sua Amacê, na responsabilidade de um ritual cabalístico que implica a força extraída de uma jornada no horário e da emissão de seus Comandantes.
A jornada é o desenvolvimento do plexo na formação de uma seqüência com o Comandante na cabine; faz-se a preparação, o envolvimento com as Sereias e com o Povo das Cachoeiras; mais uma jornada, que é a revisão final; e, por último, os Esquifes, os Tronos, que são o resultado da cultura geral. ” (Tia Neiva, .8.80)

O APARÁ



Apara

O médium de incorporação, que sempre existiu sob uma força nativa, recebeu, dentro do Africanismo, uma nova forma: sua força, com a consagração de Nossa Senhora Apará - Nossa Senhora da Conceição - teve a transformação para uma força crística extraordinária, agindo em seu plexo iniciado, com muito maior responsabilidade por ser instrumento da Voz Direta. Naqueles tristes navios negreiros, nas senzalas, a força iniciática trazida pelos Enoques se manifestou de forma grandiosa, atendendo aos negros desesperados através de médiuns que incorporavam entidades de Luz, e que, por isso, passaram a ser denominados,

APARÁS, tanto os mestres como as ninfas. Aos mestres foi dada uma designação especial: AJANÃ, dentro das diferentes condições entre o plexo masculino, positivo, forte para receber projeções e incorporações poderosas, tanto de espíritos evoluídos como os sem Luz, e o plexo feminino, negativo, sensível, apto à manipulação de energias poderosas, intensas, porém suaves. Recebem, também, a denominação de  RAIO LUNAR, embora alguns achem que esta só se aplicaria àqueles que estão em condições de incorporar o Pai Seta Branca. Exite, para os Ajanãs, a classificação de QUINTO YURÊ, bem como de Estrelas – Cautanenses e Vancares. Na Doutrina do Amanhecer, ao iniciar suas aulas de Desenvolvimento, o médium tem identificada sua mediunidade. Se é de incorporação – um apará – é feita uma avaliação de como essa capacidade se apresenta, pois pode trazer hábitos e posturas de outras correntes que devam ser minimizados, para que possa trabalhar adequadamente como médium de incorporação da Corrente do Amanhecer, um apará, tendo as condições básicas:

- Incorporar um sofredor sem fazer muito alarde, sem palavras inconvenientes e sem cair em posições grotescas ou desagradáveis;
-  Incorporar e saber distinguir a emanação do Preto Velho, do Caboclo, do Médico ou de qualquer outra Entidade que se faça presente através dele;
-  Ser suficientemente humilde para trabalhar no Templo, com amor, sempre que for convidado, sem escolher o trabalho ou o comandante;
-  Saber mediunizar-se profundamente, de modo a evitar cançar-se no trabalho, pois, bem mediunizado, não terá noção do tempo nem do calor, ou do frio, nem do que acontece a seu redor.

AGULHA ISMENIA


FALANGE MISSIONÁRIA
AGULHA ISMÊNIA
As Agulhas Ismênias têm como Primeira a Ninfa Lua Geni Duarte, sendo o Adjunto de Apoio o Adjunto Anuzio, Mestre João Duarte. O prefixo é Avena e Avena-Ra.
CANTO DA AGULHA ISMÊNIA:
SALVE DEUS! MEU MESTRE REINO CENTRAL, ESTAMOS A VOSSA MERCÊ. OH, JESUS, CAMINHAMOS NA DIREÇÃO DA ESTRELA TESTEMUNHA, QUE NOS REGE NESTE UNIVERSO. CAMINHAMOS NA FORÇA ABSOLUTA QUE VEM DE DEUS PAI TODO PODEROSO! SOU (ESCRAVA se for LUA; NINFA se for SOL) DO CAVALEIRO VERDE ESPECIAL. CONFIANTE NOS PODERES DIVINOS, EMITO O MEU PRIMEIRO PASSO PARA QUE OS PODERES DE NOSSAS HERANÇAS TRANSCENDENTAIS NOS CHEGUEM, PARA A CONTINUAÇÃO DESTA JORNADA. E COM LICENÇA DE VOSSA MERCÊ, PARTIREI SEMPRE COM -0-// EM CRISTO JESUS. SALVE DEUS!

ABATÁ


Segue orientações da Tia Neiva sobre o Abatá, retirados do acervo Tumarã.
"O Abatá é um trabalho de forças que se deslocam em eflúvios curadores da Legião de Mestre Lázaro. É, também, uma energia vital, extra-etérica, manipulada na conduta de uma emissão, forças centrífugas que podem fazer um fenômeno físico. É, também, uma força esparsa para os que gostam de brincar! Engrandece muito o médium em sua vida material. Se muitos abrirem suas emissões, aumentarão as heranças transcendentais e os fenômenos também irão aumentando, ou melhor, irão crescendo e iluminando. Sem muita precisão de horários, um Koatay 108 Harpásios e os demais componentes que sentirem necessidade podem realizar este trabalho Indiano, dos homens andarilhos, que diziam: no ciclo de um Abatá tem um povo celestial: médicos, curandeiros, enfermeiros, negociantes, enfim, tudo o que o Homem precisa na sua hora. O Abatá cura todas as dores!” (Tia Neiva, 22.4.84)
“Lá (no Vale Negro, no Canal Vermelho) tinha comícios de todo jeito. Gente eufórica, se maldizendo e vibrando em outros aqui na Terra. Um triste espetáculo. Aquele trabalho constante. Grupos enormes fazendo Abatás, outros emitindo aqueles enormes sermões. (...)
Uma das coisas mais bonitas que vejo ultimamente são os Cavaleiros Caçadores da Legião de Mestre Lázaro. E acredite, filho, que estamos chegando ao tempo dos Caçadores! Mas, para chegar a esse tempo é preciso o Abatá dos Caçadores. É preciso que o Jaguar conheça bem seus sentimentos, suas vibrações, e se desarme contra seus vizinhos, sabendo que o Homem-Luz só está evoluindo quando não mais se preocupa com o seu vizinho.” (Tia Neiva, 11.9.84)
“O Abatá é um trabalho de muita precisão e harmonia, em que se deslocam eflúvios curadores das Legiões do Mundos Verdes. É, também, energia extra-etérica, manipulada na conduta doutrinária de uma emissão. São forças centrífugas que podem fazer um fenômeno físico, distribuindo eflúvios por todo este Vale, por toda esta Brasília, para benefício dos hospitais, presídios, sanatórios, onde houver necessidade de tudo que precisarem das Legiões de Deus Todo Poderoso e dos luminosos Quintos de Jesus. Na Índia antiga houve uma época em que o povo, em fase de decadência, foi submetido a grandes catástrofes e enfermidades. A Espiritualidade, procurando favorecer àquele povo, programou o surgimento dos grandes Abatás. Os homens santos, missionários, peregrinavam pelas aldeias e pelas casas e, em rituais precisos, distribuíam a cura desobsessiva dos enfermos, dos cegos, dos mudos e dos incompreendidos, dizendo: no ciclo de um Abatá tem um povo celestial: médicos, curandeiros, enfermeiros, negociantes, enfim, tudo que o Homem precisa na sua hora.” (Tia Neiva, 19.9.85)
Salve Deus!

A FITA

A FITA





A fita usada pelos médiuns da Corrente do Amanhecer é bicolor, apresentando o amarelo da Sabedoria e o lilás da Cura, bem como o símbolo do Apará ou do Doutrinador, e forma uma elipse, um portal de desintegração no corpo do médium, permitindo que ele possa trabalhar sem receio na manipulação das mais pesadas vibrações. Seu uso é obrigatório, exceto para os médiuns prisioneiros.
Tia Neiva sempre recomendou que o médium andasse com sua fita junto a si, na carteira ou na bolsa, e a usasse quando sentisse necessidade de enfrentar algum problema sério ou caso fosse fazer um trabalho em que não pudesse estar com uniforme ou indumentária, em casa de alguém ou em um hospital, por exemplo. A fita é uma garantia e uma segurança para o médium.
“Imantrai, filhos, com o vosso trabalho, essa faixa que atravessais no peito. É a candeia viva e resplandecente nos caminhos que tereis de percorrer. Cuidai do vosso padrão vibratório, porque de vossas bocas sairão mantras luminosos, curadores, como ondas sonoras para alcançar a dor.” (Pai Seta Branca, 31.12.73).


A CAPA


A CAPA
Com a finalidade de armazenar energias, a capa, nas indumentárias dos mestres e ninfas do Amanhecer, funciona como verdadeira bateria nos Sandays e na Estrela Candente, evitando que se percam as energias do trabalho. Elas ficam ali, sob a capa, e são usadas na medida das necessidades.
Nos Abatás, por exemplo, elas são armazenadas quando o médium faz sua emissão e canto, para logo começarem a ser liberadas, conduzidas pelos Cavaleiros da Legião de Mestre Lázaro, até que se esgotem totalmente. Por isso, não há encerramento, sendo todos liberados tão logo se encerre o trabalho.
Já na Estrela Candente, as energias ficam sob as capas até que seja feita a entrega delas na Pira. Por isso o médium que faz uma Escalada não pode, sob pena de perder todo o seu trabalho, tirar sua capa antes de entregar a energia no Templo ou, se for o caso, no Turigano. As ninfas, após a consagração da Centúria, podem usar um forro de renda em sua capa. A renda poderá ser da cor da sua Guia Missionária ou, caso ainda não a tenha recebido, da cor de sua preferência. A capa forrada obriga o uso de pente e luvas.
Nos comandos dos Sandays os mestres usam obrigatoriamente suas capas

TEMPLO MÃE...VALE DO AMANHECER




Carregando foto do Templo Mãe!



O Vale do Amanhecer é uma Comunidade de aproximadamente quarenta mil pessoas, localizada a 6 km de Planaltina e há 50 km do Plano Piloto de Brasília.Os pontos focais da localidade são o Templo do amanhecer em construção elíptica de pedras (na parte externa frontal do mesmo existem dois outros templos interligados de atividade predominantemente do mestrado: Estrela Sublimação e Turigano), e a Estrela Candente com seus Quadrantes e a Pirâmide. O propósito de toda a organização doutrinária é a assistência espiritual através da Cura Desobsessiva. Milhares de vidas somando atualmente mais de 300.000 adeptos com problemas predominantemente mediúnicos, tornaram imperativo que outros templos surgissem em várias cidades de outras capitais.
Embora o número de habitantes do Vale motivem assédio de políticos, a filosofia nativa da Clarividente para o meio é apolítica. Em época de eleições os Médiuns devem cumprir naturalmente os seus deveres de cidadãos, votando de acordo com as suas afinidades, sem alarme...
Os residentes vivem de sua própria condição; alguns aposentados, outros funcionários, empresários, etc.
Não se distingue as pessoas pela condição social, financeira, cor ou credo: está sem uniforme? Está para ser servido. Está de uniforme? Está para servir.
Paga-se alto preço para manter a originalidade deixada por Tia Neiva, porque não se seleciona pessoas, recebendo quem quer que seja, possibilitando oportunidade igual para todos sem ferir o livre-arbítrio.

AURA (ou AUREA) COMO MUITOS DIZEM


Aura


Todo ser vivo é composto por células cujas partículas atómicas possuem cargas eléctricas que geram um campo magnético próprio, sensível a impulsos electromagnéticos e outras influências externas, a que se denomina AURA (ou “Força X”, como a conhece a moderna Medicina, ou “Energia Bioplasmática”, da Parapsicologia). (Veja PADRÃO VIBRATÓRIO).
A Aura é uma emanação luminosa que cerca o corpo físico, normalmente em forma de um ovo em pé, tendo cerca de 45 cm em sua parte mais larga (pela emissão do Sol Interior), composta de várias cores, cujas tonalidades e intensidade indicam o estado de saúde física e energética do indivíduo - suas energias áuricas.
É um campo magnético que nos envolve, gerado pelo que emitimos através do nosso Eixo Solar, dando protecção e filtrando as vibrações que nos rodeiam. Varia de tamanho, densidade e coloração conforme as forças eletromagnéticas de cada um.  Sua formação depende do prana (*) e dos chakras (*), e pela aura se pode aferir a carga energética do médium de modo científico, sem depender de alguém com poderes de vidência.
São individualizadas e, portanto, diferenciadas as emanações de energia dos seres vivos que se reflectem na aura, através das cores, concentrações e formas, representando ganhos, perdas ou alterações energéticas.
Existe um aparelho simples – o Aurameter –,  muito utilizado na Parapsicologia, que permite verificar a polaridade e intensidade da aura, bem como das emissões dos chakras, propiciando o ajuste através da mentalização e energização do chakra  que estiver negativo.
A aura é, assim, a verdadeira imagem energética de uma pessoa e revela seu nível de elevação espiritual. As primeiras experiências desenvolvidas pela ciência quântica, já numa tecnologia bem avançada, foram demonstradas pelo processo Kirlian, na União Soviética, hoje difundidas por toda a Terra.
Além da consciência, de sua energia mental, existem factores que interferem no campo energético: a necessidade da evolução pelo desenvolvimento mediúnico; a memória e registros transcendentais; o sistema próprio de crenças e verdades; as vibrações de campos energéticos de outras pessoas e de ambientes; a influência de drogas químicas, medicamentos e hábitos alimentares.
A textura da aura indica o carácter da pessoa, enquanto a forma e a cor revelam sua saúde e condições emocionais. Na pessoa enfraquecida ou debilitada energeticamente, sua aura ficará opaca, até mesmo escura, propiciando que vibrações negativas impregnem sua aura, fazendo com que o médium capte energias pesadas, tornando sua presença desagradável e permitindo que cargas negativas cheguem aos seus chakras, aumentando, cada vez mais, sua desarmonia e desequilíbrio.
Quando estamos bem, equilibrados e sadios, temos uma aura grande, clara, com colorido suave. Uma aura cristalina e limpa permite excelentes vibrações e emissão pura de ectoplasma, bem como recepção plena de prana.
Assim, de acordo com suas reacções emocionais e seu carácter, cada um de nós determina a estrutura e a coloração de sua aura. Em experiências científicas, o Conselho Britânico de Cores catalogou colorações da aura, chegando a 1.400 tons de azul, 1.000 de vermelho, 1.480 de castanho, quase 100 de verde, 55 de laranja, 26 de violeta e quase 20 tons de branco, demonstrando o excepcional número de combinações que pode envolver a coloração da aura.
Nas figuras representando anjos e santos, do Catolicismo, podemos observar auréolas luminosas sobre suas cabeças, que representam as auras iluminadas dos seres superiores.
A aura nos protege de acordo com sua estrutura, que é decorrente do nosso padrão vibratório. Por isso Koatay 108 sempre nos dizia que nosso padrão vibratório e a nossa sentença! 
O Doutrinador, ao fazer entrega de um sofredor, deve ter a preocupação de estender bem os braços para cima, mentalizando um portal de desintegração - a elipse da Estrela Candente ou da Mesa Evangélica - para que aquele espírito passe fora de sua aura. Se não fizer isso, pode acontecer de aquela energia se projectar em sua própria aura, causando-lhe sérios transtornos.
Pesquisadores concluíram que os tecidos doentes mostram, sempre, uma aura turva, enquanto o tecido sadio está com sua aura límpida, e há casos que apresentam pequenas modificações - manchas ou turvações - em auras de pessoas sadias, indicando que havia um mal em formação. Com o passar do tempo, a doença se instalou no corpo físico, demonstrando que a maioria de males físicos têm sua origem na desestruturação dos campos perispirituais.
A aura é nossas identidades físicas, psíquicas e morais. Se nos conduzimos dentro da conduta doutrinária, com amor e dedicação na Lei do Auxílio, teremos uma aura luminosa e colorida. Se nos deixamos levar por quedas do padrão vibratório, sem tolerância, envolvendo-nos em ambientes onde se fazem presentes conflitos, palavrões, agressões, pensamentos negativos, deprimentes, doentios, e onde se praticam violências e imoralidades, nossa aura vai-se adensando e escurecendo, indicando nossa queda vibracional.
Se nos tornarmos misericordiosos e alegres, buscando o contato com pessoas felizes, com ambientes saudáveis, procurando ajudar aos irmãos que estejam passando por dificuldades, desequilibrados por suas dores e aflições, podemos ter nossa aura límpida e colorida vivamente, atraindo Espíritos de Luz para nos ajudar em nossa jornada.

·     “A força psíquica, quando chega a ser espírito humano - a alma -, tem necessariamente gravada no perispírito todas as qualidades distintas e caracterizadas, que são as condições absolutamente indispensáveis à manutenção da vida para cada um: mais timidez, mais audácia, tudo de conformidade à sua missão na Terra, porque a alma humana é o produto da evolução da força através do reino de sua natureza. O mundo é um hospital, onde a cura é a própria desobsessão, porque a energia extra-etérica é átomo que se revela na aura.” (Tia Neiva, s/d)

·     “Eu estava no Canal Vermelho,  quando um certo homem, vindo recentemente da Terra, passou, aliás, sem me conhecer e sem conhecer ninguém.
Alguém perto de mim comentou: “Olha, Tia Neiva, este homem! Veio recentemente da Terra. Ainda tem a aparência de físico. Este homem sofreu tanto...foi caluniado pelo seu vizinho e terminou seus dias na prisão. Perdeu a família. Sim, filhos, mulher... É terrível o mundo de expiação!”
“O senhor o conhece?” Perguntei.
“Não, Tia Neiva. Aqui, a própria AURA esclarece tudo e, assim, sei!”
Pensei: se assim na Terra fosse, logo se consertariam tantas mentiras... Lembrei-me de mim e de meus consulentes!” (Tia Neiva, 20.11.80)

26 de abr de 2012

MÃE TILDES





Mãe Tildes
Mãe Tildes é uma grande Missionária, um Espírito de Luz que assume a roupagem de simples Preta Velha, na humildade de escrava que foi em um conga no Sul da Bahia, onde exerceu plenamente as atividades doutrinárias, buscando harmonizar as forças iniciática daqueles espíritos já interligados pelas origens de nossa Corrente que para ali foram, atraídos por suas faixas cármicas e por suas missões. Foi uma defensora da libertação dos escravos, para isso tendo que usar muitos dos conhecimentos sobre o transcendental daqueles senhores de engenho e sinhazinhas, buscando aliviar seus carmas e induzindo-os a se lançarem na Lei do Auxílio.




É considerada a Padroeira do Lar, por seu amor e sábios conselhos para manter a união e a harmonia de casais e da família, nos atendendo em nossas complicações sentimentais e nos ajudando nos momentos difíceis de nossas vidas. Alma gêmea de Pai João de Enoque, veio com ele em diversas encarnações, especialmente quando do deslocamento das raízes africanas realizado pelos escravos que vieram para o Brasil Colônia. Uma das histórias envolvendo Mãe Tildes, que muito nos marcou por conter personagens que se encontram no Vale do Amanhecer, em cobranças e reajustes, é a da FAZENDA TRÊS COQUEIROS:


“Havia, nas imediações de Angical, a Fazenda Três Coqueiros, uma enorme fazenda dos Pereiras, na época, pertencente a Alfredo e Márcia, recém-casados, que a receberam como herança. Havia uma cachoeira limitando a Fazenda Três Coqueiros com a fazenda dos Ferreiras, nobre e rica família, porém gananciosa, com cada membro querendo ser o mais rico, o maior, pois a vaidade e o orgulho eram as suas características. Naquela região, perto dos Ferreiras, havia inúmeras fazendas, grandes e pequenas, pertencentes a famílias que eram aliadas aos Ferreiras e participavam das mesmas idéias, cheias de maldade e ódio, pois a cobiça e a inveja faziam com que eles só pensassem em fazer o mal àqueles daquela bela Fazenda Três Coqueiros. Eram rixas transcendentais. Os Ferreiras e seus aliados sustentavam o ódio arraigado em seus corações. Estas duas famílias estavam sempre em choques e os aliados faziam trincheiras e tocaias, provocando mortes e destruições. Porém, as mortes eram só dos escravos (como diziam eles, escravos eram pagãos e não mereciam bons tratos; eram comprados como um animal qualquer!). Certo dia, Márcia saiu a passear a cavalo, e foi até a cachoeira, ficando admirada com a beleza daquele lugar, daquela linda cachoeira. Sim, aquela era a antiga Cachoeira do Jaguar, de Pai Zé Pedro, de Pai João e das Princesas! Sabia-se que ali existira um fenômeno, há cem anos. Márcia era uma médium de grande percepção. Parou e, deslumbrada, disse:


- É verdade!... Aqui existiu um grande fenômeno envolvendo alguns escravos!


Nisso, Valdemar Ferreira chegou e, abraçando a sinhazinha pelas costas, disse:


- Aqui houve um grande fenômeno, dizem os antigos, de Pretos Velhos forasteiros...


Imediatamente Márcia se lembrou de que Valdemar Ferreira era o mais triste dos inimigos de seu marido e, também, lembrou que seu esposo lhe havia dito que ela jamais pisasse naquele local. Livrando-se de Valdemar, ela saiu correndo. Mas o destino pregou-lhe uma peça: um pequeno escravo dos Ferreira viu Márcia ali com Valdemar e foi contar tudo a Alfredo. Márcia já esperava um filho de Alfredo. Todos os escravos de Valdemar odiavam a Fazenda Três Coqueiros, cheios de inveja, porque a vida dos escravos de Alfredo era boa, levando uma vida normal. Até mesmo os feitores de Alfredo eram bem tratados e eram bons com os escravos, o que não acontecia com o povo dos Ferreiras. Certo dia, o filho de Zefa - da Fazenda Três Coqueiros - começou a namorar uma crioula, escrava dos Ferreiras. Os escravos dos Ferreiras se revoltaram contra o filho de Zefa, esfaqueando-o, e o colocaram, semimorto, à porta de Alfredo, deixando um bilhete em que diziam que não queriam aquele cachorro por lá e, mais, que quando o filho de Márcia nascesse fosse mandado para Valdemar. Márcia, cansada e cheia de dores por causa da gravidez já adiantada, ouvindo os gritos de Zefa, correu ao encontro da velha escrava. É que Alfredo encontrara o rapaz esfaqueado e lera o bilhete. Cheio de ira, mandou que jogassem o rapaz no pasto, longe da Casa Grande. Mãe Zefa havia encontrado o filho e gritava por Márcia, para que ela ajudasse o rapaz. Márcia, mesmo cheia de dores, foi ajudar Zefa, saindo com Pai Zé Pedro para buscar o pobre escravo que havia passado a noite no relento, com urubus já sobrevoando seu corpo. A bondosa sinhazinha mandou que levassem o rapaz para dentro de casa e, então, houve um caso de desintegração: Márcia passou com o ferido perto de Alfredo e este não os viu! Assim que Alfredo encontrou Márcia mandou-a, sem explicações, para a senzala e mandou erguer um grande cercado para mantê-la prisioneira ali. Mandou que Mãe Tildes cuidasse dela. Mãe Tildes era confidente e grande amiga de Márcia. Alfredo comunicou que tão logo o filho de Márcia nascesse ele o mandaria para Valdemar. Márcia cativou todos aqueles escravos com seu amor e dedicação. Quando Zé Pedro, o velho nagô, chegou para falar com Márcia, esta perguntou:


- Quem é este homem?


- É um velho nagô - respondeu Mãe Tildes - que recebe espíritos no lombo!...


- Não, sinhazinha, não precisa ter medo! - disse Pai Zé Pedro se chegando, e se virando para Mãe Tildes, deu um muxoxo: - Linguaruda! Conversa demais!...


Márcia sentiu que o velho nagô tinha uma força do Céu e se afinou com ele. Numa manhã, quando o Sol já brilhava, encantando com seus raios toda a beleza daquela fazenda, eis que Márcia começou a passar mal e, mais tarde, a criança nasceu. Foi grande o reboliço, e os Pretos Velhos se mobilizaram. Mãe Tildes pegou a criança, enrolou-a numa coberta e a levou para Mãe Zefa, lá no meio do cafezal, dizendo:


- Vai, Zefa! Leva este menino porque Alfredo vai matá-lo!


Zefa saiu correndo com o bebê e o levou para a casa dos Ferreiras, onde, sem saberem o que estava acontecendo, entregou o menino à sinhazinha Emerenciana, mãe de Valdemar, que prometeu jamais revelar que aquela criança era filha de Alfredo. Era o grande segredo entre Mãe Zefa e Emerenciana. Zefa foi embora, e nunca mais se teve notícias dela. Quando Mãe Tildes voltou do cafezal, levou um susto: Márcia havia ganho mais outra criança, uma linda menina! Tinham nascido gêmeos! Mãe Tildes começou a chamar a menina de Marcinha. Vendo a dor tão grande de Márcia, Alfredo acreditou em sua inocência e a perdoou, mas Márcia não quis voltar à Casa Grande. Tanto Alfredo como Márcia não sabiam que haviam nascido duas crianças. Conheciam apenas aquela menina. Alfredo, até seu desencarne, pensava só ter nascido a menina. Certo dia, um crioulo apareceu para dar satisfações onde estava o menino. Mãe Tildes sofria, sem saber se devia revelar o segredo a Márcia. Foi consultar o nagô, e este lhe disse para jamais revelar a verdade. Fora um erro ela querer assumir a dívida de Márcia. Por outro lado, Mãe Tildes desconfiava de Márcia, ao ver o menino que se parecia demais com Valdemar. O nagô pediu que Márcia voltasse para a Casa Grande, porque seu marido estava caminhando para a loucura e teria um fim muito triste. Márcia saiu dali com o coração apertado, sabendo que Alfredo não tinha condições de continuar a viver daquele modo. O tempo passou ligeiro e Alfredo morreu louco. Márcia se enclausurou naquela casa. Marcinha, já mocinha, começou a namorar o filho de Valdemar! Quando o rapaz entrou, pela primeira vez, na Casa Grande da Fazenda Três Coqueiros, Mãe Tildes foi correndo até Pai Zé Pedro e lhe disse que estava perdida, pois tinha cortado o carma de Márcia e, agora, Marcinha iria se casar com o próprio irmão! Nisso, a porta se abriu e Marcinha, feliz, abraçou Pai Zé Pedro e Mãe Tildes, dizendo-lhes que iria se casar.


- Ele quer se casar comigo! O coronel Valdemar tem dois filhos, sabem? O mais novo tem dois dedos emendados, um pregado no outro. Mas este não! É perfeito, e não se parece nada com o outro...


Depois que Marcinha saiu, Pai Zé Pedro falou:


- Não lhe disse, Mãe Tildes, que a grandeza de Deus não tem limites? Este não é o filho de Márcia...


E Mãe Tildes perdeu a voz até que Marcinha se casou com aquele rapaz! No dia do casamento de Marcinha, foi promulgada a Lei Áurea, a abolição da escravidão. Foi uma terrível confusão. Tiros... Brigas... Amália, esposa de Valdemar, morreu. Márcia não soube a verdade sobre seus filhos até o dia em que Emerenciana, já para morrer, a revelou: Jacó era seu filho! Tinha dois dedos emendados, que comprovavam ser ele filho de Alfredo, que tinha o mesmo defeito. Márcia, prestes a desencarnar, abraçou seu filho Jacó, cheia de emoção. Mãe Tildes, já um espírito evoluído, teve que pagar esta pena, por ter reparado um carma indevidamente. É o que acontece com quem corta ou interfere nos destinos dos outros!... O pessoal dos Ferreiras lançou-se contra a Fazenda Três Coqueiros. Foi uma grande mortandade. Iluminados pela força de Deus, Mãe Tildes, Pai Zé Pedro e duas crioulas - Uraí e Urail - fugiram para uma outra fazenda cafeeira. Marcinha fugiu, levando consigo seu irmão Jacó. No dia seguinte, uma volante - polícia baiana - chegou à Fazenda Três Coqueiros, onde muitos cadáveres exalavam terrível mal cheiro, e, com muita dificuldade, impôs a ordem. Na fazenda dos Ferreiras, ninguém triscava a mão! Vieram, de longe, velhos coronéis e sinhozinhos. Os pais de Alfredo e os de Márcia quiseram levar consigo os netos Marcinha e Jacó. Estes, porém, não quiseram ir. Todos os que passavam por ali comentavam a triste tragédia daquele povo, povo este composto por espíritos espartanos, vindo de nossa origem e que, aqui, não suportaram as velhas rixas. Alguns dos Ferreiras que fugiram, continuaram a se entrincheirar para novas tragédias. Mãe Tildes e Pai Zé Pedro fugiram para o Angical. É só o que posso dizer, pois aqui estão os malvados que precipitaram esta tragédia! Ainda faltam alguns componentes desta história. Não posso, neste instante, avaliar quais dos senhores e senhoras foram Ferreiras ou quais foram Pereiras... Salve Deus! Só Deus, neste instante, poderá avaliar quem foram...” (Tia Neiva)


Obs.: Em suas anotações biográficas, Tia Neiva informou que Carmem Lúcia, sua filha, era a reencarnação de Marcinha.

25 de abr de 2012

CONSTRUÇÃO DO LAGO






Lago de Yemanjá - 1978


Com relação à construção do Lago de Yemanjá, é importante o registro de uma história: Pai Seta Branca pediu a Mãe Yemanjá as forças necessárias para construir o Lago. Porém, ela disse “não”, alegando que Tia Neiva era física e não sustentaria a manutenção do trabalho. Diante disso, Pai Seta Branca afirmou que se responsabilizaria por Tia Neiva. Assim, nossa Mãe pôde buscar no mar as forças de Yemanjá.
Em janeiro de 1978, Tia Neiva, acompanhada de vários mestres e ninfas, levando consigo ainda, a pedido de Mãe Tildes, as 220 crianças do Orfanato, em 4 ônibus e 36 carros, dirige-se à cidade de Prado, na Bahia, de modo a buscar as forças necessárias para a implementação de mais um trabalho a ser manipulado pelo corpo mediúnico.
Em Prado, é realizado o ritual da Estrela Candente em plena praia. Nessa ocasião, lembram com saudades os veteranos, a Clarividente incorporou o espírito de Mãe Yemanjá.
Tia Neiva pretendia ficar em Prado por 15 dias. Porém, com o desencarne de sua mãe, ela antecipa seu retorno, juntamente com Seu Mário, Gilberto e Raul, deixando as crianças sob os cuidados de Albuquerque, Jairo, Carmem Lúcia, Vera Lúcia e Gertrudes. Mas o Lago só começa a ser construído depois que todos voltam de Prado e, com pouco tempo, fica pronto.
O Lago de Yemanjá foi inaugurado no dia 1º de maio de 1978, ano da Consagração dos Adjuntos Rama e Raja, quando estes, de joelhos, pronunciam seus juramentos. Em 1981, Tia Neiva volta a Prado com as crianças e mestres para agradecer as conquistas alcançadas, realizando uma vez mais o ritual.
Construção do lago




Extraído do Livro: Os Símbolos na Doutrina do Vale do Amanhecer
Autora: Carmem Lúcia Zelaya

DESCOBRINDO O AMOR




DESCOBRINDO O AMOR!!!


Se queres descobrir o amor em teu ser, 
primeiro observa o nascimento das flores sobre as pedras, 
o nascimento da borboleta em seu casulo tão limitado...
Observa o sol nascendo e iluminando 
o que há pouco era só escuridão...
Se queres conhecer o amor, 
observa o movimento gracioso dos ventos 
por entre as flores e vê as sementes sendo lançadas 
para outros solos, transformando-os, 
delicadamente, sem pressa...
Observa a generosidade com que a natureza te acolhe, 
mostrando com seus movimentos a importância 
de te sentires como ela te sente.
Se queres sentir amor, 
olha para os teus irmãos com a disposição de, 
sem julgamento, vê-los como eles são...
Olha para ti e aceita o que vem do teu coração, 
banhando teu ser de luz e confiança...
Se queres compartilhar o amor, 
apenas estende tua intenção e 
ela chegará ao mundo e a ti retornará, 
trazendo-te as bênçãos Daquele que sorri com tua conduta.
Se queres prosseguir com o amor, 
procura viver de acordo com as dádivas que te foram dadas...
Apenas caminha por entre os percursos 
que para ti já estão preparados e vai, vai com tua luz, 
iluminando o que parece ser escuro, 
respeitando cada ser que o teu caminho acolher, 
compartilhando o teu conhecer, 
a tua alegria e a tua integridade enquanto Filho de DeusFilho de Deus

TIA GERTRUDES


 A Ninfa Gertrudes
"Vocês são vistos aqui muitas vezes como um hospital, 
outras como uma escola, mas nós vemos vocês mesmo 
é como uma grande família!"
Sabedoria de uma preta velha.


Salve Deus,
Gertrudes era afilhada de Tia Neiva. Acompanhou toda a jornada de nossa mãe da boléa de seu caminhão até o  VALE DO AMANHECER. Como a mais velha, dentre outras atividades, também era responsável por cuidar de BETO, RAUL, CARMEM LÚCIA E VERA. 
Pela confiança e dedicação durante todos esses anos, Tia Neiva confiou à Gertrudes a responsabilidade de honra e guarda de um pequeno baú com uma chave e recomendou que nunca se separasse do mesmo e que somente fosse entregue ao mestre Barros após Tia Neiva desencarnar. O cuidado de Gertrudes era tão grande que não se separava um minuto sequer, chegando a usar a chave do bauzinho na alça do sutiã.
Chega o dia em que a Tia Neiva teve que fazer a "viagem". A família muito abalada, queria apenas sepultar o corpo de sua mãe. 
Gertrudes então entregou a chave e o bauzinho ao Barros. Ao abrir o pequeno baú, encontrou um papel que descrevia em detalhes como deveria ser o velório e o sepultamento do corpo de Tia Neiva.
A espiritualidade conhecendo cada um de nós, deixa nas nossas mãos apenas a missão que temos condições de cumprir, até o final.


Para nós nossa mãe Koatay 108 deixou "a mesa posta e as prateleiras cheias". Para nos dizer o que fazer, deixou  o livro de leis. Agora é nossa vez de cumprir com tudo, até o final.

17 de abr de 2012

PRECE DOS MEDIUNS



Prece dos médiuns (Mãe Yara - uesb)

Senhor Jesus! prostro-me aos teus pés!

Venho te pedir o alimento de minha alma, 

que só tu podes me dar!...

Da-me, senhor, o que comer,

alimentando-me de teus banquetes e dos teus manjares...

Prometo, senhor: o que me deres, dividirei com meus irmãos...

O mesmo manjar... o mesmo pão...

Senhor! o rebanho que tu e Seta Branca, 

tão digno mensageiro, entregastes,

é o mais feliz rebanho, que tudo recebe da tua lei e do teu imenso amor!

Ao sentir-me junto a ti, sinto ânsia de chorar ao lembrar-me dos meus irmãos,

longe da luz do teu sublime olhar...

Por todos os séculos, Jesus, queremos te adorar!

Salve Deus!

Tia Neiva.