27 de mar. de 2012

PAI JOAQUIM DAS CACHOEIRAS



PAI JOAQUIM DAS CACHOEIRAS

Salve Deus!
O ano era 1780, os cafezais, a cana de açúcar e o cacau eram sinônimos de riqueza no sul da Bahia. 
A feira de São Joaquim em Salvador era o ponto de troca e venda de todo tipo de mercadoria , ali além dos gêneros alimentícios , escravos trazidos nos Navios Negreiros eram expostos como qualquer outra mercadoria.
Germano Gonçalves Lêdo, proprietário da fazenda Barro Fundo, juntamente com sua jovem esposa estava a procura de mão obra para começar a colheita de cana açúcar e a secagem do café que já havia sido colhido . Desce da carruagem preta e juntamente com Maria Dolores começam a examinar os escravos que ali haviam chegado , vindo de Angola na Africa.
Depois de muito observar com alguns contos de réis levam um casal de escravos para sua fazenda. Um deles era um guerreiro que fora retirado e amarrado no porão do navio juntamente com tantos outros que foram levados ao Brasil. Também viera junto uma negra que seria a ama da filha de Dolores.
O Negro fora batizado a força e dado lhe o nome de Joaquim dos Santos. A negra recebera o nome de Isabel. 
Como a fazenda era muito grande havia dois capatazes de confiança de Germano. Antônio de Pádua, homem sisudo , convicto de sua obrigação e dava sua vida por seu patrão e Emanuel Assunção, um pouco mais jovem, porem com o mesmo sentido de responsabilidade.
Tão logo a filha de Germano nascera, Dolores entregou a filha a Isabel, que já tinha engravidado de um negro na senzala e ficara com a incumbência não só de cuidar de Ana Dolores, como também de ser sua ama de leite.
O tempo passou e Joaquim dos Santos já estava com quase setenta anos e Isabel além de cuidar dos filhos do coronel Germano era cozinheira da Casa Grande.
Aos capatazes ficava a responsabilidade de vigiar todas as ações dos negros na Fazenda , desde a colheita a seus rituais que de certa forma eram permitidos pelo Coronel.
A lua no céu prateada iluminava aquele Vale e a noite em seu manto escuro era cortada pelo som triste dos atabaques que rompia o véu do tempo propiciando o reencontro dos negros com seus ancestrais. Vez por outra Ana Dolores com uma maneira que não podia explicar se pegava na senzala assistindo aqueles negros dançarem ao ritmo daquele som envolvente. Muitas vezes acaba dormindo no colo de sua ama de leite a qual chamava carinhosamente de Mimica. E a Sinhazinha sempre pedia que sua ama de leite fizesse para ela quindim de queijo, e para deixa-la sempre feliz a negra velha sempre atendia os mimos de Ana Dolores.
Neste caldeirão cármico Emanuel o capataz mais jovem sentia uma paixão imensa pela Sinhazinha, mas não podia se declarar, pois o Coronel desejava que sua filha casasse com Doutor da cidade. 
Adiantando um pouco nessa história Joaquim dos Santos que era chamado de Quinzinho já velho e não conseguindo trabalhar na lavoura, foi lhe- dado a incumbência de buscar lenha para alimentar o imenso fogão da Casa grande, e não muito raro quando trazia algumas lenhas verdes era punido com algumas chibatadas. Mas o capataz mais velho, Antônio de Pádua, foi curado certa feita por Quinzinho e por isso afeiçoou se a ele profundamente. E o tempo foi passando quando o Coronel Germano determinou que o velho escravo Quinzinho fosse vendido em Salvador, pois não mais servia para casa, pois sua idade avançada não lhe dava condições de atender as demandas da Casa Grande.
Antônio de Pádua dirige-se a seu Patrão e acaba comprando o velho escravo, levando a viver em sua casa.
Emanuel não conseguindo o intento da união com a Sinhazinha, passa toda a sua vida em profunda tristeza.
Um dia Antônio acorda de madrugada e ouve os gemidos de Quinzinho e ouve as seguintes palavras:
Sinhôzinho Antoin, esse vèio não vai dar lhe mais trabaio, mas quero que vós-suncê fique sabendo que um dia voltaremos a nos encontrar...
Com o desencarne de Quinzinho fecha-se mais um ciclo existencial no processo encarnatório de um grupo de jaguares.
1985 , arredores de Planaltina DF, vale do Amanhecer. Depois de tentar encontrar respostas em vários lugares um senhor de mais ou menos 25 a 26 anos de idade chega a doutrina. Vinha com o intuito de testar a incorporação de uma antiga amiga. Mas antes passa com Pai Jacó nos tronos vermelhos. 
Pai Jacó ao receber aquele Senhor dirige-se ao doutrinador e lhe diz:
“Meu filho, hoje vou ganhar mais uma luz, por ter encontrado esse meu filho que agora está a minha frente”
Duas semanas depois não só o Senhor mas também sua esposa estavam desenvolvendo .
Ele médium de incorporação sente imensa dificuldade para conseguir desenvolver sua mediunidade. Naquela época havia o grupo seis que era composto por vários Doutrinadores que tinha muita ligação com Tia Neiva. Um desses instrutores chama o jovem Senhor que estava tendo dificuldades de incorporar e conversam muito tempo. Alguns dias depois já definido sua caminhada como Apará tem como Guia Pai Joaquim das Cachoeiras. 
No castelo do Apará Pai Joaquim das cachoeiras manda chamar o instrutor que havia conversado com aquele aparelho e lhe diz:
Meu filhos hoje quero lhe revelar uma coisa e lhe fazer um agradecimento!
_Salve Deus meu Pai, estou aqui a vosso dispor! Responde o instrutor:
Meu filho quero lhe agradecer por duas situações distintas e diferentes em que você esteve presente a este Preto velho!
Há muito tempo, desencarnei em seus braços e aqui neste local renasci por tuas mãos!
Quando o casal foi fazer sua elevação de espadas o mesmo Instrutor convidou os dois para serem seus padrinhos. Ele (Ajanã) padrinho e ela (Ninfa Sol) Madrinha. Depois de algum tempo aceitaram .
O Instrutor marcou com os dois para que fossem diante de Tia Neiva para reafirmar aquele compromisso. E assim aconteceu!
Tia Neiva disse ao instrutor: É meu filho agora não poderás dizer como Ditinho que não tem padrinho!
E também: Meu filho! Seu Padrinho ainda vai contar a você a história dele!
Meu filho. Você não sabe quem é esse Mestre! Só mesmo o Pai Seta poderá dizer!
Um dia em um trabalho em que estavam os três reunidos, Padrinho, Madrinha e o Afilhado, Pai Joaquim das cachoeiras contou essa história acima...

Observações: Existe uma falange imensa de Pai Joaquim das cachoeiras , cada Preto Velho assume uma roupagem de um de sua várias encarnações, mas como suas palavras certa vez perguntado quem ele seria, respondeu:
Sou o Pai Joaquim das Cachoeiras, mais um pouco do Aparelho!
Uma das grandes características de Pai Joaquim das cachoeiras e seu grande amor e sua capacidade de levar aqueles vão até ele uma paz imensa, onde suas palavras consegue desarmar corações endurecidos como um verdadeiro emissário do Cristo Jesus!

Gilmar
Ad Adelano

26 de mar. de 2012

A Adúltera



A Adúltera
Salve Deus!
O dia começava a clarear na Terra e a Clarividente apressava sua volta ao corpo, após longo tempo de permanência nos planos invisíveis. Fizera mil coisas, estivera em muitos lugares e recebera valiosas lições. Em seu coração e sua mente pulsavam as inúmeras preocupações relacionadas com sua missão na Terra. No momento pensava no retorno ao corpo que dormia a tempo de retornar as tarefas do dia a dia.

Habituada as caminhadas fora do corpo, mal percebia as fantásticas nuanças de tempo e espaço; às vezes andava, outras levitava e se transportava em frações de segundo. Tempo e espaço. Entidades de luz, espíritos sofredores, tantos enredos; às vezes sentindo-se tão grande e às vezes pequena...

Pensou que estava na Terra, mas estranhou o ambiente. As árvores eram simétricas, as ruas e casas pareciam feitas de plástico e o ambiente variado. Pessoas se movimentavam, mas tudo parecia irreal, nas cores, na iluminação e nos movimentos. Percebeu então que não era notada e sentiu certo alívio. Sua mente ágil já se reajustava à nova situação, concentrou-se por um breve instante e logo sentiu a emanação de Amanto cuja presença a colocou de imediato em estado receptivo. Amanto era o velho amigo de Capela, o Guia de tantas viagens, um dos Mestres mais constante a mante-la atualizada em sua luta doutrinaria. Despertou sua atenção uma longa fila de pessoas que se movia lentamente e cuja frente se perdia na distancia. Ia interrogar Amanto a respeito quando ouviu gritos de uma mulher que clamava algo em vós alta. Pelas palavras proferidas, Tia Neiva entendeu que ela se referia ao marido e que este estava para chegar. Chegar onde?

Ao Canal Vermelho, Neiva.

Canal Vermelho?.

Sim Neiva, na sua camada etérea, no invisível do planeta; no mundo dos espíritos desencarnados que ainda não tem condições de chegarem às estrelas ou ao planeta Mãe.

E essa fila, para onde vai ?

Vai para o embarque. São espíritos que não precisam mais permanecer aqui, que já se conscientizaram de sua condição de espíritos desencarnados; completaram seus reajustes, e vão agora para as casas de recuperação, de refazimento.

Mas estes espíritos não tem evolução ?

Não muita. Na verdade eles vêm aqui apenas para completar o seu tempo e receber alguma disciplina.

É lindo este lugar (exclamou Tia), olhe que casas bonitas ! E aquelas árvores ? Aquilo que estou vendo pendurado nelas; o que é aquilo ?

São placas doutrinárias, uma espécie de sinalização. Poderíamos talvez compara-las com aquelas advertências de transito das estradas da Terra, embora não sejam realmente isso.

A Clarividente teve sua atenção novamente despertada pelos gritos da mulher que recrudescia. Pelo que pode deduzir das palavras, ela maldizia a Deus por permitir que o marido viesse para o Canal Vermelho, envez de ser enviado ao “inferno”.

Mas Amanto, que coisa esquisita ! Como é possível isso ?

Si Neiva, isso é perfeitamente possível aqui, pois é o melhor lugar para esses acontecimento, aliás ele foi criado para isso.Não esqueça que o espírito só se calma quando se vinga. Essa mulher foi assassinada pelo marido que a pegou em flagrante com outro homem. Como você bem sabe, isso na Terra é um ultraje, uma ofensa grave. Naturalmente ela se sentia justificada no que fazia.E a morte brusca a deixou sedenta de vingança. Daí a sua presença aqui no Canal Vermelho, onde as paixões ainda vibram mas tendem a se extinguir.

Mas porque aqui e não em outra casa transitória, num hospital do espaço ? Não é para isso que foram feitas as casas transitórias ?

Aqui também é uma casa transitória Neiva, só que tem condições técnicas especiais. Este Canal tem comunicação direta com o plano físico, o que permite a transferência do ectoplasma humano, diretamente por seus portadores. Com esse fluído os reajustes podem se completar em condições muito semelhantes aos da Terra física.

Você disse “diretamente”, como explica isso ?

Simples Neiva, os Médiuns ativos quando vão dormir, se transportam para cá e trazem com eles a preciosa energia mediúnica. Na verdade eles vêm para o Canal quando na Terra é noite e continuam aqui as tarefas que iniciaram durante o dia.

Bem Amanto, você sabe que eu posso entender perfeitamente, mas isso tem que ser explicado para nossos Médiuns e eu gostaria de mais detalhes, você sabe não? Afinal você é o professor e eu sou o “burro”.

Não Neiva, você não é o “burrão” como você diz, acho que você é mais um “burrinho” de Francisco de Assis.Mas deixemos isso de lado e vamos exemplificar (continuou Amanto).

O tempo do presente ciclo da terra está quase terminando e com isso todas as atividades estão sendo aceleradas. Milhões de espíritos ainda tem que completar seus reajustes e a tarefa dos Mentores Espirituais é imensa. Não existem na terra trabalhos de passagem o suficiente para dar conta de tanto espírito; a doutrinação é incompleta, o ectoplasma não da e o tempo dos trabalhos é curto demais. Por isso os Engenheiros Siderais construíram canais como esse, particularmente, este Canal se comunica diretamente com o Templo do Amanhecer, Quando o Doutrinador faz uma entrega e o espírito ainda não está pronto para Mayante, ele vem diretamente para um dos departamentos do canal. Na primeira oportunidade, que pode ser na mesma noite ou algum tempo depois, o Doutrinador vem completar sua Doutrina. Ele como encarnado tem a capacidade de trazer consigo seu ectoplasma. Devido à semelhança de ambiente, o espírito ainda se sente na Terra e é mais susceptível de receber a doutrina. É por isso que o Templo do Amanhecer trabalha 24 horas por dia, como vocês dizem.

Quer dizer que o Canal é uma extensão da terra ?

Num certo sentido sim, embora tudo aqui seja matéria etérea de outra natureza, outra dimensão. Mas da forma que na Terra física, as energias que suprem o Canal são oriundas do Sol e da Lua.

Amanto calou e Tia percebeu nisso um sinal de que era hora de voltar para o seu corpo. Olhou mais uma vez o cenário e sentiu-se tocada pela beleza do lugar. Mas uma vez ouviu a mulher que continuava a gritar e pensou consigo:

Meu Deus, não é justo que um assassino seja colocado num lugar tão bonito, num ambiente tão espiritual...

Naturalmente a mulher tinha consciência do lugar em que se encontrava, e também achava injusto que seu próprio algoz fosse levado para lá. Imediatamente lembrou-se da “Lei do Não Julgamento”, reequilibrou o pensamento procurando olhar o assunto por outro ângulo. A mulher também havia provocado àquela situação, esquecendo-se de seus compromissos conjugais, provocando o marido a esse extremo.

É (pensou), no fundo os dois são culpados.

Será que Tia já acordou ?

A frase cotidiana de suas manhãs lembrou-a que já estava em casa.

Salve Deus !
s/d.

MESTRE EDELVES,ADJUNTO YURICY

 

NINFA SOL EDELVES, O ADJUNTO YURICY

• “O Adjunto Yuricy Koatay 108, Mestre Edelves, é, na contagem hierárquica, igual e se posiciona junto aos outros Adjuntos Koatay 108 Arcanos Rama 2.000, nos seus direitos e deveres, pois fizeram o mesmo juramento e têm a mesma lei. 
A Ninfa Adjuração Mestre Edelves representa o Ministro Yuricy - a força do amor e a ternura. É um Adjunto Maior, que pode e deve agir por si, na individualidade, de acordo com a Lei do Adjunto Koatay 108 Arcanos Rama 2.000. 
É uma mestre ligada aos grandes desenvolvimentos! 
Ela não depende da Falange das Yuricys. Estas, sim, é que dependem e devem estar harmonizadas com seu Adjunto Yuricy. 
Mestre Edelves não terá Sétimos Raios. Ela é um Adjunto Maior e concentra em si todo o potencial de forças, energias e heranças transcendentais de um Adjunto de povo. Ela é o Adjunto e tem todo um acervo de conhecimentos, de conduta e amor. 
Terá suas Regentes, que deverão estar sempre em sintonia com seu Adjunto. Na ausência de Mestre Edelves, elas representam o Adjunto e, assim, todos os rituais e Sandays serão sempre realizados com precisão e em perfeita ordem e lei. 
O mesmo acontece com as Ninfas Adjuração Missionárias Yuricys, que serão designadas pelo próprio Adjunto Yuricy, isto no que se refere a rituais e Sandays. 
As Ninfas Luas Missionárias Yuricys têm por missão especial representar Koatay 108 nos rituais e podem participar das cortes. 
Os Príncipes Mayas têm os seus Adjuntos de origem, mas são missionários de Adjunto Yuricy e têm o dever de estarem harmonizados com o Adjunto Yuricy e seguirem suas escalas de trabalho.
Mestre Edelves tem potencial de energia e forças doutrinárias e, com seu amor, tem todo um acervo de dedicação e a capacidade para coordenar e comandar as Falanges Missionárias Yuricys, que lhe foram confiadas por Pai Seta Branca. 
Além das obrigações e deveres de uma Adjunto Koatay 108, Herdeiro Triada Harpásios, 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2.000, contidos na Lei, o Adjunto Yuricy tem as seguintes atribuições: 
• grandes desenvolvimentos; 
• designar mediunidades; 
• responsável pelo Oráculo de Simiromba (deve estar presente nos rituais do Oráculo ou colocar uma sua representante, verificar se tudo está em ordem, estar atenta para que haja a manutenção do ritual nos dias e horários prescritos pela Lei e deixar que o comandante realize o trabalho naturalmente, dando-lhe, se for solicitada, as informações sobre o ritual); 
• estar presente ou estar representada em todos os rituais e Sandays que exigirem Yuricys; 
• fazer a cultura das ninfas missionárias para serem Jandas, que serão preparadas para todos os rituais e evocações. 
Por enquanto, estou designando as Ninfas Yuricys Julia Dorneles e Rosa para serem Jandas. 
Lembremo-nos sempre que estamos a remover séculos em busca das Raízes que deixamos e abraçamos o que deixaram os nossos antepassados nos altos planos dos céus: eis a única forma de favorecermos a paz em nossos corações. 
Todos juntos, formamos uma grande força - formamos um Continente! Todos com suas atribuições e deveres, assumimos, por amor, esta singular missão, e é impregnado do mais puro amor incondicional que cada um deve respeitar a individualidade dos outros, uma vez que Lei é Lei, e ela existe para todos. 
Somos Jaguares do Terceiro Milênio, meus filhos, e o que transmito a vocês eu recebo de Deus, do Pai Seta Branca, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
O Adjunto Koatay 108, Herdeiro Triada Harpásios, 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2.000 tem maiores poderes e de seu plexo saem focos luminosos de luz curadora e desobsessiva. Dependendo de sua mente, de sua sintonia, de sua conduta e do amor, humildade e tolerância, poderá emitir sua Força-Luz por todo este Universo, em Cristo Jesus. Realizará curas e dará paz aos desesperados apenas à sua passagem! 
Somente o amor e a humildade tornam o Homem iluminado! Este é o verdadeiro Mago do Evangelho, este é o meu verdadeiro filho! Este é o meu Adjunto Koatay 108, Herdeiro Triada Harpásios, 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2.000! 
Filha querida, Mestre Edelves, cumpra com amor o teu sacerdócio, a tua missão, em Cristo Jesus! 
Filha querida, Mestre Edelves, minha intenção era a de fazer uma cartinha, mas eu precisava lhe dizer que eu fiz o Doutrinador. Tantos anos de amor, de dedicação exclusiva e de trabalho constante para ter formado e poder contemplar, com felicidade, o Continente... 
Sou muito feliz mesmo, e me sinto realizada quando vejo tudo o que tenho e que tudo dei a vocês, com todo o meu amor. 
Mestre Edelves, eu queria lhe dizer que nosso Pai Seta Branca nunca gostou nem quis que eu doutrinasse ou comandasse. 
E você, filha querida, não pode imaginar o que sinto quando te vejo realizando tudo isso em favor e pelo amor de nosso Pai Seta Branca, em Cristo Jesus! 
Minha ninfa doutrinadora e, mais, Adjunto Koatay 108, Herdeiro Triada Harpásios, 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2.000: eu quis lhe mostrar o quanto você me torna feliz e realizada. Sou sua Mãe Clarividente e a amo de modo especial.” 
(Tia Neiva, 8.10.85) 

25 de mar. de 2012

O QUE É O APARÁ



 

O que é o Apará


Salve Deus!

Alma Livre Evoluída! É o Mestre Apará, que rompe o véu da ciência, dos preconceitos, que transporta o transcendente, perscruta a alma, descreve com clareza e precisão. Quanto mais simples, mais perfeito exemplo de amor do extra-sensorial; cientista se expande com fenômenos inexplicáveis dos surdos e mudos. É também a dor para os que desejam prova. É mais verdadeiro do que pensamos, pois o mundo é o seu cenário, onde desenrola os dramas da vida e da morte. Quando desejo explicar na minha Clarividência, surge um foco diferente; é fenômeno especial.


Cada Apará é um ator diferente, que exige o seu cenário de acordo com o seu padrão. Com o auxílio de minha Clarividência, vai além do impossível, o que não pode ser descoberto. Sua maravilha e distinção é que o Apará não dispõe de sua inteligência, vê-se tudo por natureza. Além esta impossível, muito menos descobrir, nem sequer pode ser pressentido pela inteligência, mesmo sendo a mais perspicaz, servida por microscópio. Perfeito, constituído, como é o Apará ate agora.


Salve Deus meu Filho Apará, fui até onde me era possível, onde a minha pobre analogia pôde chegar, prevendo outras buscas de evolução. Alma humana que não provem de seitas ou de escolas, somente Castro Alves nos recorda com a figura do majestoso Navio Negreiro, que entre mil versos diz:


Auriverde pendão de minha terra, que a brisa do Brasil beija e balança, estandarte que a luz do sol encerra, e as promessas divinas de esperança. Era um sonho dantesco... O tombadilho, que as luzernas avermelha o brilho, em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite, horrendos a dançar...Um de raiva delira, outro enlouquece...Outro que de martírios embrutece, cantando, geme e ri!

Foi então que neste quadro dantesco de dor, apareceu a figura de Nossa Senhora da Conceição “Apará” compadecida chegava sutil e falava naquela era sofrida àqueles que por Deus ali estavam, sem carinho, sem esperança e sem amor. Apará, Apará; era como a chamavam. Ela se manifestava entre eles dando forças, soprando suas feridas; Apará! Hoje és na tradição deste exemplo, deste amor. Apará, Meu Filho Apará! Não esqueças, que outrora, na dor, Nossa Senhora Apará dos poderes infinitos, nunca ensinou a ira, muito menos a vingança ou riqueza, e sim a Humildade, a Tolerância e o Amor. É tudo, filho querido do meu coração, que na tua graça singular é na história que ficou. Os teus poderes é tudo que disse este pouco que pude dizer.


Com carinho a tua Mãe em Cristo. Tia Neiva.


Vale do Amanhecer, 23 / Jan./ 79.


 

22 de mar. de 2012

AS SETE LAGRIMAS DE UM PRETO VELHO




AS SETE LAGRIMAS DE UM PRETO VELHO

"As Sete Lágrimas de um Preto Velho"


Num cantinho de um templo, sentado num banquinho, um triste preto velho chorava.
De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces.
Não sei porque contei-as...Foram sete.
Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei:
- Fala meu Preto Velho, diz ao teu filho porque que externas assim uma visível dor? E ele, suavemente responde :
- Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lagrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.
- A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber...
- A segunda , a esses eternos duvidosos que acreditam desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimento negam.
- A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a vingança.desejando prejudicar aos seus semelhantes.
- A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual, e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão.
- A quinta, aos que chegam suavemente, com risos, o elogio na flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante , verão escrito: “ Creio na doutrina, nos teus caboclos e no teu mentos, mas somente se vencerem meu caso ou me curarem disso ou daquilo”.
- A sexta, eu dei aos fúteis que vão de templo em templo, não acreditam em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.
- A sétima, filho nota como foi grande e como deslizou pesada: Foi a última lagrima, aquela que vive nos “olhos” de todos Pretos Velhos, Fiz a doação dessa aos médiuns vaidosos, que só aparecem em dia de festa e faltam aos dias de trabalho, Esquecem, que existe tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
Assim, filho meu, foi para esses todos, que viste cair, uma a uma as sete lágrimas de um preto Velho!

Pérolas de Pai João de Enoque





Perolas de Pai João de Enoque


O Doutrinador aplicou a Chave de Identificação e ao saber que estava diante de Paio Joao de Enoque, desatou a falar. Saudou efusivamente nosso executivo e passou imediatamente a relatar os problemas de sua vida. Contou suas dificuldades no trabalho, as incompreensões do lar e por último passou a reclamar da Doutrina, falando das divisões, das fofocas e das possíveis injustiças, onde ele mesmo afirmava já ter sido vitimado.
Quando parou um pouco para tomar ar, Pai João aproveitou para falar:
- Meu filho Doutrinador, Salve Deus! Eu posso lhe entender e lhe escutar com clareza tudo que você disse, e tenha certeza, seus Mentores estarão sempre velando por você, para que nunca receba uma injustiça ou pague além do que você deve. Sua cruz é do tamanho que você deve e pode carregar. Nada será acrescentado além disso, e você ainda pode aliviar sua carga pela caridade aqui prestada.
Porém meu filho, sendo Doutrinador consciente, você sabe que tudo que você fala vem impregnado de energia, não é meu filho? Você pode avaliar toda a energia que emitiu desde que sentou aqui neste trono? Falou bastante, não foi? Será que as vibrações que emitiu foram positivas? Quando falou do seu chefe... como foi que chamou ele mesmo? – animal? – Nesta hora você não lembrou quanto serviço você matou, e quantas vezes este “animal” mesmo lhe permitiu vir aqui para “rezar” no horário de trabalho? Também não lembrou que os “incômodos” de sua casa há muito tempo não recebem a devida atenção. Como vai sua esposa? Não pergunto por sua Ninfa, pois ultimamente você só sai com ela como Ninfa. Seu único programa é vir ao Templo, há quanto tempo não saem juntos, não andam de mãos dadas e não se olham nos olhos? Há quanto tempo não param para falar dos filhos? Não para reclamar, isso vocês fazem muito, mas para ver como estão crescendo, como estão se formando. O Pequeno Pajé não é para formar seus filhos, é para fazer com que compreendam e quem sabe venham a compartilhar da mesma fé que fazem vocês serem exemplos para eles e para o mundo. Você tem sido exemplo? Há quanto tempo não brinca com eles? Lembra daquele brinquedo de montar do Natal? Não adianta apenas presentear, tem que participar. Reclamar do brinquedo jogado sem saber que não foi usado porque precisava de ajuda e carinho, chega a ser cruel, meu filho!
A Doutrina tem seus problemas sim, mas você tem como resolvê-los? Está em suas mãos? Se não lhe compete resolver os problemas, divisões e injustiças, não fique emitindo contra seus dirigentes. Você tem que rezar todos os dias por eles, pedindo entendimento e harmonia, para que se entendam. Se a maioria dos Jaguares não gerasse vibrações negativas com suas conversar e se passasse a rezar pelos seus dirigentes, sem condenar, sem julgar, tudo estaria perfeito e a harmonia e disciplina seriam características marcantes deste povo.
Meu filho, é hora de olhar com os olhos do espírito tudo ao seu redor! Sua vida já poderia estar equilibrada e feliz há muito tempo, você tem bônus para isso, mas não conduta para receber o auxílio.
Agora, meu filho, enxugue as lágrimas e vamos aproveitar que veio ao Templo e prestar a verdadeira caridade. Nos atendimentos de hoje você ouvirá tudo que precisa ouvir sem perguntar nada, assim poderia ser todas as vezes.
Pai Joao de Enoque – Atendimento em Fevereiro de 2012 

20 de mar. de 2012

CONSCIENCIA DOUTRINARIA



CONSCIENCIA DOUTRINARIA

Salve Deus!

Nossa doutrina por ser relativamente jovem neste ciclo atual, não foi possível a Clarividente, por questões que desconhecemos, passar a nós outros todos os seus segredos , assim como, suas definições detalhadas.
Vivemos uma situação bastante complicada, diante de um acervo enorme, e que o mesmo está nas mãos de muitos, continua ainda velado, no que nos arremete ao passado, pois esta foi uma frase de Mestre Bálsamo, Regente Arakem.
Esta situação propicia a muitos, interpretações pessoais, as quais nem sempre levam em conta o pensamento doutrinário fiel de nossos Mentores e da Clarividente e, por ser uma doutrina essencialmente fundamentada no mediunismo, ela é aprendida e apreendida com o desenvolvimento dos chacras do médium, propiciando uma perfeita interação com o mundo assimétrico ou espiritual. É sabido que várias vezes , Tia Neiva corrigiu o então sociólogo Mario Sassi, nosso grande interprete de nossa doutrina em alguns assuntos os quais os valores humanos não eram relevantes.
Hoje somos milhares em todo o mundo, ultrapassamos a barreira de nosso território brasileiro e a doutrina já é conhecida em vários cantos do mundo.
Estamos , como estivemos no inicio da década de oitenta quando Tia Neiva se encontrava doente, mas todo o corpo mediúnico, esquecendo que mesmo a Clarividente tinha um plexo físico e sofria a ação cármica sobre o mesmo. Nossos veteranos estão pouco a pouco voltando ao mundo espiritual, e nós estamos deixando a memória de nossa doutrina esvair como o rio que na aridez do solo desaparece.
Princípios simples, básicos estão sendo deixados de lado. Situações procedimentos que nos distanciam desse mundo espiritual, Mestres valorosos , homens sérios que hoje poderiam estar ensinando a seus discípulos o que receberam da Clarividente sem se preocupar com posicionamentos hierárquicos que elas já possuem, mas por receio de perde-los , deixam a continuidade da doutrina comprometida.
Ao escrever nesse cantinho recebi inúmeras criticas, mas existe um fato inquestionável, inexorável que sempre levo em conta: “ Em todos os texto que aqui postei, não há tendências partidárias ou o pensamento de estabelecer lado ou posicionamento de mando físico, pois minha consciência doutrinária,o que aprendi e apreendi de Mestres como Tumuchy, Arakem, Sumanã,Ajarã , Mestre Balsamo, Adjunto Muyatã, enfim os Mestre que receberam da Clarividente e mesmo de alguma aulas que presenciei da Clarividente tornam minha consciência doutrinária livre, dando a me a liberdade de “PELO MENOS TENTAR”, ser o porta voz de um juramento feito em um castelo iniciático e uma Pira diante de Jesus!!!!
Salve Deus!

Gilmar Ad Adelano 

6 de mar. de 2012

ORACULO DE SIMIROMBA








ORÁCULO DE SIMIROMBA


Oráculo é um tipo de Cabala presidido por um Espírito Superior, um ponto emissor de forças, projetadas por seus raios ou raízes, na medida da necessidade dos trabalhos e de acordo com a capacidade do médium que as vai manipular.


Os Oráculos são organizações de um mundo assimétrico, formas de vidas, onde muitas coisas acontecem: manipulações de forças da Natureza, destinos de pessoas, transferências de espíritos e muitos outros fatos. Na antiguidade, os assuntos levados aos deuses, para serem respondidos pelas pitonisas e sacerdotes, eram de várias naturezas, desde questões familiares, assuntos políticos, guerras e criação de colônias, até os de ordem sentimental dos grandes reis e políticos. Os que atravessaram os tempos com a fama que alcançaram foram o de Delfos, que, junto com os de Dídima e Claros, estavam sob as forças de Apolo; o de Zeus, em Dodona; o de Asclépios, em Epidauro; o de Trofônio, em Lebadéia; o de Ammon, na Líbia; e o da Fortuna Primigénia, em Prenestre, estes dois últimos fora da ação helênica.


São muitos os Oráculos nos Planos Espirituais, agindo por todo este Universo.


Sobre a Terra, três são os Oráculos que agem: o de Simiromba (ou Ariano), o de Olorum e o de Obatalá. Há, ainda, o Oráculo de Agamor (*), que manipula as energias emitidas por aqueles três Oráculos. A reunião desses três Oráculos forma o Reino Central. Cada raio de um Oráculo é um poder do qual dispõe o mestre ou a ninfa, segundo seu padrão vibratório, sua harmonia, seu desenvolvimento e conduta doutrinária.


Cada raio tem sua especialidade, e não existe maior ou melhor raio. Existe, apenas, a soma dessas forças, desses raios. Nunca se sabe de quantos raios dispõe um médium, pois isso vai depender de muitos fatores individuais, principalmente de suas consagrações, de sua evolução, de sua conduta doutrinária, de seu padrão vibratório.


Passando em cada consagração um médium acrescenta, se tiver merecimento, pelo menos um raio em sua bagagem.


No Templo, temos o Castelo do Oráculo, onde, de acordo com sua Lei específica, se realiza a incorporação de Pai Seta Branca. Ali se processa a energia plena, projetada pelo Oráculo de Simiromba, para ser manipulada em benefício dos trabalhos, dos médiuns e dos pacientes. Embora fique deserto fora das horas do trabalho, o Oráculo fica permanentemente energizado, razão pela qual, ao passar diante de seu portão, deve o mestre ou a ninfa parar, abrir o plexo e captar, por uns instantes, aquela força que Pai Seta Branca deixa à sua disposição.


Com a entrada em ação das forças da Estrela de Nerhu, passamos a ter a projeção do Oráculo de Agamor.


HORÁRIO


· Os dias de funcionamento deste ritual são: QUARTAS, SÁBADOS e DOMINGOS, podendo, excepcionalmente, ser aberto em um dia de Retiro.


· Oráculo será aberto a partir das 18h e, no mais tardar, até às 19h. Deverá ser encerrado até a meia-noite


· Se por ventura não foi possível a abertura do Oráculo dentro do horário estabelecido, o Comandante poderá abrir o portão, fazer a sua Emissão e ficar de honra e guarda (com o Portão aberto) até ser possível a abertura do Ritual.


FORMAÇÃO:


· Este trabalho só poderá ser realizado em Templos que disponham de Corrente Mestra.


· O comando do Oráculo será exercido por Mestres Adjuntos.


· A corte compor-se-á dos seguintes mestres:


2 Ninfas Samaritanas;


1 Ninfa Yuricy Sol;


2 Ninfas Muruaicys;


2 Ninfas Dharman Oxinto;


2 Ninfas Franciscanas;


1 Comandante e sua ninfa;


No mínimo 2 Mestres Ajanãs com suas ninfas;


Podendo participar outras ninfas que não pertençam a falanges missionárias.


· Obs.: O Mestre Comandante, as ninfas missionárias e os Mestres Ajanãs deverão ser escalados.


· As ninfas das falanges missionárias (com indumentárias) devem se posicionar na corte, na ordem comum aos demais rituais.


RITUAL:


· A corte sairá do Castelo do Silêncio, entrando na parte evangélica, passando pelo Aledá, depois pelo Pai Seta Branca, até a entrada do Oráculo.


· De frente ao Oráculo, as duas Ninfas Muruaicys abrem o portão. Uma permanece do lado de fora enquanto a outra caminha para o seu interior, posicionando-se à direita do Oráculo, e faz a sua emissão e depois o seguinte Canto:


· SALVE DEUS! EU MISSIONÁRIA MURUAICY, VENHO NESTA BENDITA HORA PEDIR A DEVIDA PERMISSÃO AO GRANDIOSO SIMIROMBA DE DEUS, O NOSSO PAI SETA BRANCA, PARA A ABERTURA DO ORÁCULO, SALVE DEUS!


· Obs.: Sempre, ao entrar e sair do Oráculo, deve-se emitir:


A MINHA MISSÃO É O MEU SACERDÓCIO. JESUS ESTÁ COMIGO.


· Logo após entram o Comandante e sua ninfa, as Ninfas Samaritanas, a Ninfa Yuricy e os Mestres Ajanãs, acompanhados de suas ninfas.


· Após estes mestres, entram as demais ninfas e mestres que estiverem compondo a corte.


· As Ninfas Muruaicys fecham e abrem o portão quando houver necessidade. Não havendo ninfas Muruaicys, o portão será controlado por uma Ninfa Sol.


· Assim que os mestres se encontrem dentro do Oráculo, as Samaritanas servem-se do vinho, e, em seguida, servem às Muruaicys (que devem subir acompanhadas do Mestre Comandante).


· Comandante faz a sua emissão, toma o vinho e retorna, juntamente com as ninfas, ao seu posto.


· Se houver mais algum Mestre Sol ou ninfas pertencentes a outras falanges missionárias, presentes na corte e que não irão participar do ritual (e que permanecerão no Oráculo), deverão, também, ser servidos do vinho.


· Em seguida uma Ninfa Sol Yuricy e uma Samaritana sobem a rampa e, voltando-se para o portão, fazem uma reverência e novamente frente à cabine, simultaneamente abrem o véu, observando se tudo está em ordem.


· Em seguida ficam novamente voltadas para o portão e emitem seus cantos, primeiro a Samaritana, em seguida a Ninfa Sol Yuricy.


· Terminados os cantos, a Samaritana serve o vinho à Yuricy pedindo à outra Samaritana, que conduza o Comandante e a Ninfa Sol até a sua presença para fazer a cultura da Ninfa Sol que acompanha o Mestre Ajanã.


· O Comandante sobe a rampa conduzido pela Samaritana, ao lado da Ninfa Sol e, de frente para a cabine, a Ninfa Sol toma seu vinho e faz sua emissão. Terminado, o Comandante e a Ninfa Sol descem.


· Em seguida a Ninfa Sol, juntamente com o Mestre Ajanã, sobe a rampa e a Samaritana serve o vinho ao Ajanã, que é encaminhado para o interior da cabine, enquanto o Comandante conduz a Ninfa Sol para o fundo da mesma e abre a porta para que ela entre e faça o convite da presença do Pai Seta Branca.


· Ao elevar a taça para tomar o vinho emite-se:


Ó, JESUS! ESTE É O TEU SANGUE, QUE JAMAIS DEIXARÁ DE CORRER EM TODO O MEU SER. NINGUÉM JAMAIS PODERÁ CONTAMINAR-SE POR MIM.


· Tempo de incorporação de cada Ajanã é de aproximadamente 30 minutos. Em casos excepcionais, poderá haver comunicação com a doutrinadora para proporcionar uma mensagem ou informar, se necessário, a desincorporação antes da hora marcada.


· Terminado o tempo de incorporação, o Comandante pede que a uma ninfa (exceto a Samaritana), que o acompanhe até a cabine e, de frente, ambos emitem:


A MINHA MISSÃO É O MEU SACERDÓCIO. JESUS ESTÁ COMIGO.


· Comandante se dirige ao Pai Seta Branca e em voz baixa diz:


MEU PAI, ESTÁ NA HORA DE DESINCORPORAR O APARELHO. O SENHOR ESTÁ DE ACORDO ?


· Desincorporado, o Mestre Ajanã se levanta, fazendo a seguinte prece:


Ó, JESUS! GRAÇAS A TI, JESUS QUERIDO,


ME FOI DADA ESTA FELIZ OPORTUNIDADE DE RECEBER, EM TODO O MEU SER, ESTA DIVINA LUZ


QUE FOI MEU PAI SETA BRANCA,O SIMIROMBA DE DEUS.


Ó, JESUS! ME FAZ INSTRUMENTO DE TUA PAZ!


QUE AS FORÇAS SE DESLOQUEM EM FAVOR E PARA QUE EU POSSA PARTIR SEM RECEIO


ILUMINA MEUS OLHOS. MINHA BOCA E MEUS OUVIDOS,


COM -0-0-X// EM TEU SANTO NOME, A TI JESUS QUERIDO!


SALVE DEUS!


· Em seguida o Comandante vai buscar a Ninfa Sol no fundo da cabine. Esta, ao receber o Mestre Ajanã, acompanha-o até a Ânfora, para que a Samaritana o sirva da água


ENCERRAMENTO:


· Recomenda-se ao Mestre Comandante que encerre o ritual antes da meia-noite.


· Comandante se dirige à frente da Cabine, e entre as Ninfas Samaritana e Yuricy, volta-se para o portão e faz o seguinte canto:


JESUS! ESTAMOS REUNIDOS EM TEU SANTO NOME BENDIZENDO


OS MOMENTOS FELIZES QUE AQUI TIVEMOS, NA LUMINOSA HARMONIA DO SIMIROMBA DE DEUS,


MEU PAI SETA BRANCA, NOS DANDO A MAIS PERFEITA LUZ.


JESUS! QUE TODO ESTE ACERVO DE ENERGIA, SEJA LEVADO AOS MUNDOS ENCANTADOS,


NA CURA DESOBSESSIVA DO CAVALEIRO DA LANÇA VERMELHA,


DA CURA DOS CEGOS, DOS MUDOS E DOS INCOMPREENDIDOS.


E, COM -0-0-X// EM TI JESUS QUERIDO, SALVE DEUS!


· Com a emissão do canto de encerramento pelo Comandante, todos os mestres retiram-se do Oráculo e o trabalho está encerrado.


PRISIONEIROS:


· Com exceção dos Ajanãs que irão incorporar o Pai Seta Branca, todos os demais poderão participar na roupagem de prisioneiros.


OBSERVAÇÕES:


· Para cada trabalho, serão escalados 2 Mestres Ajanãs que irão se revezando nas incorporações, contudo outros Ajanãs que se apresentem depois também poderão participar deste trabalho.


· Depois do Oráculo aberto, os mestres poderão sair por alguns instantes, em casos de necessidade.


· No decorrer do trabalho, só poderão entrar no máximo 10 (dez) pacientes e, para isso, se torna necessário ninfas Franciscanas ou Dharman Oxinto, que deverão conduzi-los até a presença do Pai Seta Branca. Defronte ao Pai fazem uma reverência sendo em seguida conduzidos para fora do Oráculo. Sob a guarda das ninfas Franciscanas, os pacientes aguardarão as ninfas Dharman Oxinto para servi-los do vinho e em seguida liberá-los.


· A Consagração de Talismãs poderá ser feita pela Ninfa Sol Yuricy. Em jan/2007, em reunião geral, o Trino Ypuarã determinou que qualquer objeto doutrinário poderá ser consagrado no Oráculo pela Yuricy.

29 de fev. de 2012

CALEIRO DA LANÇA VERMELHA




Cavaleiro da Lança Vermelha


Mais uma vez estamos ampliando a nossa estrutura e sempre, em Cristo Jesus, trazendo até aos nossos pés esta grandeza infinita que são os Cavaleiros das Legiões.

Em meio destes Cavaleiros, existe o Cavaleiro Vermelho, que é o Cavaleiro da desobsessão dos cegos, dos mudos e dos incompreendidos.

O Cavaleiro Vermelho é o Cavaleiro que trabalha na posição missionária de cada Sanday. Isto é, é a força, também, de nossa Partida Iniciática.

Um Adjunto deverá solicitar três Lanças Vermelhas de qualquer outro Adjunto para a realização de um trabalho específico. A chamada deverá sempre ser de três Cavaleiros, para formar um Trino.

Meu filho, a grandeza de Deus não tem limites. Tudo está vindo em nossas mãos, inclusive a confiança dos mundos espirituais, que nos permite que, com toda singeleza, possamos caminhar, levando a Lei do Auxílio aos mais perfeitos lances.

Meu filho Lança Vermelha Adjuração: após atravessarmos o 5º do 5º Ciclo, nossas vidas se põem nas avaliações de tudo o que fazemos e recebemos dos planos espirituais.

Agora, temos que levar com respeito e muito cuidado, porque são Lanças que sobem e Lanças que descem, que vêm para retirar a nossa dor. São aquelas, sim, agora são aquelas que já sabemos o seu futuro.

O Homem, quando ainda não sabe o que lhe vem do Céu, é impune pelo próprio Céu, porque nada lhe cai na cabeça. Depois de consciente, ele passa a ser responsável, porque sabe, já conhece o que é bom e o que não é bom.

No nosso caso, meu filho, é o cuidado que eu tenho com todos vocês. São mestres que já conhecem as forças do Astral que, constantemente, nos estão impulsando para qualquer evento em que nós tão pouco podemos fazer!

Meu medo é que a nossa responsabilidade nos jogue para o alto, ou melhor, que a vivência de dois mundos nos perturbe e nos desvie da nossa meta.

Todas as religiões ou doutrinas nos ensinam. Porém, a volta do Jaguar nos deu confirmações muito fortes, mais fortes do que esta nossa Natureza.

É chegado o tempo, e, se Deus me permitir, quero fazer ou levar você ao mais alto pedestal desta Doutrina.

Filho, é simples demais todo este acervo que Deus, em sua melodia, está nos entregando. Juntos, nós seremos o nosso próprio juiz, o que não é bom quando vivemos a nossa própria individualidade.

Hoje, já me preocupo com a maneira do nosso comportamento, porque, meu filho Jaguar, a Ciência também já se preocupa.

Preocupo-me, querendo juntar a mais leve à mais pesada das centelhas que vão caindo do Céu, dos nossos espíritos, dos nossos amigos que se preocupam todo o tempo conosco.

Sinto-me responsável, com os nossos irmãos que não voltam para dizer o que devemos fazer, porque isso seria esticar as cordas do nosso carma.

A minha clarividência é bastante para esclarecer, nesta Doutrina, o que teremos que fazer!

Filho, vamos levantar as nossas forças e nos conduzir de pé diante das obrigações, e pedir a Jesus que nos dê tempo nesta cobrança antes de partir, nesta carta, saiba, filho, que eu jurei a Jesus os meus olhos, dizendo: “Jesus! No descortinar desta missão, sinto renascer o espírito da verdade na missão que me foi confiada: o Doutrinador! É por ele, e a bem dele, que venho, nesta bendita hora, Te entregar os meus olhos. Lembra-Te, Senhor, de protegê-los até que eu, se por vaidade, negar o Teu santo nome, mistificar a minha clarividência, usar as minhas forças mediúnicas para o Mal, tentar escravizar os sentimentos dos que me cercam ou quando, desesperados, me procurarem. Serei sábia, porque viverás em mim!”

E faço em todas as madrugadas, tão logo chegue ao meu corpo. Saiba, filho, teremos um grande sinal no Céu. Quem tem a visão, logo ficará esclarecido do que está acontecendo. Quem não tem, começará a ver uma espécie de pneus que emanarão um óleo, uma fumaça densa. Depois de três dias, começarão a ver clarões, luzes de todas as cores. Aparecerão homens do tamanho de uma criança de dez anos. Daí, tudo ficará muito bom, uma vibração boa, e todo o nosso trabalho será transferir estes espíritos para outras dimensões.

Sim, filho, vivemos sempre à espreita de um acontecimento. Porém, se tivermos nós, filhos de Pai Seta Branca, esclarecimento, teremos a certeza do nosso bom dia...

Salve Deus! A Mãe em Cristo,

Tia Neiva.

Vale do Amanhecer,29 de Abril de 1985.

CORPO E ESPIRITO


Nós sabemos que o Homem é composto de corpo, alma e espírito. O corpo e a alma são instrumentos do espírito.

Na verdade, nós separamos todos, pois há uma independência muito grande de cada um.

O corpo é uma projeção do espírito, uma vez que é o espírito que fabrica seu corpo, de acordo com o tipo de carma por ele planejado.

Da mesma forma, a alma é projetada segundo o espírito.

O trabalho evolutivo do espírito é feito através do corpo e da alma.

Assim, nós colocamos nosso corpo e nossa alma a serviço do espírito, através de nossas heranças.

Assim, quando fazemos nossas emissões, estamos nos reportando a todas as vivências do nosso espírito, porque ele não pertence a este plano mas, sim, às nossas origens.” (Tia Neiva, s/d)

JANDAS


Salve Deus!


A Ninfa Jandas, Missionária Sol, assumirá a responsabilidade das consagrações iniciáticas dos mestres.


Atribuições:


A Ninfa Jandas, deve estar presente em todas as Consagrações Iniciáticas de Elevação de Espadas, Consagrações de Talismãs, Consagrações de Centúria, de Cavaleiros Especiais, de Adjuntos e outras consagrações que vierem a ser realizadas.


Invocações nos trabalhos de Leito Magnético, Unificação, Quadrante e Dia do Doutrinador (1º de Maio). Estar ciente das Iniciações de Mestres voluntários que vierem dos templos externos e não podem esperar o dia escalado para as Elevações, Iniciações e Consagrações. Coordenar as Ninfas Missionárias que irão participar dos Rituais. Organizar o Ritual da Benção do Pai Seta Branca no Templo Mãe.


A Ninfa Jandas deve estar sempre atenta e apresentar-me um relatório mensal da realização de seus trabalhos, bem como, apresentá-lo, também, ao seu Adjunto Maior. Deverá se conscientizar de sua Missão e no caso designar outras Ninfas, deverá fazer escalas, observando as escalas das Falanges Missionárias.


Meus Mestres e minhas filhas que vão assumir essa nobre responsabilidade: espero de vocês o amor nas maneiras, na Lei, na ordem e na execução de suas tarefas. Espero que se recordem sempre de mim quando estiverem impacientes em suas atribuições com as falhas dos outros. Lembrem-se, sempre, de que entre ele e você, estou eu! Lembrem-se das palavras que digo a vocês quando não estão certos, quando têm algum erro de Doutrina. Muito amor, meus filhos, com amor nós conseguiremos a nossa realização.


Lembrem-se: Mestres ensinando Mestres. Esqueça sempre que você é lei e que a lei existe. Você é a palavra, a minha palavra, com -0- em Cristo Jesus.


Com carinho a Mãe em Cristo Jesus.


Tia Neiva.
(OBS) SOMENTE AS YURICYS SOL PODEM SER JANDAS.
Vale do Amanhecer, 05-02-83

27 de fev. de 2012

PARTIDA EVANGÉLICA=4ª AULA


AULAS DE EVANGELIZAÇÃO

TRINO TUMUCHY, Mestre Mário Sassi (1983)

4ª AULA

Salve Deus! Agora, mais do que nunca, estou ficando convencido de que a nossa partida evangélica vem se tornando efetiva. Vamos estabelecer uma ponte entre o tempo de Jesus e a nossa vivência atual, e vamos ver que, cada vez mais, vamos nos aproximando da semelhança das situações. Vivemos intensamente as coisas, mas não as avaliamos devidamente! É como as grandes pinturas, às quais só podemos avaliar com profundidade quando as olhamos a uma certa distância. Para fazermos a avaliação do que estamos vivendo, precisamos sair do corpo, para assim podermos perceber como é vivo este Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Já dissemos que, aqui, não aprendemos pelo intelecto, mas, sim, pelo processo intuitivo. Todo nosso trabalho é intuitivo, é a assimilação direta do fenômeno mediúnico. Assim, procuramos fazer uma relação entre o nosso grupo e aquele grupo iniciático que trabalha com Jesus, principalmente os Apóstolos. João, por exemplo, que foi um dos Evangelistas, era, também um pescador, e foi ele quem escreveu o Apocalipse. O Apocalipse, que é uma projeção do futuro, foi um trabalho especial realizado por João. Como um pescador poderia realizar um trabalho de tamanha profundidade? Nós, também, somos pescadores, e estamos realizando o verdadeiro trabalho evangélico, por inspiração direta. Muito recentemente, aprendemos com Tia Neiva que o traçado entre o Tibet e a Palestina tem uma situação muito especial. No Tibet, durante séculos, foram preparados muitos iniciados, que trabalharam em concentração, como verdadeiros espíritos extraterrestres. Não há explicação para tal concentração de intensidade de conhecimentos transcendentais e de construções nas montanhas, nas condições mais adversas. Só se pode assemelhar aos grupos dos Equitumans, que chegaram em naves espaciais, nos Andes. A Palestina continua sendo, até hoje, o centro de onde parte a maior quantidade de informações, de conhecimentos, de concentração de gente e a maior área de conflitos. A Palestina era, justamente, a porta entre a área ocidental e a área oriental. A ela tinham acesso todas as informações do Tibet. Esta era a situação no tempo em que chegou Jesus: uma preparação, que havia se iniciado no Tibet, e a Palestina, área escolhida, que havia recebido a preparação direta. José de Arimatéia era um lhama tibetano. Ele era o mesmo Simão Sirineu, que ajudou a Jesus carregar a cruz, e era, também, um rabino. Portanto, tinha várias personalidades. Foi também ele que conseguiu, com Maria e José, a preparação de Jesus, tendo ele como tutor. Só ele tinha condições para tratar de um espírito tão elevado. Jesus passou por tudo porque a Lei assim determinava. Só não passou pelo casamento, porque não tinha carma. Isso nos dá idéia de que casamento é carma. Uma das determinações do carma é que a pessoa não pode deixar de casar. E é por isso que os sacerdotes católicos não casam, em busca de se assemelharem ao Grande Mestre Jesus. Como se isso fosse possível a um ser humano!... Na verdade, Jesus não veio para se redimir, mas para confirmar a Lei Natural, física, que rege o sistema estabelecido por Deus. Para se entender o espírito do Evangelho é preciso entender o sentido das leis naturais. O mundo de Deus não tem nenhuma segurança, nem nada certo. Ninguém sabe a hora da morte, nada sabemos sobre o dia de amanhã, etc. Todos os fenômenos da natureza, tanto físicos como sociais, são sempre em termos de insegurança, e esta insegurança é que traz, ao espírito, a busca da segurança transcendental. Se não houvessem os estados de insegurança, os conflitos e as guerras, o Evangelho não falaria em armas, como a lança, a espada, etc. Para que possamos encontrar a tranquilidade, é preciso que subamos em busca do vértice do Triângulo, ponto comum e mundo do espírito, ponto de purificação. Só existe tranquilidade da individualidade. Fora disto é impossível porque o organismo físico impede que ocorra. A todo momento estamos vivendo, intensamente, a vida e a morte. A paz só existe na individualidade, no espírito, na sede do transcendental. À medida em que a parte física vai enfraquecendo, o conflito vai diminuindo, vamos caminhando para as soluções cármicas, vamos ao encontro da paz, e nos encontramos livres do fator físico-psíquico, do fator luta e do fator conflito. Assim, é preferível enfrentar as lutas, as dúvidas e os conflitos, do que fugir deles. A maioria dos prejuízos financeiros resulta da tentativa constante de fugir à luta. Daí resulta o mundo que progrediu tanto tecnologicamente, em busca do conforto, que perdeu completamente a realidade de poder chegar à área de paz. A busca de fugir à luta, pelo conforto, é tão intensa, que levou o Homem a se apegar, cada vez mais, ao mundo físico, se fixando na base do Triângulo. No tempo de Jesus aconteceu a mesma coisa. Os homens já tinham ultrapassado todas as faixas de encaminhamento para o ângulo superior do Triângulo, e ficaram anulados em termos de percepção espiritual. O Homem ia se anulando em relação a seu próprio espírito, face à luta natural pela vida. Todo o Evangelho fala que os judeus seriam o bode expiatório do Cristianismo. Na verdade, toda aquela humanidade o era, exceto o Tibet e outras áreas de mosteiros, onde estavam situados os focos crísticos realmente atuantes. Houve uma transferência daquele foco crístico para a área onde estavam concentrados os vários tipos de humanidade, na Palestina. Foi aí o lugar escolhido para a chegada de Jesus. Entre o Tibet e o Oriente Médio havia uma comunicação, apesar da distância imensa. A comunicação era rápida, e José de Arimatéia era o responsável por estas comunicações. Inclusive, Maria e José visitavam Jesus, no Tibet! O povo tibetano atuava sobre as pessoas que estavam com Jesus, da mesma forma que, hoje, entidades atuam sobre nós. Quando trabalhamos e emitimos, nós somos a própria entidade, ela atua sobre nós. É por isso que dizemos: "Eu, Cavaleiro Verde, Cavaleiro Especial..." Naquela hora, quem fala é o próprio Cavaleiro que está incorporado em nós, não fisicamente mas espiritualmente. Então, os lhamas tibetanos, que eram, talvez, descendentes dos Equitumans, vindos, quem sabe, de Capela, prepararam toda a infra-estrutura para a chegada de Jesus. Os lhamas projetavam sobre os Apóstolos e eram eles que falavam através deles. Daí a ligação entre os tempos mais remotos, mais longínquos, e os Grandes Iniciados, que estavam preparados para receber aquele impulso crístico. Aí vemos que Jesus foi parte do Sistema. O Sistema, como um todo, é o Verbo Divino, e sempre existiu em todos os tempos. Do Tibet, aquela força poderosa se projetou na Palestina. Os judeus carregavam com eles a Arca da Aliança, que, para eles, era um instrumento intergalaxial. Para conter a Arca, no Templo de Salomão se fez necessário uma construção especial. O Templo de Salomão era uma construção essencialmente iniciática, tecnicamente construído, assemelhado a uma usina atômica atual. Dentro dele havia o lugar onde somente os santos sacerdotes podiam penetrar, equivalendo aos sacrários da Igreja Católica. Há, portanto, uma série de relações das coisas que são sistemáticas. Todas as técnicas iniciáticas do Templo de Salomão foram levadas do Egito, por Moisés. Moisés se iniciou no Egito e, depois, utilizou seus segredos contra os próprios egípcios, porque lá ele se rebelou, libertando seu povo da escravidão. Na realidade, ele estava se rebelando contra a degeneração dos sacerdotes egípcios. Quem denunciou estes sacerdotes foram os Tumuchy, como vem ocorrendo, atualmente, no Vale do Amanhecer. O Vale é uma forma de denúncia de todos os sacerdócios, de uma maneira indireta, porque nada cobra de ninguém. Falamos alto e em viva voz que nós é que agradecemos a honra de servir ao Mestre Jesus. Então, Moisés, quando percebeu a decadência dos sacerdotes, fugiu, levando com ele os segredos iniciáticos, entregando-os na Terra Prometida. Foi onde nasceu Jesus, já com o terreno preparado para a Sua chegada. Aquela humanidade que se transferiu para a Terra Prometida, ali formou o começo de sua individualidade. Mas os sacerdotes que foram se formando, geração após geração, foram, também, se degenerando, e quando Jesus chegou, estava tudo preparado segundo os planos espirituais, mas os homens permaneciam concentrados na base do Triângulo, presos às coisas da Terra. O Templo de Salomão representou, em princípio, o sacerdócio iniciático - a capacidade de comunicação entre os planos. Um templo iniciático funciona durante um certo tempo. Depois, começa a degeneração, os formalismos, as ambições humanas. Os sacerdotes começam a dominar a situação; estabelece-se uma política e termina com um sacerdócio desorganizado, como é até os dias de hoje. Qual o perigo que corremos em nosso sacerdócio? É, exatamente, o que aconteceu com os outros. Se não nos alertarmos, se não fizermos esta Partida Evangélica, nosso Templo vai caindo dentro da rotina. Para que isto não aconteça, devemos, primeiro, não ficarmos presos somente à organização. Devemos viver os fatos extraordinários que se passam em torno de nós, e procurar entendê-los. São importantes o ritual, o formalismo, o uniforme, mas é muito mais importante a nossa missão simétrica, para a qual trazemos um mundo assimétrico. Portanto, procurem em seus íntimos, porque a riqueza está lá dentro, e não aqui fora. Temos que enriquecer esta Partida Evangélica dentro desta Corrente. Vamos transformá-la numa realidade. Resumindo: o Sistema Crístico já existia antes da chegada de Jesus; existiam pontos focais, onde se concentravam os ensinamentos do Sistema Crístico; houve uma transferência de concentração humana para a Palestina; vieram egípcios e judeus, e, pelo céu, chegavam amacês, com os Grandes Iniciados projetando sobre a comunidade, como acontece, hoje, com os nossos Cavaleiros; então, foi preparado o clima para a chegada de Jesus, que veio confirmar a Lei Crística; Jesus se reúne aos Apóstolos, únicos seguidores, naquela época. Não esqueçam, como grande ensinamento: "A riqueza está dentro de nós, na partícula crística!" Salve Deus!