12 de ago. de 2012

TIA NEIVA PERGUNTA A MÃE IARA...


"Tia Neiva pergunta a Mãe Iara:
- A senhora não conhece Deus? “Sim, eu conheço Deus em sua figura simples e hieroglífica, como você o conhece”. “Hieroglífica, sim Neiva. Deus é o poder supremo em todas as coisas. Neste planeta, nas plantas, impregnando o prana no aroma das matas frondosas, no mar, no espaço, nas estradas, na porta estreita da vida, na alegria, na dor e no fundo do nosso coração. Neiva, Deus é a energia luminosa que desencadeia as reações dos seres vivos, dos vegetais, que vive no ambiente inorgânico e gera pelo seu sopro."

23 de jul. de 2012

ALMAS GEMEAS



Almas Gêmeas

Através de suas faixas cármicas na longa jornada evolutiva, em qualquer situação em que não estiverem juntos, haverá sempre uma imensa saudade que se reflete em cada um dos dois, tornando suas existências incompletas. Podem amar e ter tudo no plano material, mas fica uma sensação de insatisfação, de não estar completa a felicidade que só se realiza quando as duas almas gêmeas se reencontram. E esse reencontro também só se realiza quando ambas estão livres de seus compromissos cármicos, como veremos mais adiante na história que Tia Neiva nos contou.

Não temos como penetrar na Mente Divina e perscrutar os misteriosos desígnios do Criador, mas, o mecanismo das Almas Gêmeas é poderoso incentivo ao retorno às origens, ao seio do que é completo a de que um dia os espíritos voltarão à divindade.  E é muito linda a jornada das almas gêmeas. Como progridem em missões separadas, na maioria dos casos uma se dedica ao auxílio da outra. Vivem no amor completo e incondicional. Quantas chegam ao último degrau de sua evolução na Terra, mas, como sua outra metade ainda esta a caminho, pedem a graça de poder voltar e ajudar sua alma gêmea. E é um grande sacrifício este, pois este planeta é excessivamente pesado em suas faixas vibratórias e um espírito sofre muito em uma encarnação dessas. Mas parte feliz, com esperança, com dedicação, porque é uma missão de amor. Para se ter um exemplo do encontro das almas gêmeas de seus compromissos, vamos ver a história de um velho Jaguar e Rosa Maria, que Tia Neiva nos contou em uma aula dominical.

Salve Deus! Certa vez fui abordada por um espírito calmo, tranqüilo, muito bacana mesmo, desses que você pode ler em sua mente, ver em seu rosto toda dignidade, as coisas boas que porta o homem sem frustração. Honesto, sem essa maneira de querer enganar alguém. Tive a certeza de que era um daqueles espíritos que, conforme a época que estou passando;Amanto, Umahã ou Pai Seta Branca, me enviam para transmitir uma história, uma mensagem.  Aquele espírito foi chegando e começou a falar tranquilamente sobre sua vida. -Tia falou, eu sou aquele do sonho...Aquele sonho... Lembrei-me de que já o encontrara antes e me contara muita coisa. Perguntei: -Graças a Deus! Tem mais alguma coisa boa para dar continuidade? -Sim Tia, tenho. Tenho o princípio da história, da minha vida, que vou lhe contar. Eu era um homem perverso um verdadeiro tirano. Sou um Jaguar! Vivi nas planícies e estive por todas as partes da Terra. Só aprendi tirania e violência. Não conhecia o amor. Um dia reencarnei no império como senhor de engenho. Sorri, lembrando-se de vocês meus filhos. Esses seus rostos, cada um revelando um Jaguar, senhor de escravos, senhor de engenho.

Fui senhor de escravos, continuou – mas era muito direito em meus negócios e procurava aplicar a justiça a meu modo. Fui muito querido pelo Imperador, chegando mesmo a merecer plena confiança dele. Constantemente estava no palácio – e então citou diversos nomes de políticos, senadores, homens importantes naquela época, com os quais tinha estreitos laços de amizade. -Eu era um homem tão temido que quando chegava em minha fazenda Tia, uma das melhores regiões, com uma bela mansão, os escravos ficavam temerosos de mim. Faziam tudo com medo de mim, da punição que era certa se não agissem conforme minha vontade. Minha família era a mais bonita que havia. Minha esposa era linda e meus dois filhos, um casal, eram verdadeiros príncipes. Enfim Tia, parecia que eu não tinha mais nada para desejar na vida. Bastava que eu falasse uma coisa e todos corriam para me atender. Eu fui esse homem Tia Neiva... Tinha tudo mas a verdade é que não tinha amor por nada. -Esse é o grande mal – comentei. Quando não temos amor no coração filho, a vida se torna seca, difícil.

É Tia, eu era honesto com minha família, com minha mulher, com meus negócios. Mas, sentia no íntimo que alguma coisa me faltava. Um dia... Ele parou de falar e em seu olhar havia um brilho diferente, quando continuou com meiguice – Tia, a senhora vive falando sobre as almas gêmeas. Pois um dia esbarrei com minha alma gêmea. Interessante Tia, que nunca notara a presença daquela escrava. Era uma jovem bem clara e naquele dia quando eu me dirigia ao portão da casa, ela vinha com uma cesta de verduras e não me viu. Deu um encontrão em mim e as verduras, se espalharam pelo chão. Ela ficou em pânico... Abaixou-se para catar as verduras chorando e me implorando que não a castigasse. Queria até mesmo beijar meus pés na sua aflição e humildade. Fiquei reparando nela e alguma coisa despertou no meu íntimo. Senti que ela era diferente. Senti meu coração se encher de alegria com a presença dela. Então, peguei sua mão e a ergui, eu mesmo me abaixando e catando as verduras para recolocá-las na cesta. Ela paralisada pelo medo, me olhava com lindos olhos marejados de lágrimas; balbuciava desculpas e pedia que eu não a castigasse. Acabei de encher a cesta e me levantei, encarando aquela linda moça. Trocamos um lindo olhar e acho que consegui transmitir a ela o que eu sentia, de tal forma que ela pareceu se tranqüilizar, acabando por dar um tímido sorriso. Eu é que me desculpei por minha falta de atenção, e fiquei parado vendo aquela figurinha tão querida, sumir entre as plantas do jardim levando sua cesta.

Desse momento em diante meus filhos, aquele Jaguar se transformou. Aquele encontro com sua alma gêmea,  de que ambos não tinham consciência por estarem encarnados – despertou no coração dele o amor. E o amor transforma as pessoas. Enquanto caminhava para a casa ia pensando no que havia ocorrido. Sentiu profundo desespero pela fama que tinha ao lembrar a aflição de sua querida, o medo de ser castigada por algo tão banal. Aquela maneira humilde de pedir desculpas... Aquele olhar...Sim, decidiu que dali para frente não mais seria aquele tirano. Em casa, à noite, não conseguia dormir. Os dias se seguiram e ele ficou isolado sem falar com ninguém; mal comendo, com o pensamento naquela escrava adorada, cuja presença ele não havia percebido até aquele dia. Não entendia o que estava acontecendo...!? Como podia não ter notado aquela meiga presença? Ansiava por revê-la e ao mesmo tempo temia como pudesse reagir a um novo encontro. Seu comportamento preocupava a todos.Sua mulher achava mesmo que ele estava enfeitiçado, tal era a mudança que se operava nele. E um dia receberam a visita do Imperador. A azáfama da recepção quebrou a rotina da fazenda e até o Jaguar, saiu um pouco de seus pensamentos para receber o ilustre amigo. E na hora de servir o chá, quem se apresentou com a bandeja foi à bela escrava. Quando ela se deparou com o Jaguar começou a tremer tomada de emoção e desequilibrou a bandeja que caiu, despejando tudo sobre a mesa. A sinhazinha  com  sua percepção sentindo a reação dos dois ao se olharem, ficou furiosa e chamou o feitor para que retirasse imediatamente aquela escrava dali e lhe aplicasse terrível castigo. O Imperador que era muito galante e percebera a escrava encantadora, pediu que nada fizessem com ela. Era um acidente e pronto. Já tinha passado, não devia a moça ser castigada. Também o velho Jaguar interferiu, dizendo ao feitor que não era preciso levá-la. Essa reação mais raiva provocou na sinhazinha, tomada pelo ciúme, já deduzindo que aquela bela jovem tinha algo a ver com a modificação que se passara com o marido. Ordenou ao feitor que a levasse. Logo que o feitor saiu com ela, empurrando-a com brutalidade, o Jaguar foi atrás e mandou que ele a soltasse e que ela fosse para junto das outras escravas na senzala.

Era a época dos Nagôs que trabalhavam muito com os espíritos e faziam trabalhos que os outros diziam que eram feitiços. Por isso a sinhazinha achou que finalmente descobrira a causa de tão brusca alteração no comportamento do marido; ele fora enfeitiçado por aquela escrava. Começou a perseguir a moça e o Jaguar percebendo tudo, procurou solucionar a questão. Arrumou um amigo de confiança e pediu que ele fizesse uma compra forjada daquela escrava para que ela pudesse escapar da sinhazinha. E assim foi feito. Comprada à escrava, parecia que tudo voltaria ao normal na fazenda. O próprio Jaguar insistira para que ela fosse vendida, dizendo que já não agüentava ver à sua frente aquela mulher que tanta vergonha os haviam feito passar diante do Imperador... Mas o que não sabiam é que o senhor da fazenda, arranjara um sítio solitário e escondido onde à bela escrava foi se ocultar. E uma vez ali instalada, longe das garras da sinhazinha, aquelas duas almas gêmeas puderam construir um pequeno mundo. Passaram a se encontrar e sempre que possível, o sinhozinho corria a ver a sua amada. O amor das almas gêmeas é uma coisa sublime, muito lindo, pois nunca pode se erguer sobre a ruína dos outros. Para a plena realização torna-se necessário que ambos estejam livres de outros compromissos. Mas o sinhozinho tinha a família e então, era preciso que acontecesse um verdadeiro milagre – como eles mesmos diziam - para que ele pudesse se libertar. A esposa, os filhos ainda pequenos, representavam uma verdadeira barreira para a plena vida daquele amor. O respeito da moça - que se chamava Rosa Maria - pelas responsabilidades do Jaguar, mantinha a harmonia daquele romance sem criar sofrimentos.

O tempo passou. Os filhos do sinhozinho já mais crescidos foram estudar em Portugal. E naquele mundo de encantamento das duas almas gêmeas, teve início o último reajuste pelo qual deveriam passar para se libertarem totalmente. Lembrem-se meus filhos, que só retornamos às origens quando nada mais nos resta a resgatar. Vejam o exemplo de Doragana, que viu aquele cobrador a urrar de ódio e submeteu-se a um julgamento para libertá-lo, a fim de que pudesse tranquilamente voltar à origem. Havia uma conta do passado. E para resgatar essa dívida, Rosa Maria concebeu um filho que seria aquele espírito reencarnado para se reajustar com ambos. Mas, o fato de ficar grávida envergonhou tanto a Rosa Maria perante o Jaguar, que ela perdeu o encanto pela vida. Achava que aquilo era uma falta de respeito para com seu amado, gerando uma responsabilidade que ele não tinha condições de assumir.

É que encarnados não se lembravam dos compromissos assumidos no espaço. Aquilo tudo havia sido tramado com ele no espaço, sob os desígnios da Lei de Deus, que lhes fornecia aquela oportunidade de resgatarem sua última dívida. Porque as almas gêmeas só se realizam quando nada mais devem, quando não tem mais qualquer obsessor e quando já atravessaram suas faixas cármicas positivas e negativas e podem, assim, retornar juntas às origens. Por que é muito bonito meus filhos, ver o trabalho das almas gêmeas. Uma ajudando a outra evoluir a se libertar. Quantas já não precisavam mais retornar a Terra, mas como estão mais evoluídas que a sua alma gêmea, reencarnam e sofrem para ajudar aquela a subir o degrau. Sempre com dedicação, com amor. Uma beleza.

Mas, sem consciência de suas tramas no espaço, Rosa Maria com a situação, até dar à luz uma bela criança; um menino clarinho, louro, com lindos olhos azuis. O nascimento do menino modificou a sintonia do casal. Rosa Maria passou a viver mais feliz e ambos se dedicavam com grande amor àquela criança. Aquele amor ia resgatando a dívida com aquele espírito. O menino crescia e o sinhozinho estava totalmente modificado. Pela realização de seu amor, pela sintonia com Rosa Maria, pelo tesouro que o menino representava em suas vidas, ele se transformara em um homem bondoso e amável. Tão bom que todos que o conheceram antes se admiravam. Havia mandado embora de sua fazenda o malvado feitor, aquele homem feroz que castigava e surrava os escravos e, tudo era administrado com amor. Isso é que eu gosto de mostrar a vocês, meus filhos. O amor é uma força poderosa, bendita, que não deixa que se possa fazer mal aos outros ou ferir alguém. Quando se ama, mas se ama realmente; a gente ama todo o mundo. É filhos, o mundo inteiro agente ama. Não sei quantos de vocês já puderam sentir isso, ter a oportunidade de viver um amor assim, um amor de respeito, um amor que a gente respeita; que a gente sente realmente estar muito acima dessas baixezas... Duas pessoas que sentem um amor verdadeiro sabem se entender à distância, se falam no silêncio, se harmonizam a cada momento de suas vidas. Este é o amor das almas gêmeas.

Muitos me falam que encontraram sua alma gêmea. Eu concordo, pois não quero causar tristeza. Mas o amor das almas gêmeas transforma as pessoas. Elas ficam boas, não pensam em fazer o mal à sua família, não pensam em fazer mal aos outros, não desrespeitam a família. A primeira coisa que fazem é passar a amar também os outros, principalmente os filhos, mesmo que sejam frutos de ligações com outras pessoas. Acho lindo o amor das almas gêmeas no espaço. Têm a mesma paixão, a mesma vida como temos aqui. Muitas tiveram filhos na Terra e os buscaram para, reunidos, viverem juntos em suas mansões do espaço. São tão felizes e se realizam tanto com seu amor, que buscam levar a felicidade aos outros. Com essa intenção, protegidos pela vibração desse amor tão puro, penetram naqueles pântanos sombrios, arrebatando das trevas muitos espíritos que por ali se debatem.

Vejam o exemplo desse velho Jaguar: Era um tirano – e ele me mostrou muita das barbaridades que havia cometido - e temido por todos. Um dia – um simples olhar modificou tudo. Pelo esclarecimento dos dois tudo se transformou, e ele se tornou tão bom que até mesmo no palácio do Imperador, se comentava o milagre de sua modificação. A felicidade do encontro das almas gêmeas aqui na Terra, reside no fato de não terem compromissos com outras pessoas. Elas se encontram, se amam verdadeiramente, mas não podem desfazer os laços cármicos, seus laços transcendentais. Apenas porque se encontram, porque se amam não podem abandonar seus lares. E isso é o que havia acontecido com aqueles dois; tinham vindo apenas para resgatar aquela dívida, libertar aquele espírito que estava encarnado como o filho dos dois. Mas a Lei de Causa e Efeito sempre está em vigor. E um velho chamado Gregório, que muito havia sofrido naquela fazenda a mando do sinhozinho, soube da existência daquela criança e descobriu toda a situação. Impulsionado pelo desejo de vingança, correu a contar tudo para a sinhazinha. Não poupou detalhes malvados e aumentou muito as coisas, para fazer sofrer o mais que pudesse aqueles que o tinham castigado um dia.

Atenção, meus filhos!Temos visto muitos “gregorinhos” e “gregorinhas” por ai sempre contando novidades,  maior parte é mentira! Espalhando o ódio e a desconfiança entre esposa e marido, desfazendo lares, gerando desequilíbrios. Isso é muito perigoso. Quantos ao chegarem no dia de prestar contas vão verificar que com suas línguas, cortaram o carma de outras pessoas e não poderão por a culpa em ninguém, senão em si próprios, no seu coração ainda em evolução... A sinhazinha, enlouquecida pelo ódio e pelo ciúme por tudo que ouvira de Gregório, tramou em segredo a destruição de Rosa Maria e do menino. Aproveitando-se do ódio que o malvado feitor nutria por ter sido despedido pelo sinhozinho, conseguiu induzi-lo a realizar seu plano. Um dia, quando o sinhozinho teve que ir ao palácio ver o Imperador, o feitor raptou Rosa Maria e o filho, levando-os para um local ermo, e ali os executou ocultando os corpos. Ninguém vira essa ação criminosa, de modo que quando o sinhozinho voltou e foi correndo ao seu ninho de amor, não encontrou sua amada nem o filho, nem qualquer orientação sobre o destino daqueles dois seres tão queridos. Também pelas redondezas, ninguém sabia informar o que teria acontecido. Desesperado, continuou buscando-os por muito tempo, sem descobrir o que houvera. Mesmo mergulhado na dor e na aflição a, bondade daquele Jaguar superou suas forças. Continuou a ser bom e caridoso e testado por Deus, que quis saber até onde ia sua paciência, superou todo o seu desespero e completou sua missão na Terra, com aquela força bendita que o amor lhe dera.

Sua jornada ainda continuou muitos anos. Na solidão, chorava a ausência de sua amada. Muitas noites quando mergulhava em seus pensamentos, vinha-lhe a certeza de que sua esposa tinha muito o que ver com aquele desaparecimento misterioso. Também não sentia ódio ou desejo de vingança. Lembrava-se de que Rosa Maria sempre lhe dizia que chegaria um dia em que morreriam e poderiam ficar juntos para sempre, no céu. Mas, se ele fizesse alguma maldade, não seria possível o encontro, pois Deus não permitiria que gente ruim entrasse no céu. Ele lembrava dos olhos de Rosa Maria. Quando falava, essas coisas ficavam brilhando como estrelas, como se tivesse certeza do que falava como se o amor deles só pudesse atingir toda a plenitude depois que tivesse deixado essa vida. E porque a amava, tinha confiança nela e achava que o único meio de tornar a encontrá-la, seria manter-se acima do mal. Mas a dor da ausência de Rosa Maria tornara-o triste e a vida era quase que mecânica. Seu coração sangrava de saudade. Tornou-se espiritualista. Continuou acompanhando sua esposa sem demonstrar sua desconfiança, mas a vida já não tinha mais prazer. Só existia para ele a lembrança daquele amor.  Muitas coisas enfrentou até o dia de sua morte. Contou diversas passagens, e me admirei com a fibra daquele Jaguar. Era uma época terrível, aquela. Muitos espíritos havia encarnados na Terra na missão de evangelizar. Alguns mesmos vinham preparados para domar como se fossem animais, aqueles espíritos de imperadores, centuriões; vestindo roupagens de Pretos Velhos escravos. Aquele Jaguar havia sido diferente. Morreu purificado pelo amor, por suas boas ações e sua câmara mortuária foi perfumada pelos Pretos Velhos, a quem vivia pedindo perdão pelos males causados outrora.

Pouco antes de morrer, soube de toda a trama da esposa, o triste fim que tinham tido seus amados. Mandou chamar Gregório e fez com que ele visse o punhal que atravessou em seu coração. Mesmo assim, perdoou-lhe e ainda arranjou meios de ajudar ao velho que tanto mal lhe causara. Há muitas passagens lindas nessa história. Houve até o caso de uma aparição de Jesus, ao sofrido Jaguar. Um dia contarei! Quando desencarnou, Rosa Maria veio recebê-lo. É muito grande a felicidade do reencontro de duas almas gêmeas, preparado pelos mentores. Pensavam que havia chegado o momento de seguirem a linda caminhada para a origem. Mas ainda não era a hora. Havia permanecido aquele espírito cobrador, do filho deles, que o ciúme da sinhazinha não deixara realizar a missão do reajuste. Era preciso reparar o destino daquela criança, que por culpa deles havia nascido em tão tristes circunstâncias. Era responsabilidade do Jaguar, que devia ter tomado as providências para evitar aquela gestação, que o respeito impunha, pois não haveria condições para criar um filho. Com isso, ele criara uma responsabilidade a mais e teria que voltar a Terra para cumprir sua última missão.

Após o feliz encontro, Rosa Maria ficou triste sabendo que ainda teriam que esperar a conclusão dessa missão para poderem ir para a origem. Preocupava-se com seu amado, incerta sobre as condições dele para enfrentar mais uma prova. Ele fora um tirano, mas o amor mudara completamente seu espírito por saber amar. Mas fora a presença de Rosa Maria que o havia despertado para o amor. Agora que ela não viria para a Terra, como agiria ele? Tudo foi preparado no espaço e quando chegou o momento, o Jaguar despediu-se de Rosa Maria e, triste pela separação se encaminhou para o sono cultural. Quando o espírito vai reencarnar, meus filhos é uma tristeza maior do que a da morte aqui na Terra. Ele vai partir para uma missão da qual tem consciência, sabe da responsabilidade e, corajosamente se entrega ao sono cultural, que vai apagar de sua consciência toda a memória transcendental, preparando-o para ser colocado no feto e nascer na Terra. O velho Jaguar, o velho senhor de escravos, parte em busca de seu filho, o lindo menino louro de olhos azuis. Mas Deus não diz para você que será tudo “bonitinho” nem os mentores resolvem que será tudo fácil. Não! Ele por exemplo, iria voltar a Terra e desposar uma mulher que seria aquele mesmo espírito, da sinhazinha – má a ponto de mandar matar uma criança – e em meio a muitas provações e dificuldades, deveria salvar seu filho, espírito que até aquele instante não perdoara a ele nem Rosa Maria.

Na Terra o inicio foi relativamente fácil. Casou-se (com aquela que havia sido a sinhazinha) e teve alguns filhos. Mas, esquecido dos planos do espaço pelo efeito do sono cultural, não entendia o vazio que sentia. Faltava alguma coisa que não identificava, para sua vida faze-lo feliz, realizado. Perguntava a si mesmo porque aquela paixão pelas pessoas, pelas coisas, aquela insatisfação permanente. E o desespero começava a tomar conta de seus pensamentos, nas horas em que estava sozinho. Foi quando nasceu um novo filho um menino debilitado, com um aleijão na perna e que mais tarde quando começou a falar tinha dificuldades em se expressar um pouco mais moreno do que os demais irmãos e, que o fez sentir algo estranho. Quando pegava o menino no colo, sentia um arrepio, uma sensação que não identificava, mas, sabia ser de repulsão àquela criança. A mãe do menino também demonstrava total intolerância, e até mesmo desprezo pelo pequenino. Vendo essa reação de ambos, o Jaguar superou tudo e passou a amar mais àquele filho do que aos demais. Também a criança ficou num grande agarramento com o pai.

Em seus sonhos o Jaguar se encontrava com uma moça muito bonita – Rosa Maria – que lhe falava na força do amor, e pedia que ele sempre tivesse esperança em seu coração. Sempre protegendo a criança do ódio da mãe e do desprezo dos irmãos, o Jaguar prosseguiu em sua missão. Ficou seriamente doente e o filho mais novo não se separava dele. Ficava ali atento ao que fosse preciso, dando-lhe água, remédio, preso pelos laços de uma profunda afeição. Uma noite profundamente enfraquecido, estado em que se fica mais próximo da espiritualidade, foi levado por aquela mulher de seus sonhos, até uma casa onde havia uma criança. Esta estava muito mal, já para morrer. Os pais ali perto choravam a morte do filho, já não tendo mais a fazer. A criança com os olhos fechados parecia estar sofrendo muito. O espírito do Jaguar ficou preso àquele quadro e se aproximou da criança que abrindo os olhos percebeu a imagem do Jaguar e exclamou: “Papai”.  Os pais se alvoroçaram, e o pai abraçou a criança certo de sua melhora, pois ouvira o chamado. Mas o espírito do Jaguar percebeu emocionado quem era a criança, quando vira aqueles olhinhos azuis e sabia a quem ela chamara de Pai. Sim, aquele era o seu filho, a quem buscava para resgatar suas dívidas do passado.

Mas, teve que retornar ao corpo e sua memória apagou-se quase totalmente. Ficou uma lembrança do menino, mas, em sua fraqueza não sabia separar bem os fatos. Seu estado piorou e começou a delirar, falando de um menino louro de olhos azuis, que era seu filho que ele tinha que encontrar. Suas palavras não eram entendidas pela mulher e pelos filhos, que achavam ser tudo fruto de sua delicada situação de saúde. Finalmente o mal começou a ser debelado, e ele teve a fase de recuperação, povoada pela lembrança daquela criança. Irritado por não ser entendido pelos outros, criara em sua cabeça a necessidade de encontrar aquele menino, que ele sabia existir em algum lugar. Já recuperado começou a andar pela cidade. Assim fazia um exercício e atendia à sua ânsia de descobrir a criança.  Andava certa vez pela beira do cais, quando o choro de uma criança chegou até ele. Curioso aproximou-se de uma pobre casa de onde parecia vir aquele choro convulsivo. Um vizinho estava por ali e ele perguntou o que fazia aquela criança chorar tanto. -É uma triste história – disse o vizinho – O pai desse menino trabalhava naquele navio ali e saiu com a esposa para dar um passeio de barco. O barco virou e os dois morreram. Restou o filho que está aí com esses parentes, mas, desde então chora como se nada o pudesse fazer calar... Bateu à porta do casebre e uma pobre mulher o atendeu. Pediu para conhecer o pequeno órfão e entrou, aquele menino por quem tanto buscava por quem seu coração ansiava loucamente, chorando. Aquela linda criança loura com os olhos azuis... Emocionado, pediu àquela gente que o deixasse levar o menino, para cuidar dele. Foi atendido prontamente, pois os parentes estavam loucos para se verem livres daquele choro angustiado, e seria menos uma boca para alimentar.

Chegou feliz a sua casa. No trajeto para lá a criança se calara e aconchegara-se a ele como se estivesse acostumada com o seu colo. Sentindo-o em seus braços, o velho Jaguar sentia que amava muito aquele pequeno ser. Um amor muito maior do que o que nutria por qualquer de seus filhos. Até pelo mais novo. Começou uma nova fase de complicações. Os laços de amizade tão profundos entre o Jaguar e aquela criança abandonada, haviam despertado a inveja e o ciúme da família. A hostilidade da esposa – que na outra encarnação mandara executar o menino – era para com os dois. O tempo foi passando, e cada vez mais estreita era a amizade entre o Jaguar e o menino. Mas o grau de maldade da esposa era tanto, um espírito que não se abria para o amor, e assim não evoluía e esperava uma oportunidade para se vingar daquela criança. E quando o esposo precisou ausentar-se um pouco mais demoradamente de casa, pegou o menino e o colocou para fora de casa. A pobre criança já com sete anos, não pode fazer nada senão afastar-se triste daquela casa, onde estava alguém que lhe era muito caro. Retornando e não encontrando o menino, o Jaguar forçou a esposa a dizer o que havia feito. Ela confessou que havia mandado embora aquele estranho e não permitiria que voltasse. Ele saiu em busca do menino e teve um palpite que poderia encontrá-lo onde o fora buscar – na beira do cais. Correu para lá e viu o garoto sentado, olhando o mar com o queixo apoiado na mão, como se aguardasse alguém.

Alegre pelo encontro chamou o menino. Este assustou-se com o chamado e levantou rápido de onde estava virando-se para ver seu querido benfeitor. Mas, agitando os braços perdeu o equilíbrio e caiu do cais, naquele local cheio de pedras, madeirame e ferros batidos pelas ondas do mar. Desesperado, o velho Jaguar correu e pulou na água. Diversas pessoas que estavam por ali tentaram ajudar, mas, o destino havia marcado aquele desenlace. Morreram ali, pai e o filho, tragados pelo mar. Esse é o destino do homem meus filhos!.Muitas vezes temos uma tristeza muito grande sem saber por quê. Muitas vezes o homem se casa e tem por obrigação honrar aquele casamento, os filhos que dele nascem, mas, em seu íntimo não esta feliz. Porém, existe uma responsabilidade maior; o destino cármico. Ninguém pode ser feliz, feliz mesmo se não terminar sua missão, se não libertar seus cobradores.Imaginem que aquele filho mais novo, moreno, do casal, era o espírito do velho Gregório, que apesar de seus defeitos físicos, amou muito aquele a quem tanto mal fizera e por ele foi amado. Foi àquela mulher que tanta maldade fizera que o recebeu no ventre e pela benção de Deus, o criou com cuidados, mas sem amor. Mas Gregório conseguiu resgatar suas faltas, pelo amor daquele a quem tanto fizera sofrer.

E no desenlace da história, quando o homem e o menino desencarnaram no mar, seus espíritos se encontraram com Rosa Maria e juntos, felizes foram para sua origem. E a sinhazinha que voltara agora como uma simples dona de casa, não evoluiu, não aproveitou a chance que lhe foi dada, e nada fez de bom. Então, seu sofrimento será grande. Deverá voltar várias vezes, para subir seus degraus na evolução. Mesmo assim, ela foi objeto da ajuda dos espíritos do Jaguar e de Rosa Maria, que entenderam que tudo que ela havia cometido, servira como degrau para a libertação deles, através da evolução. Na realidade, fora a sinhazinha que preparara a subida dessas almas gêmeas. Por isso, jamais devemos nos queixar de Deus. Ele nos dá tudo, nos proporciona os meios para nossa libertação. O conhecimento, a consciência, é que nos impulsionam no caminho certo. Ele nos dá força antes de chegarmos aqui e, chegamos preparados para cumprir nossa missão. É errado só se desejar coisas boas e reclama-las de Deus. Pelo sofrimento, conseguimos nossa libertação, nossa evolução. Nem Deus, nem nossos mentores, nos seguram para que possamos subir os degraus de nossa jornada. Temos que caminhar por nós mesmos, com nossas próprias pernas. Deus nos dá tudo..

Salve Deus!

Com carinho, a Mãe em Cristo-Tia Neiva.

15 de jul. de 2012

FALANGE MISSIONARIA CICANA TAGANA

FALANGE MISSIONÁRIA CIGANA TAGANA
Em 1982, quando Tia Neiva apresentou a falange de Ciganas Taganas para o corpo mediúnico do Vale do Amanhecer, a missão de libertação nos trabalhos tornou-se ainda mais completa. A paixão pela liberdade é característica certa do povo cigano, nomâdes por natureza. Uma herança que é marca da falange de Ciganas Taganas,que tem por principal missão auxiliar nos trabalhos de libertação: Julgamento e Aramês. Elas precisam conduzir a todos para sua libertação com sua energia, criando um elo entre cobradores e prisioneiros. A taça que as Ciganas Taganas carregam em sua indumentária está ligada à sua missão libertadora, simbolizando o carma. Mas, ao contrário do que se pode pensar, não é o sentido do sofrimento que a palavra induz, e sim a condição que essa falange tem de ajudar e de modificar os carmas. Na roupa trazem ainda as cores verde, remetendo às sua origens no mundo espartano, e preto, para representar a magia de Jesus Cristo. No Oráculo de Delfos, as Ciganas já se faziam presentes, dispondo da força desobsessiva e curadora da Rainha de Sabá. Essas missionárias recolhiam os feridos das batalhas e os doentes e os levavam para a Cruz do Caminho, onde faziam contatos com os deuses e os julgamentos. Ao longo da história, estiveram firmes à sua missão. A Cigana Tagana, guia da falange que leva seu nome, descia com Nossa Senhora Apará aos navios negreiros, para amenizar as dores dos escravos. As Ciganas têm permissões para adentrar os umbrais para iluminar aqueles que sofrem. “Uma luz no meio de outras luzes, por maior que ela seja, se perde. Agora, uma luz no meio da escuridão ela se faz presente, tem o seu real valor. A Tia dizia que nós, Ciganas, somos uma luz na escuridão para guiar e conduzir aqueles que necessitam de libertação, cura e harmonia”, ressaltou a primeira Cigana Tagana, Marlete Queiroz, à importância da missão dessa falange, reforçado pela Tia Neiva quando ela diz que “Uma Cigana Tagana pode harmonizar não só um trabalho espiritual, como qualquer ponto do universo”.

Jornal do Jaguar
Informativo bimestral da Biblioteca do Jaguar - Ano II - Nº 6
Por Mônica Marque

POSIÇÃO DAS CORRENTES NA INDUMENTÁRIA

O cinto da indumentária e de 6cm de largura

Canto

Nossa Mãe clarividente quando trouxe o nosso canto afirmou que somos a única falange que tem a permissão de falar com Deus.
Por isso devemos ser pequenas em humildade e amar incondicionalmente para alcançarmos a condição que nos foi confiada.
Oh! Jesus.
Nessa bendita hora,
Eu quero falar com Deus.
Quero sentir todo o meu amor,
Eu sou uma pequena ninfa, sou uma tagana,
Que desejo servir por todo o universo,
Na luz iniciatica do santo evangélio.
Venho do mundo verde,
Em missão especial de uma nova era,
Na esperança de um mundo melhor,
E na grandeza de Deus pai todo poderoso,
Aqui estarei sempre,
Com -0-// em ti Jesus querido,
Salve Deus!

Jornal do JaguarInformativo bimestral da Biblioteca do Jaguar - Ano II - Nº 6 Por Mônica Marque
POSIÇÃO DAS CORRENTES NA INDUMENTÁRIA
O cinto da indumentária e de 6cm de largura
Canto
Nossa Mãe clarividente quando trouxe o nosso canto afirmou que somos a única falange que tem a permissão de falar com Deus.Por isso devemos ser pequenas em humildade e amar incondicionalmente para alcançarmos a condição que nos foi confiada.Oh! Jesus.Nessa bendita hora,Eu quero falar com Deus.Quero sentir todo o meu amor,Eu sou uma pequena ninfa, sou uma tagana,Que desejo servir por todo o universo,Na luz iniciatica do santo evangélio.Venho do mundo verde,Em missão especial de uma nova era,Na esperança de um mundo melhor,E na grandeza de Deus pai todo poderoso,Aqui estarei sempre,Com -0-// em ti Jesus querido,Salve Deus!

13 de jul. de 2012

MEU FILHO JAGUAR


MEU FILHO JAGUAR:
A sublimação do pensamento reflete um estado de espírito de consciência sensível à evolução do espírito. A sublimação no mundo físico - sublimação a nossos olhos - nos dá, realmente, a posição feliz do espírito em paz consigo mesmo.
Sim, o homem sublimado em sua crença tem seguro o seu caminho. Porém, o espírito passa a criar sua própria imagem e, pelo pensamento, começa a sentir-se o imortal, o injustiçado. Então, num mundo de expiação e provas, não podemos assimilar muito entre o que é bom e o que nos faz mal. Meus filhos, somos uma máquina a sermos burilados pelos nossos próprios destinos. Somente o amor nos guia e nos testa a todos os instantes de nossas vidas cármicas. Sofremos o impacto da vida e da morte. Por conseguinte, temos que, acima de tudo, exemplificar nosso comportamento, e, se estamos neste anfiteatro, temos que proporcionar tudo que temos, para que possamos servir sem servirmos como espelho vivo, o que é tão importante para nossa evolução como filhos de Deus Pai Todo Poderoso. Irmanando-nos a Jesus Cristo, Nosso Senhor, emitimos a mais bela harmonia no amor incondicional.
Sê honesto em todos os sentidos: Não se esqueça de que, por mais escondida que seja, sua sombra bem poderá ser vista. Eis porque, meu filho, as dificuldades do homem quando precisa caminhar, mesmo sendo por curtas paragens, pelas sombras. O mesmo acontece ao homem que tenta sublimar, por vaidade religiosa. O que acontece: O seu centro nervoso real se inflama e ele passa para um quadro psíquico, tornando-se uma arma perigosa, decepcionando os que acreditavam em seu estranho comportamento.
Sim, meu filho, aqui na Terra, em seus carreiros, estamos representando os nossos cem anos de existência, o que é o máximo aos olhos de todos os povos deste mundo.
Salve Deus!

COM CARINHO, A MÃE EM CRISTO,

TIA NEIVA
VALE DO AMANHECER, 24 DE MAIO DE 1980.

4 de jul. de 2012

História da Falange Cayçara.


PRINCESA CAYÇARA
História da Falange Cayçara.

Havia, na mata selvagem, um numeroso povo, comandado pela Princesa Cayçara, que vivia perseguido por outras tribos que queriam exterminá-lo. Um dia, Cayçara teve uma visão: uma grande quantidade de guerreiros iriam atacá-los e seriam destruídos. Mandou seu povo para esconderijos na mata e se deixou ficar, sendo aprisionada pelos inimigos. A certeza de que, destruindo-a, não mais se reuniria seu povo, fez com que os guerreiros não procurassem pelos outros, contentando-se em torturar Cayçara até que a mataram, em uma roda de fogo. A tribo de Cayçara, sem sua liderança, se separou e se perdeu. Hoje, nos planos espirituais, a Princesa Cayçara os está reunindo, harmonizando-os no sacerdócio da Doutrina do Amanhecer, constituindo-se numa falange de caçadoras que trabalham junto aos Cavaleiros da Falange de Ypuena. Vão ao Vale das Sombras, penetram em cavernas e, com suas redes magnéticas, resgatam espíritos, com a ajuda de outras missionárias. Como descreveu Koatay 108, as Muruaicys vão à frente, abrindo os portões magnéticos do Vale das Sombras e das cavernas, onde se encontram espíritos que, por sua força e ferocidade, se apresentam deformados pelo ódio, por sua vibração negativa, assumindo tristes formas animalizadas e até mesmo monstruosas. As Muruaicys jogam seus charmes, emitindo lindos mantras que vão iluminando aqueles espíritos e estes, como que hipnotizados, vão deixando os negros abismos e se aproximando dos portões. Junto aos portões, as Madalenas fazem uma espécie de poços de lama etérica, escura e pegajosa, nos quais mergulham, ficando irreconhecíveis, com aspecto semelhante ao daqueles espíritos sem luz. Quando os espíritos sofredores as vêem, tentam agarrá-las, supondo serem da mesma concentração que eles. É o momento em que as Cayçaras lançam suas redes magnéticas, aprisionando-os e, com a proteção dos Cavaleiros de Ypuena, os levam para serem atendidos, sob a força do Cavaleiro da Lança Vermelha, na Estrela Candente, onde recebem o choque da força magnética animal emitida pelos médiuns escaladores e a doutrina - o ectoplasma dos Doutrinadores -, sendo elevados aos planos de acordo com seus merecimentos.

A Primeira Cayçara é a Ninfa Lua Zulmira.

30 de jun. de 2012

ALEDÁ




ALEDÁ
O Aledá é um ponto de concentração e cruzamento de forças, onde o Jaguar manipula as energias de que dispõe, e corresponde a um altar. No Aledá o Jaguar recebe as forças de seu Povo, de seu Ministro, de sua Princesa, de seu Cavaleiro e, se for uma ninfa, de sua Guia Missionária e de sua falange missionária. O Aledá é o ponto de encontro com a Espiritualidade, como se transmitisse, para si e para o seu lar, o poder de uma cassandra (*). Pela sintonia e harmonia, o Jaguar forma o seu Aledá emitindo, nos horários precisos - 12, 15 e 18 horas: “O SENHOR TEM O SEU TEMPLO EM MEU ÍNTIMO! NENHUM PODER É DEMASIADO AO PODER DINÂMICO DO MEU ESPÍRITO! O AMOR E A CHAMA BRANCA DA VIDA RESIDEM EM MIM!”. Aplicando esta chave, recebe toda a energia que merece, projetada pela Amacê da Estrela Candente (*), mantendo-o como um Sétimo do Reino Central. Para o Aledá em seu lar, deve escolher local tranquilo, fora de um dormitório, onde o mestre ou a ninfa possa se concentrar e trabalhar quando necessário. Pela grande concentração de forças que pode alcançar em seu Aledá, o Jaguar pode fazer manipulações de energia em seu próprio benefício ou de irmãos encarnados ou desencarnados, inclusive fluidificar a água. Todavia, o primeiro e principal Aledá deve ser erguido no coração do Jaguar, com amor, humildade e conduta doutrinária (*), para que possa ter condições de manipular eficazmente todo o poderoso feixe de energias que a Espiritualidade coloca a seu dispor, para atender na Lei do Auxílio.
· “Se eu tiver - EU - 7 Raios na Linha de Koatay 108, em minha linha decrescente autorizada, crio, aos poucos, a minha estação, o QUE É MEU, o que cabe, por Deus, aos meus esforços, ao meu amor, ao meu plexo em harmonia. Isto é o meu pequeno ALEDÁ, que servirá aos meus dependentes num mesmo conjunto de forças. Um só Aledá, de pequenas estações, na proporção do meu amor e na harmonia dos três reinos de minha natureza, que é o meu SOL INTERIOR. Na conjunção de um Adjunto, vou também emitindo e edificando a minha estação, o meu Aledá. Por que - podem perguntar - somente um Adjunto consagrado em seu povo decrescente? Porque somente um povo decrescente consagrado em uma força poderá emitir a sua energia no que É SEU! Digo, no posto, na legião originalizada, na amplidão do que é seu, o seu Aledá, o seu Terceiro Sétimo.” (Tia Neiva, 9.10.79)

28 de jun. de 2012

O QUE É SER MEDIUM ?




O Que É Ser Médium

Você se indaga, às vezes, se as sensações que tem sentido são realmente de caráter mediúnico ou apenas estados emocionais ou, ainda, se certos acontecimentos não seriam meras fantasias ou suposições erradas, por ficar impressionado em demasia com tudo o que lhe ocorre.
Porém como saber? Afinal, o que é ser médium?
Usualmente, denomina-se médium aquele em quem a faculdade mediúnica se mostra de forma ostensiva. Entretanto é bom saber que todos os seres humanos têm mediunidade em estado latente, como um princípio, uma semente, que poderá ou não desabrochar no curso da existência terrena.
Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, explica que todos os indivíduos são mais ou menos médiuns, no sentido de que somos influenciáveis pelas sugestões alheias, podendo estas partir de espíritos desencarnados que nos desejam influenciar. Isto se dá através da sintonia mental, de forma espontânea e natural, surgindo na mente do indivíduo como uma idéia, um pressentimento, que são também chamados de “intuição”. Isto pode estar sendo lançado por um espírito desencarnado, e a pessoa aceitará a idéia ou não, dependendo do seu livre arbítrio.
Voltemos ao termo “médium”. É importante saber que esta palavra significa “aquilo que está no meio”. Allan Kardec propôs esta terminologia, inclusive as palavras “Espiritismo”, “espírita”, etc. Para designar coisas novas trazidas pelos Espíritos Superiores à Humanidade.
Assim, médium é o intermediário, aquele que intermedia a comunicação de um espírito com as demais pessoas.
A eclosão da mediunidade não depende de religião, idade, raça ou sexo. Muitas criaturas, não conhecendo nada sobre o assunto, ficam amedrontadas, outras temem as responsabilidades que são inerentes ao exercício mediúnico e recusam-se a conscientizar-se acerca da sua faculdade. Evitam de todas as maneiras qualquer conversa ou situação relacionadas com o tema, mas, se os sinais de mediunidade forem muito evidentes, intensos e freqüentes, essas pessoas ficam sujeitas a alguns problemas mais graves decorrentes das presenças espirituais ao seu lado, as quais captam sem saber como se defender ou precaver-se contra assédios negativos.
Mas, afinal, como saber se sou médium ostensivo? É a pergunta que lhe ocorre.
Existem indícios que caracterizam a presença da mediunidade de forma expressiva. O Espiritismo aclara e orienta todo esse processo, auxiliando o médium principiante e possibilitando o exercício da mediunidade de maneira equilibrada e serena, que lhe confere bem-estar e paz interior.
Alguns dos indícios do desabrochar da mediunidade podem ser relacionadas. São eles:
alterações emocionais súbitas;
acentuada sensibilidade emotiva;
vidências;
necessidade compulsiva e inoportuna de escrever idéias que não lhe são próprias;
calafrios, sensação de formigamento nas mãos e na cabeça;
mal-estar em determinados ambientes ou em presença de certas pessoas;
sensações de enfermidades inexistentes.
Estes sintomas podem surgir de forma associada, com maior ou menor intensidade, prevalecendo um ou outro ou vários, conforme a condição espiritual do indivíduo.
Que fique bem claro que alguns desses sintomas citados podem ocorrer, sem que seja necessariamente um sinal de predisposição mediúnica. Outro ponto que merece ser ressaltado é que mediunidade não é doença. Também não deve ser encarada como um privilégio ou, sob outro aspecto, como uma sobrecarga de responsabilidade de tal teor, que somente uns poucos conseguirão levá-la adiante.
O desabrochar da mediunidade representa para o ser humano um horizonte novo que se abre para ele. É um chamamento, um convite a fim de que se volte para o bem, que desperte para as realidades maiores da vida. É uma responsabilidade sim, mas, sendo vivenciada com seriedade, com amor e disciplina, será sempre fonte de benefícios, em primeiro lugar para o próprio médium.
Às vezes as pessoas têm uma impressão distorcida acerca do Espiritismo pelo que a mídia apresenta, ou seja, pessoas que são médiuns mas que, na verdade, não são espíritas, embora assim se apresentem, e que se utilizam da sua faculdade para aparecerem, para divulgarem suas produções mediúnicas, mas que não têm as características espíritas, cujas orientações são sempre voltadas para fins sérios, altruísticos e renovadores, sem qualquer conotação de rituais ou de lucros materiais.
Se você apresenta as características acima mencionadas, se o que lhe está acontecendo se encaixa nestes pontos relacionados, é provável que a mediunidade lhe esteja sinalizando a busca de uma nova vida, de um caminho novo, espiritualizado, para que você encontre, enfim, o sentido transcendente da vida terrena.

“A mediunidade não veio em minha vida por acaso. É um compromisso que assumi perante a Espiritualidade Maior. É como um convite para reavaliar tudo o que fiz até hoje e recomeçar em bases espiritualizadas e seguras, descobrindo através do intercâmbio com os seres invisíveis um novo caminho para ser feliz.”
 

27 de jun. de 2012

FOTOS ANTIGAS





A PALAVRA DE JESUS!!!




A Palavra de Jesus

Meus irmãos.

Deus nos abençoe.

A palavra do Cristo é a luz acesa para encontrarmos na sombra terrestre, em cada minuto da vida, o ensejo divino de nossa construção espiritual.

Erguendo-a, vemos o milagre do pão que, pela fraternidade, em nós se transforma, na boca faminta, em felicidade para nós mesmos.

Irradiando-a, descobrimos que a tolerância por nós exercida se converte nos semelhantes em simpatia em nosso favor.

Distribuindo-a, observamos que o consolo e a esperança, o carinho e a bondade, veiculados por nossas atitudes e por nossas mãos, no socorro aos companheiros mais ignorantes e mais fracos, neles se revelam por bênçãos de alegria, felicitando-nos a estrada.

Geme a Terra, sob o pedregulho imenso que lhe atapeta os caminhos...

Sofre o homem sob o fardo das provações que lhe aguilhoam a experiência.

E assim como a fonte nasce para estender-se, desce o dom inefável de Jesus sobre nós para crescer e multiplicar-se.

Levantemos, cada hora, essa luz sublime para reerguer os que caem, fortalecer os que vacilam, reconfortar s que choram e auxiliar os que padecem.

O mundo está repleto de braços que agridem e de vozes que amaldiçoam.

Seja a nossa presença junto dos outros algo do Senhor inspirando alegria e segurança.

Não nos esqueçamos de que o tempo é um empréstimo sagrado e quem se refere a tempo diz oportunidade de ajudar para ser ajudado, de suportar para ser suportado, de balsamizar as feridas alheias para que as nossas feridas encontrem remédio e sacrificarmo-nos pela vitória do bem, para que o bem nos conduza à definitiva libertação.

Nós que tantas vezes temos abusado das horas para impor, aos que nos seguem, o Reino do Senhor, à força de reprovações e advertências, saibamos edificá-lo em nós próprios, no silêncio do trabalho e da renúncia, da humildade e do amor.

Meus irmãos, no seio de todos os valores relativos e instáveis da existência humana, só uma certeza prevalece – a certeza da morte, que restitui às nossas almas os bens ou os males que semeamos nas almas dos outros.

Assim, pois, caminhemos com Jesus, aprendendo a amar sempre, repetindo com Ele, em nossas proveitosas dificuldades de cada dia: - Pai Nosso, seja feita a vossa vontade, assim na Terra como nos Céus. Meimei
 

PACIENCIA


PACIÊNCIA

O seu maior defeito, meus filhos, é que não encontram,
em si mesmos, os seus defeitos".
Entenda, meu filho, que não há porque contentar-se com
... os frutos verdes. Cultive o dom da paciência e da
tolerância e poderá desfruta-los maduros e saborosos.
É preciso aprender a controlar-se. Dominar o ímpeto de
guerreiro espartano e trazer a verdadeira herança de
Esparta: A disciplina e a espiritualização de Pitya e Koatay
108.
Pai João de Enoque

MINHAS FILHAS...


Guia Missionária
Minha Filha.

Salve Deus!

Não serás mais como uma nuvem que se vive a vaguear no caminho do vento do mundo.

Porque quis a vontade de Deus te agraciar com esta rica Guia Missionária companheira da última hora, vinda de mundos afins da luz e do amor, com a missão nesta jornada de avaliar contigo, nos carreiros terrestres, e aliviar os teus tristes destinos cármicos. Porque, filha, os cristãos apontam os anjos, os cientistas engrandecem a Terra. A Doutrina junta os dois e forma a luz para a nova era. Contigo ela caminhará, se tiveres a fé do teu amor. E não terás também crepúsculo. Jesus, que é testemunha dos meus olhos, responderá por mim, na luz de nosso pai, que é o Simiromba de Deus.

A Mãe em Cristo.

Tia Neiva. (sem data)

20 de jun. de 2012

TIA NEIVA (A MISSIONARIA)



NEIVA CHAVES ZELAYA (Tia Neiva)
Com a aproximação do Terceiro Milênio, surgiu a necessidade de mais uma vez ser feita a integração das raízes capelinas neste planeta.
Um espírito foi preparado, na Espiritualidade Maior, para trazer à Terra a Doutrina de Pai Seta Branca, após experiência de muitos milênios, portando a força dos Equitumans, a ciência dos Tumuchy e tendo como principal missão a reunião dos Jaguares e a criação da figura inovadora do Doutrinador, manipulando as forças projetadas pela Corrente Indiana do Espaço e pelas Correntes Brancas do Oriente Maior.
Tendo reencarnado em diversas épocas com papéis preponderantes em suas épocas, como, por exemplo, Pytia, Cleópatra e  Natasha, esse espírito conhecido no mundo espiritual como Koatay 108, portador de 108 mantras de forças, seria, durante esta missão de implantação da Doutrina do Amanhecer na Terra, conhecido como Tia Neiva. Nesta jornada, seria ainda homenageada pela Espiritualidade Maior com o título Agla (*).
Reencarna no sertão brasileiro, em Propriá, Sergipe, como uma menina que se chamou Neiva, nascida a 30 de outubro de 1925 e que desencarnou em Brasília, DF, no dia 15 de novembro de 1985, já tendo cumprido sua jornada em meio a muitas dificuldades e grandes realizações.
Em 1949, com 22 anos e quatro filhos, Neiva ficou viúva e teve que buscar seu sustento. Começou sua vida profissional em Ceres, onde montou o Foto Neiva, tirando retratos e vendendo material fotográfico, mas teve que desistir, por recomendação médica. Com sua forte personalidade, ela não se deixou abater. Comprou um caminhão e tirou habilitação profissional, a primeira concedida a uma mulher no Brasil, e começou a transportar cargas por todo o país.
Sempre em lutas e preocupações permanentes – os pais, que não aceitavam aquela estranha profissão para uma mulher; os sogros argentinos, que queriam a guarda dos dois seus filhos meninos; os estudos das crianças, etc. – Neiva saiu de Ceres e fez verdadeira peregrinação por outros lugares: Uberlândia (MG), Barretos (SP), Paranavaí (PR) e Itumbiara (GO).
Em 1957, fixou-se em Goiânia (GO), e passou a dirigir ônibus, porém mantendo seus caminhões em serviço. Nesse mesmo ano, com a oportunidade da construção da nova capital – Brasília -, Neiva mudou-se com a família para o Núcleo Bandeirante, ponto inicial das obras da nova cidade, trabalhando com  caminhões na NOVACAP.
Estava com 32 anos quando sua mediunidade se abriu, revelando-se sua clarividência. Durante mais um tempo, Neiva via e ouvia os espíritos e podia prever o futuro e revelar o passado das pessoas, o que a deixava desesperada por ter tido uma formação familiar rigorosamente católica.
Sua trajetória, então, passou por penosa adaptação para aceitação de sua missão.
O potencial de Tia Neiva não pode ser resumido na clarividência, pois ela foi dotada de mediunidade universal, isto é, possuía todos os tipos de mediunidade, qualidade peculiar de um ser Iluminado, pois, segundo a Lei dos Grandes Iniciados, somente um Iluminado pode iniciar alguém.
Essa condição permitiu que, dentro de modesta e simples condições, Tia Neiva vivesse e agisse, simultaneamente, em vários planos existenciais com plena consciência em cada um desses planos, visualizando o passado ou o futuro, traduzindo suas visões em termos coerentes e racionais.
Podia ver e conversar com seres de outras dimensões e de planos inferiores ou superiores, realizava transportes e desdobramentos, o que permitiu que fizesse um curso no Tibete, com o Mestre Humarram, sem que seu corpo físico de deslocasse do Vale do Amanhecer.
Em 1958 deixou o Núcleo Bandeirante, onde começara sua missão espiritualista, e junto com seus filhos Gilberto, Carmem Lúcia, Vera Lúcia e Raul, e mais cinco famílias espíritas, fundou, em 8 de novembro de 1959, a União Espiritualista Seta Branca - UESB, na Serra do Ouro, próximo a Alexânia, Goiás, dando início à missão que recebera de Pai Seta Branca. Em um rústico templo iniciático, pacientes eram atendidos pelos médiuns que ali residiam, em construções de madeira e palha. Tia Neiva mantinha ali, também, um hospital e um orfanato com cerca de oitenta crianças. Plantavam, faziam farinha para vender, pegavam fretes, e tudo era válido para ajudar na manutenção do grupo.
Em 9 de novembro de 1959, Tia Neiva ingressou na Alta Magia de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em 1964 mudou-se para Taguatinga, onde funcionou a Ordem Espiritualista Cristã, e sendo Tia Neiva mais uma vez internada por causa da tuberculose.
Após trabalhosa busca para encontrar o local certo para se fixar, Tia Neiva e seu grupo chegaram a Planaltina, DF, em 9 de novembro de 1969, onde fundou o atual Vale do Amanhecer.
Pela Doutrina, Tia Neiva implantou a importante conduta doutrinária em seus médiuns, capacitando-os ao atendimento sob a ação das forças iniciáticas, sem precisar da manifestação dos pacientes, que não precisam revelar quem são, o que fazem ou de onde vêm.
Vivificando o Evangelho de Jesus, simples e humana, foi Tia Neiva uma grande mãe para todos nós, sempre nos tratando com amor e carinho, compreensão e tolerância, suavemente nos impondo o respeito e a obediência a ela devidos como líder de uma Corrente cuja grandeza e limites não podemos alcançar.
Sua vida, suas dificuldades, seu sofrimento, sua Doutrina, de tudo consta uma grande parte nos diversos trabalhos editados pelas Obras Sociais da Ordem Espiritualista Cristã, atual entidade que administra o Vale do Amanhecer - “Sob os Olhos da Clarividente”, “2000 - A Conjunção de Dois Planos” e “Minha Vida, Meus Amores”.
Na Doutrina do Amanhecer, sabemos que somos espíritos imortais, dotados de livre arbítrio e da consciência de nossas missões, trazendo em nosso espírito as marcas das vivências em diversos mundos, em diferentes épocas, buscando o nosso desenvolvimento para que melhor possamos manipular as forças que nos competem, agindo na Lei do Auxílio em benefício de nossos irmãos encarnados e desencarnados, aliviando nosso carma pela Lei de Causa e Efeito, procurando a afinidade com nossos irmãos evoluídos e a harmonia com os Espíritos de Luz, através da busca do conhecimento e aprimoramento de nossa conduta doutrinária.
E tudo isso devemos à nossa Mãe Clarividente, Tia Neiva, Koatay 108, que representa, para nós, aquele ESPÍRITO DA VERDADE, porque nos trouxe uma nova esperança, através desta Doutrina que nos libertou de dogmas religiosos e superstições, fazendo, em nossas mentes, a substituição de velhos ensinamentos, que exigiam a fé cega e desprezavam a razão, por noções simples e claras, com bases científicas, com idéias diretas e profundas que nos permitem entender o Universo que nos cerca, buscando o precioso veio da verdade nas diferentes correntes, religiões, seitas e filosofias, onde podemos buscar as grandes linhas trazidas de Capela, nos harmonizando e conciliando a Fé e a Ciência que nos impulsam para a Nova Era.
Tia Neiva era portadora de 108 mantras, forças de origem extra-cósmica, que implantou nos trabalhos do Amanhecer. 108 é um número cabalístico. Temos, no budismo, 108 imperfeições humanas; são, no hinduísmo, 108 os nomes do deus Krishna; na China, a astrologia nomeia 108 estrelas sagradas. Quando da energização da Estrela Candente, no Vale, Tia Neiva preparou 108 portais de desintegração, um em cada esquife, para as passagens dos espíritos trabalhados no ritual.

29 de abr. de 2012

MENSAGEM DE PAI JOÃO DE ENOQUE



""O TEMPO QUE DISPÕES PARA DISTRIBUIR A DISCORDIA 
E AS COVERSAS DE DESIQUILIBRIOS 
É O MESMO QUE GASTAS PARA DISTRIBUIR 
O AMOR INCONDICIONAL DE JESUS.
NÃO VOS PREPAREI PARA OUTRA VEZ SE PERDEREM 
NOS MESMOS CAMINHOS DE OUTRORA,
DIRECIONE OS VOSSOS CORAÇÕES 
PARA A CONCORDIA SEJA EM QUALQUER SITUAÇÃO,
POIS OS VOSSOS OLHOS DESCONHECEM 
A VERDADE DO MUNDO ESPIRITUAL 
PELA FALTA DE VOSSAS CONDUTAS"
(PAI JOÃO DE ENOQUE)

ATRAVÉS DO MESTRE LUIZ ANTONIO,
ADJUNTO POARO KOATAY 108 
VANCARES RAIO AJANÃ RAMA 2000

28 de abr. de 2012

VALE DO AMANHECER DF EM FOCO


Brasília mística é palco para o desenvolvimento do espiritualismo

Escrito por Mariana Veil
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Maryna Lacerda
Vale-do-Amanhecer-Maryna_tratadas
A Doutrina do Amanhecer foi trazida por Tia Neiva. Neiva Chaves Zelaya foi criada numa família tradicionalmente católica. Por causa disso, teve dificuldades para compreender a manifestação de sua mediunidade. Ela era clarividente, ou seja, tinha a capacidade de visualizar  ao mesmo tempo o que cada pessoa significava em diversos planos espirituais.
Durante sua peregrinação por templos católicos, kardecista e também por médicos psiquiatras, ela encontrou uma senhora, a Mãe Neném, grande conhecedora do espiritismo que a ajudou a compreender mais sua mediunidade. Juntas, fundaram em Alexânia, Goiás, a União Espiritualista Seta Branca, a UESB.
A Doutrina foi trazida através da projeção na clarividente do espírito de Francisco de Assis, que em outras vivências também se mostrava como o “Pai Seta Branca”. Este é o  representante máximo desta doutrina.
O número de adeptos à doutrina crescia constantemente. Tia Neiva recebeu orientações espirituais para que transferisse a UESB para uma área rural. Esta é a região onde o Vale do Amanhecer está localizado hoje.
Questões Místicas e Estruturais
Maryna Lacerda
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Pai Seta Branca: entidade máxima da Doutrina e o guia espiritual de Tia Neiva, a fundadora do Vale
A aparição do Vale do Amanhecer no contexto de criação da Nova Capital esteve ligada ao pensamento dos visionários, dos místicos e dos aventureiros que falavam da divinização da região do Planalto Central. A profética Brasília de Dom Bosco se vê inserida no principal da aura mística da região. A partir de novembro de 1959, este local acolheu esta dinâmica social e permitiu o manifesto desta Doutrina.
O Vale do Amanhecer fica em uma área denominada Serra do Ouro, localizada na rodovia que liga Brasília a Anápolis. Fica a seis quilômetros da região administrativa Planaltina-DF. É o templo matriz, chamado Templo Mãe. Somente nesta região que ocorre o trabalho ritualístico da Estrela Candente, um dos mais importantes da Doutrina. Atualmente, são 623 templos pelo Brasil e pelo mundo.
A política de sustento da região não se baseia em cobrar pelos atendimentos espirituais oferecidos. Eles cuidam do Vale através de doações, de almoços beneficentes e pela presença de lanchonetes, lojas de lembranças e artigos do Vale para os visitantes.
A região do Vale sentiu impactos fortes do crescimento populacional no DF. Os últimos dados oficiais são de 2005 e estimavam 22 mil pessoas morando na região. Os dados são da antiga Subadministração Regional do Vale do Amanhecer, que foi retirada da região por um decreto do ex-governador, José Roberto Arruda, “sem muita explicação do porque”, segundo moradores. Hoje em dia, estima-se mais de 25 mil moradores.

A infra-estrutura urbana do Vale conta com água encanada, rede de águas pluviais, linhas de ônibus regulares, etc. Apesar de grandes melhorias com o passar do anos, ainda é pouco para suprir as necessidades da região. Há um problema grave: os moradores da região não possuem escritura de suas casas. Além disso, a população sentem a necessidade de um reforço no policiamento, falta um Centro Educacional e há carências no setor de saúde.
Rituais e símbolos
A quantidade de símbolos e ritos fazem parte da rotina do Vale. A mística da região está totalmente ligada a seres espirituais. Pessoas do Brasil inteiro vem para participar de rituais na matriz.
Maryna Lacerda
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Na Entrada do Templo Mãe, os símbolos do Sol e da Lua são destaques
Segundo Natasha Zelaya e Milzara Menezes, bisneta e neta da Tia Neiva, respectivamente, explicam uma pouco da Doutrina. “As pessoas acham que o espiritismo de afasta de Deus e de Jesus, mas o Vale é totalmente ligado a Deus e  Jesus”. Além disso, falam da busca pela simplicidade nos ritos e no dia-a-dia para que as pessoas possam se igualar e se doar totalmente. “A gente acredita muito na força do pensamento. Se você estiver com uma roupa melhor que da outra pessoa, você pode se sentir inferior, e você acabará vibrando negativamente nela”, fala Milzara.
O foco do Vale do Amanhecer é a ajuda ao próximo, e não a ajuda própria. “A intenção é se doar para os outros, você acaba ganhando com isso”. Os trabalhos ritualísticos são voltados para as energias do mundo. Natasha cita um exemplo recente. “Quando surgiu a nova bactéria, fizemos uma estrela especial. Uma entidade lá no templo pediu para que fizéssemos isso, pois estava uma energia muito pesada em função da nova doença”.

As pessoas que participam da Doutrina tem apenas três restrições. Não pode consumir bebidas alcoólicas, drogas e não pode cruzar corrente. Cruzar corrente significa participar efetivamente de outros rituais de outras religiões. São apenas recomendações, pois não há controle sobre isso. As pessoas tem livre arbítrio, mas são recomendações importantes pois o médium está em constante preparação do seu plexo, que é a região abdominal superior na qual estão concentradas as energias, para ajudar o próximo. A mistura de energias ao participar de outras religiões e utilização de álcool e drogas pode desviar do caminho.
Maryna Lacerda
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Cerimônia de formação da Estrela Candente: o corpo mediúnico celebra três consagrações por dia 
Novos visitantes não entendem o porque de tantas roupas, e estas tão diferentes. A roupagem é uma representação de suas vidas passadas. As falanges são os povos as quais as pessoas pertenceram em outras vidas, e quando há a determinação das falanges, tem toda uma história dos antepassados. “Ela via todas essas roupas necessárias para o trabalho, com muitas cores e acessórios. Ter essa roupagem já vista nos planos espirituais era importante para que todos se igualassem e agissem em prol do próximo sem interferências físicas”, afirma Natasha.
Como a simbologia é muito presente a Doutrina, o Sol e a Lua são símbolos que aparecem em vários lugares do Vale. Eles representam as mediunidades: o Apará, Mestres Lua ou Ninfas Lua, e o Doutrinador, Mestre Sol ou Ninfas Sol. Se alguém quiser participar da Doutrina, deve passar pelo primeiro passo do desenvolvimento doutrinário, que é o teste mediúnico. As mediunidades são intrínsecas, é algo que já vem com a pessoa.
O Apará é um médium de incorporação, ele tem a capacidade de receber as entidades. Tem vários tipos de incorporação. Depois de uma maior compreensão da Doutrina, Tia Neiva adquiriu um maior domínio da técnica e a intercomunicação com os seres espirituais foi feita por meio de um “transporte” semi-consciente. A Doutrina defende as técnicas de incorporação semi-conscientes, ou seja, recebem somente a projeção de um espírito para poder dar uma mensagem ou algo assim. A projeção é para proteger o médium, para que tudo esteja sob controle.
Os Doutrinadores são médiuns que dão aulas de desenvolvimento dos médiuns e os ajudam a exercer o comando nos trabalhos espirituais. Durante os trabalhos de incorporação, o controle também é feito pelo Doutrinador, que fica ao lado do apará para que não ocorra interferências de espíritos com más intenções. Um dos fatores que influencia a grande importância mística do Templo Mãe é o único local que tem a Estrela Candente.
Os rituais da Estrela Candente são chamados de Escaladas. As pessoas que desejam participar tem que se dispor o dia inteiro para os trabalhos da Estrela. São 3 consagrações ao longo do dia (12h20, 14h45 e 18h30). Os horários de início dos trabalhos são muito importantes, pois “são os horários que a energia está mais forte”. São ritos que captam energias para um trabalho desobsessivo, ou seja, para ajudar espíritos que não tiveram aceitação do desencarne a seguir em frente. “Eles passam por aqui e o doutrinador tenta mostrar para eles coisas boas, um caminho de amor, falar uma palavra de amor, queàs vezes é só o que está precisando para eles seguirem o caminho”, fala Milzara.
Maryna Lacerda
Vale-do-Amanhecer-Maryna_tratadas-4
Vale do Amanhecer seria exatamente o local em que Dom Bosco previu a "terra em que jorraria leite e mel"
Patrimônio Cultural
No dia 27 de novembro de 2010, foi o lançamento do livro “Vale do Amanhecer – Inventário Nacional de Referências Culturais. Lançado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Ministério da Cultura) e com ajuda de uma equipe de pesquisadores, incluindo entrevistas com médiuns, para reunir uma grande quantidade de informações.
O livro é o primeiro passo para se obter o registro de Patrimônio Imaterial Nacional. Isto significa que a comunidade ao redor reconhece as práticas, representações e expressões do Vale como um lugar diferenciado, que é de grande expressividade no aspecto religioso-cultural brasileiro.
O processo de análise dos documentos e a divulgação do resultado se o Vale será ou não incluído como patrimônio pode demorar um pouco. Porém, a contribuição de Tia Neiva e a grande relevância do Vale do Amanhecer já é reconhecida. Segundo Carmen Lúcia Zelaya, filha de Tia Neiva, tudo o que aconteceu teve um propósito. “A mudança para este local foi toda ligada ao plano espiritual. Voltamos a Brasília, pois este local é sagrado. Nada é por acaso, nós sentimos as energias desse local, está tudo ligado a espiritualidade”.