17 de abr. de 2012

PRECE DOS MEDIUNS



Prece dos médiuns (Mãe Yara - uesb)

Senhor Jesus! prostro-me aos teus pés!

Venho te pedir o alimento de minha alma, 

que só tu podes me dar!...

Da-me, senhor, o que comer,

alimentando-me de teus banquetes e dos teus manjares...

Prometo, senhor: o que me deres, dividirei com meus irmãos...

O mesmo manjar... o mesmo pão...

Senhor! o rebanho que tu e Seta Branca, 

tão digno mensageiro, entregastes,

é o mais feliz rebanho, que tudo recebe da tua lei e do teu imenso amor!

Ao sentir-me junto a ti, sinto ânsia de chorar ao lembrar-me dos meus irmãos,

longe da luz do teu sublime olhar...

Por todos os séculos, Jesus, queremos te adorar!

Salve Deus!

Tia Neiva.

15 de abr. de 2012

CARTA DE TIA NEIVA AO ADJ YURICY




CARTA DE TIA NEIVA SOBRE O ADJ. YURICY MESTRE EDELVES
SALVE DEUS!
MINHA FILHA E MINHA NINFA JAGUAR, ADJUNTO YURICY, KOATAY-108; HERDEIRO TRIADA HARPASIUS, 7° RAIO ADJURAÇÃO ARCANOS RAMA 2.000, MESTRE EDELVES.
O Adjunto Yuricy Koatay-108, MESTRE EDELVES, é na contagem hierárquica igual e se posiciona junto aos outros Adjuntos Koatay-108, Arcanos, Rama 2.000, nos seus direitos e deveres, pois fizeram o mesmo juramento e têm a mesma Lei.
A ninfa Adjuração Mestre EDELVES, representa o Ministro YURICY, a força, o amor e a ternura, É um Adjunto Maior, que pode e deve agir por si, na individualidade, de acordo com a Lei do Adjunto Koatay-108 ARCANOS Rama 2.0OO. É uma mestre ligada aos grandes desenvolvimentos.
A Ninfa Adjuração Mestre EDELVES, Adjunto Yuricy, não depende da Falange das Yuricys, estas sim, é que dependem e devem estar harmonizadas com seu Adjunto Yuricy.
A Ninfa Adjuração Mestre EDELVES, não terá 7°S Raios. Mestre EDELVES é um Adjunto Maior, e concentra em si todo o potencial de forças, energias e heranças transcendentais de um Adjunto de Povo. Ela é o Adjunto; e tem todo um acervo de conhecimento, conduta e amor.
O Adjunto Yuricy, Mestre EDELVES, terá suas Regentes, as quais deverão estar sempre em sintonia com seu Adjunto. Na ausência de Mestre EDELVES, elas representam o Adjunto, e assim, todos os Rituais e Sandays serão sempre realizados com precisão e em perfeita ordem e Lei.
O mesmo acontece com as Ninfas Adjuração Missionárias Yuricys, que serão designadas pelo próprio Adjunto YURICY, isto no que se refere aos Rituais e Sandays.
As Ninfas Luas Missionárias YURICYS, têm por missão especial representar KOATAY-108 nos Rituais e podem participar da corte.
A Falange dos Príncipes Maias, têm o seu Adjunto de origem, mas são Missionários do Adjunto Yuricy e têm o dever de estarem harmonizados com o Adjunto Yuricy, Mestre EDELVES, e seguirem suas escalas de trabalho.
Lembrem-se sempre que a Yuricy, Mestre EDELVES é um Adjunto Koatay-108, ARCANOS Rama 2.000 e com todo o seu potencial de energias e forças Doutrinárias, e com seu amor tem todo um acervo de dedicação e capacidade para coordenar e comandar as Falanges Missionárias YURICYS, que lhe foram confiadas por Pai Seta Branca.
Além das obrigações e deveres de um ADJUNTO KOATAY-108 HERDEIRO TRIADA HARPASIUS, 7° RAIO ADJURAÇÃO, ARCANOS RAMA 2.000, contidos na Lei, o Adjunto Yuricy tem as seguintes atribuições:
Grandes desenvolvimentos
Designar Mediunidade
Responsável pelo Oráculo de SIMIROMBA
Deve estar presente nos Rituais do Oráculo, ou colocar uma representante
Verificar se tudo está em ordem
Estar atenta para que haja a manutenção do Ritual nos dias e horários prescritos pela Lei
Deixar o Comandante realizar o Trabalho naturalmente (informá-lo sobre o Ritual, se este solicitar )
Estar presente ou sua representante em todos os Rituais e Sandays que exigirem Yuricys
Fazer a cultura das Ninfas Missionárias para serem JANDAS, as quais estiverem preparadas para todos rituais e invocações
Por enquanto estou designando as Ninfas Yuricys, Julia Dorneles e Rosa, para serem Jandas.
Lembremo-nos sempre que estamos a remover séculos em busca das Raízes que deixamos. E abraçamos o que deixaram os nossos antepassados nos altos planos dos céus, eis a única forma de favorecermos a paz em nossos corações.
Todos juntos, formamos uma grande força, formamos um CONTINENTE. Todos com suas atribuições e deveres, assumimos por amor esta singular Missão, e é impregnados do mais puro amor incondicional que cada um deve respeitar a individualidade uns dos outros, uma vez que Lei é Lei e ela existe para todos.
Somos Jaguares do 3° Milênio, meus filhos, e o que transmito a vocês eu recebo de Deus, do Pai Seta Branca, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.
O ADJUNTO KOATAY-108, HERDEIRO TRIADA HARPASIUS, 7° RAIO ADJURAÇÃO, ARCANOS RAMA 2.000, tem maiores poderes e de seu plexo saem focos luminosos de luz curadora e desobsessiva.
Dependendo de sua mente, sintonia, conduta e amor, humildade e tolerância, poderá emitir sua Força-Luz por todo esse Universo em Cristo Jesus. Realizarão curas, darão paz aos desesperados, apenas à sua passagem.
Somente o AMOR e a HUMILDADE, torna o homem Iluminado, este é o verdadeiro Mago do Evangelho; este é o meu verdadeiro Filho; este é o meu ADJUNTO KOATAY-108, HERDEIRO TRIADA HARPASIUS, 7° RAIO ADJURAÇÃO ARCANOS RAMA 2.000. Cumpra, Filha, com amor o teu Sacerdócio, a tua Missão em Cristo Jesus.
Filha Querida, MESTRE EDELVES, minha intenção era de fazer uma cartinha, mas eu precisava lhe dizer que eu fiz o DOUTRINADOR.
Tantos anos de amor, dedicação exclusiva o trabalho constante para ter formado e contemplar com felicidade o CONTINENTE.
Sou muito feliz mesmo, e me sento realizada quando vejo Tudo 0 que tenho e que Tudo dei a vocês com todo o meu Amor.
Sim, eu queria lhe dizer que o Pai Seta Branca, nunca gostou nem quis que eu Doutrinasse ou comandasse. E você Filha Querida, não pode imaginar o que sinto quando te vejo realizando tudo isso em favor e pelo amor de nosso Pai Seta Branca em Cristo Jesus.
Minha Ninfa Doutrinadora, e mais, ADJUNTO KOATAY-108, HERDEIRO TRIADA HARPASIUS, 7° RAIO ADJURAÇÃO, ARCANOS RAMA 2.000.
Eu quis lhe mostrar, Filha, o quanto você me torna feliz e realizada. Eu sou sua Mãe Clarividente e a amo de modo especial.
Com o amor da mãe em Cristo Jesus,
Tia Neiva
Vale do Amanhecer, 08 de outubro de 1985.

13 de abr. de 2012

FALANDO SOZINHA, P/TIA NEIVA




Minhas prosas, meus conflitos.

Falando sozinha.


Salve Deus!


Ficava calada, quando me perguntavam p’ra onde eu ia, ouvindo os espraguejamentos daqueles que outrora me amavam, sentia imensa a perda que estava havendo. Porém, chorar, chorar, somente é o que me vinha; quando todos me acusavam de fanática, ignorando o meu drama. E, eu sem nada poder dizer. De Deus não foi dado ao homem criar, foi dado apenas crescer. E, sozinha, me ponho a rimar, para que novas luzes venham a surgir e sempre pensando:Por que tantos conflitos? Por que tantas divergências; se tudo já esta escrito? Se sabemos que só o amor nos dá força e equilíbrio. Amando, minha alma irá longe, muito alem do infinito, sem véu, sem grinalda e sem tempo; longe dos mundos aflitos. Viajei, muito viajei para os meus amores voltar, caminhando, sempre caminhando, novas ilusões, novos destinos. Porém, tudo sem criar aumentei com amor. Por fim, um lindo rosário de salmos, foi tudo que formei. Os meus amores voltaram, ao meu caminho retornei.

Salve Deus!

Com carinho, a Mãe em Cristo.

Tia Neiva.

“Sabe filho, onde poderás viver sem medo e com a mente erguida, na doutrina, onde o saber é livre”. –

Tia Neiva. Vale do Amanhecer, 25-0678.

PENSAMENTO DE UM MISSIONARIO.

Uma frase de Tia Neiva resume a necessidade da conduta doutrinária: “O Mestre que não conhece as Leis do Amanhecer não se cura e tão pouco cura coisa alguma!” Quem não tem conduta doutrinária, não conhece as Leis de nossa Doutrina ou, conhecendo, nelas não acredita ou, acreditando, mesmo assim não tem forças para dominar-se, agindo de modo errado perante estas Leis. Aqueles que procuram todo tipo de justificativas para seus atos devem lembrar-se de outra frase de Tia Neiva: ‘Ao Iniciado de Nosso Senhor Jesus Cristo não é admissível dizer que cometeu desatinos levado por correntes negativas!’

É claro que a Espiritualidade nos compreende, entende nossas fraquezas, procura nos auxiliar na medida do possível. O mundo espiritual está acima da moral transitória e, muitas vezes, hipócrita da sociedade. A maior moral reside no ensinamento de Jesus: “Não faça aos outros aquilo que você não quer que os outros lhe façam! ”. Se seguíssemos este ensinamento não nos envolveríamos em maledicências, ciúmes, invejas, ódios. Se seguíssemos este ensinamento não decepcionaríamos aqueles que acreditam em nós, não agiríamos de modo a denegrir a nossa Doutrina através de nossos atos. Assassino não é só aquele que tira a vida física, mas também aquele que mata as ilusões, as crenças e esperanças de outro ser humano.

A verdadeira conduta doutrinária não é fácil, como não é fácil nada nesta vida. Buscar esta conduta é evoluir, é crescer espiritualmente de modo singelo, sem procurar ser santo, buscando sim, ser honesto consigo mesmo, lembrando sempre da frase de Tia Neiva: “O homem que tenta sublimar, por vaidade religiosa, o seu centro nervoso real se inflama e ele passa para um quadro psíquico, tornando-se uma arma perigosa, decepcionando os que acreditavam em seu estranho comportamento”.

A boa vontade é uma arma valiosa neste aprendizado. A boa vontade em aprender, a boa vontade em reconhecer que nada somos e que cada um tem muito a ensinar aos outros e que só aprendendo poderemos chegar ao nosso objetivo final.



POR FARLLEY SCHMUT                  

8 de abr. de 2012

CABOCLO PENA BRANCA



PEQUENA HISTORIA DO CABOCLO PENA BRANCA

Pena Branca nasceu em aproximadamente 1425, na região central do Brasil, hoje, entre Brasília e Goiás, onde seu pai era o Cacique da tribo. Era o filho mais velho de seus pais e desde cedo se mostrou com um diferencial entre os outros índios da mesma tribo, era de uma extraordinária inteligência. Na época não havia o costume de fazer intercâmbios e trocas de alimentos entre tribos, apenas algumas tribos faziam isto, pois havia uma cultura de subsistência, mas o Cacique Pena Branca foi um dos primeiros a incentivar a melhora de condições das tribos, e por isso assumiu a tarefa de fazer intercâmbios com outras tribos, entre elas a Jê ou Tapuia e Nuaruaque ou Caríba.
Quando fazia uma de suas peregrinações ele conheceu na região do nordeste brasileiro (hoje Bahia), uma índia Tupinambá que viria a ser a sua mulher, chamava-se “Flor da Manhã” a qual foi sempre o seu apoio. Como Cacique Tupinambá, foi respeitado pela sua tribo de tupis, assim como por todas as outras tribos e principalmente a maior rival, os Caramurus, que após a chegada dos portugueses se uniram aos Tupinambás, nascendo então outra nação indígena, a nação Caramurú-Tupinambá, na qual Pena Branca passou a ser o Cacique Geral, apesar disso, continuou seu trabalho de itinerante por todo o Brasil na tentativa de fortalecer e unir a cultura indígena.
Certo dia Pena Branca estava em cima do Monte Pascoal no sul da Bahia, e foi o primeiro a avistar a chegada dos portugueses nas suas naus, com grandes cruzes vermelhas no leme. Esteve presente na primeira missa realizada no Brasil pelos Jesuítas, na figura de Frei Henrique de Coimbra. Desde então procurou ser o porta-voz entre índios e os portugueses, sendo precavido pela desconfiança das intenções daqueles homens brancos que ofereciam objetos, como espelhos e pentes, para agradá-los. Aprendeu rapidamente o português e a cultura cristã com os jesuítas.
Teve grande contato com os corsários franceses que conseguiram penetrar (sem o conhecimento dos portugueses) na costa brasileira – muito antes das grandes invasões de 1555 – aprendeu também a falar o francês. Os escambos, comércio de pau-brasil entre índios e portugueses, eram vistos com reservas por Pena Branca, pois ali começaram as épocas de escravidão indígena e a intenção de Pena Branca sempre foi a de progredir culturalmente com a chegada desses novos povos, aos quais ele chamava de amigos.
O Cacique Pena Branca faleceu no ano de 1529, com 104 anos de idade, deixando grande saudade a todos os índios do Brasil, sendo reconhecido na espiritualidade como servidor na assistência aos índios brasileiros, junto com outros grandes espíritos, como o Cacique Cobra Coral e Cacique Tupinambá. Apesar de não ter conhecido o Padre José de Anchieta em vida, já que este chegou ao Brasil em meados de 1554, Pena Branca foi um dos espíritos que ajudou este abnegado jesuíta no seu desligamento desencarnatório e por isso Padre José de Anchieta trabalha atualmente em conjunto com Mestre Pena Branca.

2 de abr. de 2012

01 DE MAIO DE 1982






Dia do Doutrinador
Primeiro de Maio de 1982.


Salve Deus!


Jesus Divino e Amado Mestre, nesta bendita hora, eu estou mais uma vez a teus pés, sentido a grandeza do poder Iniciático que me envolve e que me fez esperança de mundos melhores, a estes que brilham como Espadas Vivas e Resplandecentes por todo este Universo Físico!
Sinto ao mesmo tempo a paz interior dos que buscam e encontraram e aqui estamos com grande acervo do que buscamos essa Doutrina intensa que tudo oferece e nada pede de volta. Vinte e três anos de amor intenso, de amor incondicional! Vinte e três anos de dedicação! Vinte e três anos sob a luz dos teus olhos, Jesus, sempre na certeza de que nunca foi preciso afastar os teus olhos de mim, nesta minha jornada!
Salve Deus! Nesse momento as forças se deslocam em meu favor, nesta data tão importante para mim. Hoje, vinte e três anos de puro amor e dedicação por que me fez eterna missionária, o Doutrinador! Vinte e três anos levando sempre com um sorriso esse sacerdócio, essa missão de Mãe em Cristo, neste mundo de expiação e prova!
Meu Pai Seta Branca, O Simiromba de Deus, quando a vinte e três anos me entregou seu cajado, mostrando-me os valores e as portas estreitas por onde devem atravessar. Atravessei, penetrei nos grandes vales e atravessei também sem mácula, sem arrependimento e também sem pretensão de ser o que sou. Em toda minha Clarividência não registrei o meu futuro nesta página Bíblica, minha e do meu Pai que vive no Céu, dos mundos espirituais e que me ensina somente o amor, o amor incondicional.
Vinte e três anos me lembram quando ainda moça, nos meus trinta anos de vida na terra, anunciamos no dia de hoje, a chegada do Doutrinador! O mundo não conhecia o grande missionário, o Doutrinador! O homem, a mediunidade! O homem com a mente científica, de olhos abertos em sua silenciosa manifestação, emite o seu canto, fazendo um mundo melhor! Hoje, neste exato momento, surge um novo Amanhecer, porque este poder forma, hoje, o Ciclo Inicático! Sete anos de luta, no verdadeiro amor incondicional!
Sete anos de dedicação, na Lei de Auxílio, homens na pura Fé Evangélica de Deus Pai Todo Poderoso, buscam a realidade porque vivem irmanando-se na ajuda mútua, na sábia certeza de ser a Esperança de uma Nova Era! O Mundo Precisava do Doutrinador: O Mundo precisava de Ti, Filho! Porque eram tristes os caminhos dos espíritos sofredores.
Que meu Pai Seta Branca me chamou para esse Sacerdócio, senti a falta de alguém, aqui na terra, físico, que me dissesse palavras, que me doutrinasse! Hoje o mundo tem o Doutrinador! Espadas Vivas e Resplandecentes por todo este Universo! Quisera Filhos, poder ajudá-los neste mundo físico, porém, escolhestes muito pobre e doente a tua Mãe em Cristo Jesus!


Salve Deus!


Tia Neiva.

CANAL VERMELHO





Canal Vermelho


Quando ainda estava no Tibet, Jesus estabeleceu as Casas Transitórias (*) e, entre elas, o Canal Vermelho, o primeiro degrau celestial, um mundo etérico que recebe os espíritos da Terra e onde esses espíritos passam pelos diversos estágios que necessitam para sua progressão, compreendendo as várias fases que vão desde a recepção após deixarem Pedra Branca (*), quando desencarnaram, até a nova programação para seu reencarne, passando pelos muitos estágios de recuperação. Seu nome se refere à sua posição, como se fosse uma ligação, um canal entre o Céu e a Terra, e sua tonalidade vermelha é por seu poder desobsessivo e da recuperação da sensibilidade e de conhecimentos dos milhões de espíritos que ali estão em fase evolutiva. É muito parecido com a Terra, mas tem muito mais coisas que nos surpreendem. Reencontros, recordações, remorsos, mas também muita esperança, amor!... Segundo Koatay 108, o espírito pode ficar até sete anos terrestres no Canal Vermelho, percorrendo seus vários planos. Há hospitais, albergues e até mesmo cavernas, para onde o espírito, ao chegar, se dirige na sintonia da faixa vibratória que conquistou em sua jornada na Terra. O Canal Vermelho é o caminho da evolução. Oferece oportunidade de um espírito ajudar seus entes queridos que deixou na Terra. Há muitos casos de desencarnados que trazem restos de seus carmas a serem eliminados, e isso é feito através do resgate pelo seu trabalho na Lei do Auxílio. No Canal Vermelho o espírito faz sua recuperação e quando sente a necessidade de reencarnar, consulta seu Mentor, que avalia suas condições e, se favoráveis, dá início ao plano reencarnatório, propiciando o roteiro para sua reencarnação. O Canal Vermelho é um verdadeiro mundo, com sete planos evolutivos, que surpreendem um espírito que consegue manter sua consciência. Seu conjunto varia de acordo com cada plano, havendo, por exemplo, nos planos intermediários, cidades de aspecto artificial, com belos e enormes jardins, praças, pontes, grandes edifícios e uma vida complexa, iluminadas por uma luz que varia em vários tons de lilás. Existem muitos lugares com atividade bem definida, como UMATÃ, local para a adaptação e recuperação dos espíritos que, na Terra, freqüentavam diversas religiões e doutrinas, tais como seguidores da Umbanda, Candomblé, Protestantismo, Catolicismo, etc., e a TORRE DE MARCELA, no limiar do Canal Vermelho, um conjunto arquitetônico que se parece com as habitações da Terra, separadas uma das outras por campos de força e onde um habitante de campo vibratório diferente não penetra a não ser que o morador o permita. Nossa grande atividade, na Doutrina do Amanhecer, está ligada aos planos do Canal Vermelho. O Jaguar quando dorme, estando em condições de trabalhar, isto é, com vibrações elevadas e com seu Sol Interior equilibrado, se desdobra e vai até o Canal Vermelho, levando seu magnético animal para tratar aqueles espíritos, liberando energia vital iniciática que propiciará a libertação de inúmeros sofredores. Por isso, uma das proibições da Corrente é o uso do álcool (*), pois por menor que seja a quantidade ingerida, o médium não poderia trabalhar no Canal Vermelho, porque estaria liberando uma energia envenenada. Na obra “Meus Primeiros Passos no Canal Vermelho”, Tia Neiva conta, na primeira parte - A Adúltera - sua visita a esta Casa Transitória, levada por Amanto (*), que lhe explicou estar na camada etérea da Terra, no invisível do planeta, aquele mundo dos espíritos desencarnados que ainda não tinham condições de chegar às estrelas ou ao planeta-mãe. Amanto mostrou-lhe as longas filas de espíritos que aguardavam seus embarques para as casas de recuperação, espíritos que já não precisavam ficar ali por terem chegado à consciência de serem desencarnados, de terem completado seus programas na Terra, seus reajustes. Amanto prosseguiu: estavam ali apenas para completarem seus tempos e receberem alguma disciplina; no Canal Vermelho as paixões ainda vibram, mas tendem a se extinguir; é uma Casa Transitória com condições técnicas especiais, pois tem comunicação direta com o plano físico, o que permite a transferência do ectoplasma humano directamente por seus portadores; com esse fluído os reajustes podem se completar em condições muito semelhantes às da Terra física; os médiuns ativos, quando vão dormir, se transportam ao Canal Vermelho, levando preciosa energia mediúnica, continuando ali, à noite, as tarefas que haviam iniciado durante o dia, na Lei do Auxílio. Amanto explicou: “O tempo do presente ciclo da Terra está quase terminado e, com isso, todas as actividades estão se acelerando. Milhões de espíritos ainda têm que completar seus reajustes e a tarefa dos Mentores Espirituais é imensa. Não existem na Terra trabalhos de passagem o suficiente para dar conta de tantos espíritos; a doutrinação é incompleta, o ectoplasma não dá e o tempo dos trabalhos é curto demais. Por isso, os engenheiros siderais construíram canais como esse. Particularmente, esse canal se comunica directamente com o Vale do Amanhecer. Quando o doutrinador faz uma entrega e o espírito ainda não está pronto para Mayante (*), este vem directamente para um dos departamentos do Canal. Na primeira oportunidade, que pode ser na mesma noite ou algum tempo depois, o doutrinador vem completar sua doutrina. Ele, como encarnado, tem a capacidade de trazer consigo seu ectoplasma. Devido à semelhança do ambiente, o espírito ainda se sente na Terra e fica mais susceptível de receber a doutrina. É por isso que dizemos que o Templo do Amanhecer trabalha vinte e quatro horas por dia!”. E a explicação continuou, dizendo Amanto que o Canal Vermelho é, em certo sentido, uma extensão da Terra, embora tudo ali seja matéria etérica, de outra natureza, outra dimensão; mas, da mesma forma que na Terra física, as energias que suprem aquela Casa Transitória são oriundas do Sol e da Lua. Amanto levou Tia Neiva, que estava extasiada com a simetria das árvores, a relva verde e aparada, com algumas flores amarelas, semelhantes a margaridas, até um prédio imenso, com um letreiro luminoso informando ser ali o “Credo Universal” , e logo depois “Umbanda”. Tia Neiva viu que se formava uma fila para entrar, embora aqueles espíritos aparentassem indecisão. Amanto falou que aqueles eram médiuns umbandistas, recém-chegados da Terra, que haviam cometido faltas contra as leis da Umbanda, por terem comercializado sua mediunidade. Agora, iriam sofrer um pouco, iriam se conscientizar, até que chegassem seus cobradores para o reajuste. Esses cobradores seriam as pessoas que lhes deram dinheiro e os Exús com quem trabalharam. “Como você sabe, Neiva, os Exús são um pouco produto da ganância dos seres humanos. As invocações e chamadas só fazem aumentar suas forças. O médium que os invoca lhes dá oportunidade de se afirmarem nas suas metas, e isso nada tem a ver com a Umbanda!” - disse Amanto.
· “Eu estava no Canal Vermelho quando um certo homem, vindo da Terra, passou, aliás, sem me conhecer e nem conhecer ninguém. Alguém, perto de mim, comentou: “Olha, Tia Neiva, este homem! Veio recentemente da Terra. Ainda tem a aparência de físico. Este homem sofreu tanto... Foi caluniado pelo seu vizinho e terminou seus dias na prisão. Perdeu a família! Sim, filhos, mulher... É terrível o mundo de expiação!” O senhor o conhece - perguntei. “Não, Tia Neiva, aqui a própria aura esclarece tudo e, assim, sei!” Pensei: se assim na Terra fosse, logo se consertariam tantas mentiras!... Lembrei-me de mim e dos meus consulentes.” (Tia Neiva, 20.11.80)
· “E vendo aquele mundo de gente, pensei em um por um deles. Humarran, vendo o meu pensamento, foi logo dizendo: “Sim, as coisas de Deus são assim. Na Terra, todos têm seu encaminhamento e, aqui, muito mais. Veja ali, na Ponta Negra! Olha o Vale Negro, lá em baixo...” Lá havia comícios de todo jeito. Gente eufórica, se maldizendo e vibrando em outros aqui na Terra. Um triste espectáculo. Aquele trabalho era constante. Grupos enormes fazendo Abatás, outros emitindo aqueles enormes sermões. Humarran me despertou, dizendo que eu visse que aqueles sermões não eram os mesmos todos os dias, e que ajudavam àquele povo. (...) De repente, estávamos em frente ao grande Yumatã. É um lugar no Canal Vermelho que, de quatro em quatro horas, muda a iluminação aqui. Ao longe via as torres dos grandes Oráculos destinados a esta obra: Obatalá na força de Simiromba e Apará nos grandes poderes de Olorum. Fiquei encantada com aquele rosário de luzes que envolvia aquele mundo mágico. “Breve estará aqui, filha, apesar de sua estrada ser outra” disse Humarran. Sim, meu caminho é singular. Passar por outra estrada, mas na bênção da consagração de Olorum e Obatalá!” (Tia Neiva, 11.9.84)
· “Quero deixar bem esclarecida a Vida além do mundo físico. Fui levada por Humarran, há muitos anos, para ver o quadro de uma enorme família que chegava da Terra. Interessante aquele grupo que viera por força de um desencarne em massa. Todos se organizaram: chegaram ricos e logo compraram suas mansões. Perguntei a Humarram: ‘Onde conseguiram dinheiro?’ ‘Conseguiram na luz dos seus bônus!’ ‘E o que fizeram para ganhar bônus?’ ‘Fizeram amigos na Lei do Auxílio, respeitosamente tiveram suas consagrações ou sacramentos; com respeito e amor ajudaram os outros; tiveram tolerância com seus vizinhos e demais comportamentos que não fizeram sofrer os outros’ Sim, é fundamental a tolerância para os que estão em jugo. Precisamos ter muita paciência com os demais. Dessa paciência é que vem o amor - o amor incondicional. Cresce dentro da gente uma vontade muito grande de proteção. E Deus faz com que nossos filhos sejam as nossas vítimas do passado. Mesmo porque o Homem-Pai amolece o seu coração no desejo de protegê-los. Pai na totalidade, o Homem ainda tem o seu coração muito duro. (...) A grande família estava no Canal Vermelho e caminhava em sua missão. Enquanto isso, a cada dia chegava um atrasado e ia ficando por ali. ‘Por que tudo isso?’ Humarran me respondeu: ‘Porque os espíritos só vão para sua Origem Colonizada quando chega o último membro e quando não mais tem inimigo em seu povo!’ (Tia Neiva, 11.9.84)

28 de mar. de 2012

O SACERDOCIO DO JAGUAR

 O SACERDÓCIO DO JAGUAR
MEU FILHO JAGUAR, 
SALVE DEUS ! Sabemos que cada época tem sua missão própria no caminho da evolução, com determinadas finalidades a atingir.
Sabemos, também, filho, que nos custam caro as criticas e na vida cotidiana este nosso estilo já é ultrapassado. Por outro lado, sofremos o dever que temos de estar à frente e atentos, porque novos conceitos e novos tempos de vida se avançam e nos atingem. E, às vezes, paramos para fazer uma reflexão. Não temos este direito. É o mal. . .
Sim, filho, a remontagem, agora, é forte e verdadeira, porque somos CABALISTAS de uma ESTRUTURA ESPARTANA. Temos um SACERDÓCIO EGÍPCIO, contido e purificado por MOISÉS, oculto sob o simbolismo da BÍBLIA VELADA E CONTIDA, atingindo o APOCALIPSE deste apóstolo.
Sofre o CABALISTA pelos companheiros supersticiosos e tudo que lhe pareça idolatria, porque formamos em Deus na figura humana, mas é uma figura puramente hieroglífica. Deus nas estradas, no céu, no mar, nas paredes de sua casa. Deus como um infinito, o amante vivo da natureza. E no coração do homem, como seria a Terra ?. . .
No entanto, filho, são poucos os homens jovens como vocês que se destinam a uma nova era. Quem poderá me ouvir ?
Nesta carta saliento que o rastro do homem, remontando em cada continente deste universo, mais longe do que a própria história, ida e vinda do Eterno.
No curso que fazemos na senda da reencarnação, devemos procurar a ciência e o amor.
Sim, filho, a água das fontes, dos lagos, dos rios, das chuvas e dos mares. A água, analisemos, água igual à água.
Sim, filho, a água das fontes tem sua energia. Dos lagos e dos rios são diferentes, como é diferente o sabor das bebidas sintéticas das frutas. Tudo é amor em diferentes sentimentos: O amor das crianças, o amor da mãe, o amor dos amantes e o amor incondicional.
O corpo físico não gera a vida ou força neste plano físico. Sim, porque das nascentes surge o PRANA. A presença Divina se manifesta, emitindo o PRANA por todo este Universo.


TUA MÃE EM CRISTO JESUS,


TIA NEIVA






VALE DO AMANHECER, 25 DE MARÇO DE 1984.DE 1984.

27 de mar. de 2012

PAI JOAQUIM DAS CACHOEIRAS



PAI JOAQUIM DAS CACHOEIRAS

Salve Deus!
O ano era 1780, os cafezais, a cana de açúcar e o cacau eram sinônimos de riqueza no sul da Bahia. 
A feira de São Joaquim em Salvador era o ponto de troca e venda de todo tipo de mercadoria , ali além dos gêneros alimentícios , escravos trazidos nos Navios Negreiros eram expostos como qualquer outra mercadoria.
Germano Gonçalves Lêdo, proprietário da fazenda Barro Fundo, juntamente com sua jovem esposa estava a procura de mão obra para começar a colheita de cana açúcar e a secagem do café que já havia sido colhido . Desce da carruagem preta e juntamente com Maria Dolores começam a examinar os escravos que ali haviam chegado , vindo de Angola na Africa.
Depois de muito observar com alguns contos de réis levam um casal de escravos para sua fazenda. Um deles era um guerreiro que fora retirado e amarrado no porão do navio juntamente com tantos outros que foram levados ao Brasil. Também viera junto uma negra que seria a ama da filha de Dolores.
O Negro fora batizado a força e dado lhe o nome de Joaquim dos Santos. A negra recebera o nome de Isabel. 
Como a fazenda era muito grande havia dois capatazes de confiança de Germano. Antônio de Pádua, homem sisudo , convicto de sua obrigação e dava sua vida por seu patrão e Emanuel Assunção, um pouco mais jovem, porem com o mesmo sentido de responsabilidade.
Tão logo a filha de Germano nascera, Dolores entregou a filha a Isabel, que já tinha engravidado de um negro na senzala e ficara com a incumbência não só de cuidar de Ana Dolores, como também de ser sua ama de leite.
O tempo passou e Joaquim dos Santos já estava com quase setenta anos e Isabel além de cuidar dos filhos do coronel Germano era cozinheira da Casa Grande.
Aos capatazes ficava a responsabilidade de vigiar todas as ações dos negros na Fazenda , desde a colheita a seus rituais que de certa forma eram permitidos pelo Coronel.
A lua no céu prateada iluminava aquele Vale e a noite em seu manto escuro era cortada pelo som triste dos atabaques que rompia o véu do tempo propiciando o reencontro dos negros com seus ancestrais. Vez por outra Ana Dolores com uma maneira que não podia explicar se pegava na senzala assistindo aqueles negros dançarem ao ritmo daquele som envolvente. Muitas vezes acaba dormindo no colo de sua ama de leite a qual chamava carinhosamente de Mimica. E a Sinhazinha sempre pedia que sua ama de leite fizesse para ela quindim de queijo, e para deixa-la sempre feliz a negra velha sempre atendia os mimos de Ana Dolores.
Neste caldeirão cármico Emanuel o capataz mais jovem sentia uma paixão imensa pela Sinhazinha, mas não podia se declarar, pois o Coronel desejava que sua filha casasse com Doutor da cidade. 
Adiantando um pouco nessa história Joaquim dos Santos que era chamado de Quinzinho já velho e não conseguindo trabalhar na lavoura, foi lhe- dado a incumbência de buscar lenha para alimentar o imenso fogão da Casa grande, e não muito raro quando trazia algumas lenhas verdes era punido com algumas chibatadas. Mas o capataz mais velho, Antônio de Pádua, foi curado certa feita por Quinzinho e por isso afeiçoou se a ele profundamente. E o tempo foi passando quando o Coronel Germano determinou que o velho escravo Quinzinho fosse vendido em Salvador, pois não mais servia para casa, pois sua idade avançada não lhe dava condições de atender as demandas da Casa Grande.
Antônio de Pádua dirige-se a seu Patrão e acaba comprando o velho escravo, levando a viver em sua casa.
Emanuel não conseguindo o intento da união com a Sinhazinha, passa toda a sua vida em profunda tristeza.
Um dia Antônio acorda de madrugada e ouve os gemidos de Quinzinho e ouve as seguintes palavras:
Sinhôzinho Antoin, esse vèio não vai dar lhe mais trabaio, mas quero que vós-suncê fique sabendo que um dia voltaremos a nos encontrar...
Com o desencarne de Quinzinho fecha-se mais um ciclo existencial no processo encarnatório de um grupo de jaguares.
1985 , arredores de Planaltina DF, vale do Amanhecer. Depois de tentar encontrar respostas em vários lugares um senhor de mais ou menos 25 a 26 anos de idade chega a doutrina. Vinha com o intuito de testar a incorporação de uma antiga amiga. Mas antes passa com Pai Jacó nos tronos vermelhos. 
Pai Jacó ao receber aquele Senhor dirige-se ao doutrinador e lhe diz:
“Meu filho, hoje vou ganhar mais uma luz, por ter encontrado esse meu filho que agora está a minha frente”
Duas semanas depois não só o Senhor mas também sua esposa estavam desenvolvendo .
Ele médium de incorporação sente imensa dificuldade para conseguir desenvolver sua mediunidade. Naquela época havia o grupo seis que era composto por vários Doutrinadores que tinha muita ligação com Tia Neiva. Um desses instrutores chama o jovem Senhor que estava tendo dificuldades de incorporar e conversam muito tempo. Alguns dias depois já definido sua caminhada como Apará tem como Guia Pai Joaquim das Cachoeiras. 
No castelo do Apará Pai Joaquim das cachoeiras manda chamar o instrutor que havia conversado com aquele aparelho e lhe diz:
Meu filhos hoje quero lhe revelar uma coisa e lhe fazer um agradecimento!
_Salve Deus meu Pai, estou aqui a vosso dispor! Responde o instrutor:
Meu filho quero lhe agradecer por duas situações distintas e diferentes em que você esteve presente a este Preto velho!
Há muito tempo, desencarnei em seus braços e aqui neste local renasci por tuas mãos!
Quando o casal foi fazer sua elevação de espadas o mesmo Instrutor convidou os dois para serem seus padrinhos. Ele (Ajanã) padrinho e ela (Ninfa Sol) Madrinha. Depois de algum tempo aceitaram .
O Instrutor marcou com os dois para que fossem diante de Tia Neiva para reafirmar aquele compromisso. E assim aconteceu!
Tia Neiva disse ao instrutor: É meu filho agora não poderás dizer como Ditinho que não tem padrinho!
E também: Meu filho! Seu Padrinho ainda vai contar a você a história dele!
Meu filho. Você não sabe quem é esse Mestre! Só mesmo o Pai Seta poderá dizer!
Um dia em um trabalho em que estavam os três reunidos, Padrinho, Madrinha e o Afilhado, Pai Joaquim das cachoeiras contou essa história acima...

Observações: Existe uma falange imensa de Pai Joaquim das cachoeiras , cada Preto Velho assume uma roupagem de um de sua várias encarnações, mas como suas palavras certa vez perguntado quem ele seria, respondeu:
Sou o Pai Joaquim das Cachoeiras, mais um pouco do Aparelho!
Uma das grandes características de Pai Joaquim das cachoeiras e seu grande amor e sua capacidade de levar aqueles vão até ele uma paz imensa, onde suas palavras consegue desarmar corações endurecidos como um verdadeiro emissário do Cristo Jesus!

Gilmar
Ad Adelano

26 de mar. de 2012

A Adúltera



A Adúltera
Salve Deus!
O dia começava a clarear na Terra e a Clarividente apressava sua volta ao corpo, após longo tempo de permanência nos planos invisíveis. Fizera mil coisas, estivera em muitos lugares e recebera valiosas lições. Em seu coração e sua mente pulsavam as inúmeras preocupações relacionadas com sua missão na Terra. No momento pensava no retorno ao corpo que dormia a tempo de retornar as tarefas do dia a dia.

Habituada as caminhadas fora do corpo, mal percebia as fantásticas nuanças de tempo e espaço; às vezes andava, outras levitava e se transportava em frações de segundo. Tempo e espaço. Entidades de luz, espíritos sofredores, tantos enredos; às vezes sentindo-se tão grande e às vezes pequena...

Pensou que estava na Terra, mas estranhou o ambiente. As árvores eram simétricas, as ruas e casas pareciam feitas de plástico e o ambiente variado. Pessoas se movimentavam, mas tudo parecia irreal, nas cores, na iluminação e nos movimentos. Percebeu então que não era notada e sentiu certo alívio. Sua mente ágil já se reajustava à nova situação, concentrou-se por um breve instante e logo sentiu a emanação de Amanto cuja presença a colocou de imediato em estado receptivo. Amanto era o velho amigo de Capela, o Guia de tantas viagens, um dos Mestres mais constante a mante-la atualizada em sua luta doutrinaria. Despertou sua atenção uma longa fila de pessoas que se movia lentamente e cuja frente se perdia na distancia. Ia interrogar Amanto a respeito quando ouviu gritos de uma mulher que clamava algo em vós alta. Pelas palavras proferidas, Tia Neiva entendeu que ela se referia ao marido e que este estava para chegar. Chegar onde?

Ao Canal Vermelho, Neiva.

Canal Vermelho?.

Sim Neiva, na sua camada etérea, no invisível do planeta; no mundo dos espíritos desencarnados que ainda não tem condições de chegarem às estrelas ou ao planeta Mãe.

E essa fila, para onde vai ?

Vai para o embarque. São espíritos que não precisam mais permanecer aqui, que já se conscientizaram de sua condição de espíritos desencarnados; completaram seus reajustes, e vão agora para as casas de recuperação, de refazimento.

Mas estes espíritos não tem evolução ?

Não muita. Na verdade eles vêm aqui apenas para completar o seu tempo e receber alguma disciplina.

É lindo este lugar (exclamou Tia), olhe que casas bonitas ! E aquelas árvores ? Aquilo que estou vendo pendurado nelas; o que é aquilo ?

São placas doutrinárias, uma espécie de sinalização. Poderíamos talvez compara-las com aquelas advertências de transito das estradas da Terra, embora não sejam realmente isso.

A Clarividente teve sua atenção novamente despertada pelos gritos da mulher que recrudescia. Pelo que pode deduzir das palavras, ela maldizia a Deus por permitir que o marido viesse para o Canal Vermelho, envez de ser enviado ao “inferno”.

Mas Amanto, que coisa esquisita ! Como é possível isso ?

Si Neiva, isso é perfeitamente possível aqui, pois é o melhor lugar para esses acontecimento, aliás ele foi criado para isso.Não esqueça que o espírito só se calma quando se vinga. Essa mulher foi assassinada pelo marido que a pegou em flagrante com outro homem. Como você bem sabe, isso na Terra é um ultraje, uma ofensa grave. Naturalmente ela se sentia justificada no que fazia.E a morte brusca a deixou sedenta de vingança. Daí a sua presença aqui no Canal Vermelho, onde as paixões ainda vibram mas tendem a se extinguir.

Mas porque aqui e não em outra casa transitória, num hospital do espaço ? Não é para isso que foram feitas as casas transitórias ?

Aqui também é uma casa transitória Neiva, só que tem condições técnicas especiais. Este Canal tem comunicação direta com o plano físico, o que permite a transferência do ectoplasma humano, diretamente por seus portadores. Com esse fluído os reajustes podem se completar em condições muito semelhantes aos da Terra física.

Você disse “diretamente”, como explica isso ?

Simples Neiva, os Médiuns ativos quando vão dormir, se transportam para cá e trazem com eles a preciosa energia mediúnica. Na verdade eles vêm para o Canal quando na Terra é noite e continuam aqui as tarefas que iniciaram durante o dia.

Bem Amanto, você sabe que eu posso entender perfeitamente, mas isso tem que ser explicado para nossos Médiuns e eu gostaria de mais detalhes, você sabe não? Afinal você é o professor e eu sou o “burro”.

Não Neiva, você não é o “burrão” como você diz, acho que você é mais um “burrinho” de Francisco de Assis.Mas deixemos isso de lado e vamos exemplificar (continuou Amanto).

O tempo do presente ciclo da terra está quase terminando e com isso todas as atividades estão sendo aceleradas. Milhões de espíritos ainda tem que completar seus reajustes e a tarefa dos Mentores Espirituais é imensa. Não existem na terra trabalhos de passagem o suficiente para dar conta de tanto espírito; a doutrinação é incompleta, o ectoplasma não da e o tempo dos trabalhos é curto demais. Por isso os Engenheiros Siderais construíram canais como esse, particularmente, este Canal se comunica diretamente com o Templo do Amanhecer, Quando o Doutrinador faz uma entrega e o espírito ainda não está pronto para Mayante, ele vem diretamente para um dos departamentos do canal. Na primeira oportunidade, que pode ser na mesma noite ou algum tempo depois, o Doutrinador vem completar sua Doutrina. Ele como encarnado tem a capacidade de trazer consigo seu ectoplasma. Devido à semelhança de ambiente, o espírito ainda se sente na Terra e é mais susceptível de receber a doutrina. É por isso que o Templo do Amanhecer trabalha 24 horas por dia, como vocês dizem.

Quer dizer que o Canal é uma extensão da terra ?

Num certo sentido sim, embora tudo aqui seja matéria etérea de outra natureza, outra dimensão. Mas da forma que na Terra física, as energias que suprem o Canal são oriundas do Sol e da Lua.

Amanto calou e Tia percebeu nisso um sinal de que era hora de voltar para o seu corpo. Olhou mais uma vez o cenário e sentiu-se tocada pela beleza do lugar. Mas uma vez ouviu a mulher que continuava a gritar e pensou consigo:

Meu Deus, não é justo que um assassino seja colocado num lugar tão bonito, num ambiente tão espiritual...

Naturalmente a mulher tinha consciência do lugar em que se encontrava, e também achava injusto que seu próprio algoz fosse levado para lá. Imediatamente lembrou-se da “Lei do Não Julgamento”, reequilibrou o pensamento procurando olhar o assunto por outro ângulo. A mulher também havia provocado àquela situação, esquecendo-se de seus compromissos conjugais, provocando o marido a esse extremo.

É (pensou), no fundo os dois são culpados.

Será que Tia já acordou ?

A frase cotidiana de suas manhãs lembrou-a que já estava em casa.

Salve Deus !
s/d.

MESTRE EDELVES,ADJUNTO YURICY

 

NINFA SOL EDELVES, O ADJUNTO YURICY

• “O Adjunto Yuricy Koatay 108, Mestre Edelves, é, na contagem hierárquica, igual e se posiciona junto aos outros Adjuntos Koatay 108 Arcanos Rama 2.000, nos seus direitos e deveres, pois fizeram o mesmo juramento e têm a mesma lei. 
A Ninfa Adjuração Mestre Edelves representa o Ministro Yuricy - a força do amor e a ternura. É um Adjunto Maior, que pode e deve agir por si, na individualidade, de acordo com a Lei do Adjunto Koatay 108 Arcanos Rama 2.000. 
É uma mestre ligada aos grandes desenvolvimentos! 
Ela não depende da Falange das Yuricys. Estas, sim, é que dependem e devem estar harmonizadas com seu Adjunto Yuricy. 
Mestre Edelves não terá Sétimos Raios. Ela é um Adjunto Maior e concentra em si todo o potencial de forças, energias e heranças transcendentais de um Adjunto de povo. Ela é o Adjunto e tem todo um acervo de conhecimentos, de conduta e amor. 
Terá suas Regentes, que deverão estar sempre em sintonia com seu Adjunto. Na ausência de Mestre Edelves, elas representam o Adjunto e, assim, todos os rituais e Sandays serão sempre realizados com precisão e em perfeita ordem e lei. 
O mesmo acontece com as Ninfas Adjuração Missionárias Yuricys, que serão designadas pelo próprio Adjunto Yuricy, isto no que se refere a rituais e Sandays. 
As Ninfas Luas Missionárias Yuricys têm por missão especial representar Koatay 108 nos rituais e podem participar das cortes. 
Os Príncipes Mayas têm os seus Adjuntos de origem, mas são missionários de Adjunto Yuricy e têm o dever de estarem harmonizados com o Adjunto Yuricy e seguirem suas escalas de trabalho.
Mestre Edelves tem potencial de energia e forças doutrinárias e, com seu amor, tem todo um acervo de dedicação e a capacidade para coordenar e comandar as Falanges Missionárias Yuricys, que lhe foram confiadas por Pai Seta Branca. 
Além das obrigações e deveres de uma Adjunto Koatay 108, Herdeiro Triada Harpásios, 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2.000, contidos na Lei, o Adjunto Yuricy tem as seguintes atribuições: 
• grandes desenvolvimentos; 
• designar mediunidades; 
• responsável pelo Oráculo de Simiromba (deve estar presente nos rituais do Oráculo ou colocar uma sua representante, verificar se tudo está em ordem, estar atenta para que haja a manutenção do ritual nos dias e horários prescritos pela Lei e deixar que o comandante realize o trabalho naturalmente, dando-lhe, se for solicitada, as informações sobre o ritual); 
• estar presente ou estar representada em todos os rituais e Sandays que exigirem Yuricys; 
• fazer a cultura das ninfas missionárias para serem Jandas, que serão preparadas para todos os rituais e evocações. 
Por enquanto, estou designando as Ninfas Yuricys Julia Dorneles e Rosa para serem Jandas. 
Lembremo-nos sempre que estamos a remover séculos em busca das Raízes que deixamos e abraçamos o que deixaram os nossos antepassados nos altos planos dos céus: eis a única forma de favorecermos a paz em nossos corações. 
Todos juntos, formamos uma grande força - formamos um Continente! Todos com suas atribuições e deveres, assumimos, por amor, esta singular missão, e é impregnado do mais puro amor incondicional que cada um deve respeitar a individualidade dos outros, uma vez que Lei é Lei, e ela existe para todos. 
Somos Jaguares do Terceiro Milênio, meus filhos, e o que transmito a vocês eu recebo de Deus, do Pai Seta Branca, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. 
O Adjunto Koatay 108, Herdeiro Triada Harpásios, 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2.000 tem maiores poderes e de seu plexo saem focos luminosos de luz curadora e desobsessiva. Dependendo de sua mente, de sua sintonia, de sua conduta e do amor, humildade e tolerância, poderá emitir sua Força-Luz por todo este Universo, em Cristo Jesus. Realizará curas e dará paz aos desesperados apenas à sua passagem! 
Somente o amor e a humildade tornam o Homem iluminado! Este é o verdadeiro Mago do Evangelho, este é o meu verdadeiro filho! Este é o meu Adjunto Koatay 108, Herdeiro Triada Harpásios, 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2.000! 
Filha querida, Mestre Edelves, cumpra com amor o teu sacerdócio, a tua missão, em Cristo Jesus! 
Filha querida, Mestre Edelves, minha intenção era a de fazer uma cartinha, mas eu precisava lhe dizer que eu fiz o Doutrinador. Tantos anos de amor, de dedicação exclusiva e de trabalho constante para ter formado e poder contemplar, com felicidade, o Continente... 
Sou muito feliz mesmo, e me sinto realizada quando vejo tudo o que tenho e que tudo dei a vocês, com todo o meu amor. 
Mestre Edelves, eu queria lhe dizer que nosso Pai Seta Branca nunca gostou nem quis que eu doutrinasse ou comandasse. 
E você, filha querida, não pode imaginar o que sinto quando te vejo realizando tudo isso em favor e pelo amor de nosso Pai Seta Branca, em Cristo Jesus! 
Minha ninfa doutrinadora e, mais, Adjunto Koatay 108, Herdeiro Triada Harpásios, 7º Raio Adjuração Arcanos Rama 2.000: eu quis lhe mostrar o quanto você me torna feliz e realizada. Sou sua Mãe Clarividente e a amo de modo especial.” 
(Tia Neiva, 8.10.85) 

25 de mar. de 2012

O QUE É O APARÁ



 

O que é o Apará


Salve Deus!

Alma Livre Evoluída! É o Mestre Apará, que rompe o véu da ciência, dos preconceitos, que transporta o transcendente, perscruta a alma, descreve com clareza e precisão. Quanto mais simples, mais perfeito exemplo de amor do extra-sensorial; cientista se expande com fenômenos inexplicáveis dos surdos e mudos. É também a dor para os que desejam prova. É mais verdadeiro do que pensamos, pois o mundo é o seu cenário, onde desenrola os dramas da vida e da morte. Quando desejo explicar na minha Clarividência, surge um foco diferente; é fenômeno especial.


Cada Apará é um ator diferente, que exige o seu cenário de acordo com o seu padrão. Com o auxílio de minha Clarividência, vai além do impossível, o que não pode ser descoberto. Sua maravilha e distinção é que o Apará não dispõe de sua inteligência, vê-se tudo por natureza. Além esta impossível, muito menos descobrir, nem sequer pode ser pressentido pela inteligência, mesmo sendo a mais perspicaz, servida por microscópio. Perfeito, constituído, como é o Apará ate agora.


Salve Deus meu Filho Apará, fui até onde me era possível, onde a minha pobre analogia pôde chegar, prevendo outras buscas de evolução. Alma humana que não provem de seitas ou de escolas, somente Castro Alves nos recorda com a figura do majestoso Navio Negreiro, que entre mil versos diz:


Auriverde pendão de minha terra, que a brisa do Brasil beija e balança, estandarte que a luz do sol encerra, e as promessas divinas de esperança. Era um sonho dantesco... O tombadilho, que as luzernas avermelha o brilho, em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite...Legiões de homens negros como a noite, horrendos a dançar...Um de raiva delira, outro enlouquece...Outro que de martírios embrutece, cantando, geme e ri!

Foi então que neste quadro dantesco de dor, apareceu a figura de Nossa Senhora da Conceição “Apará” compadecida chegava sutil e falava naquela era sofrida àqueles que por Deus ali estavam, sem carinho, sem esperança e sem amor. Apará, Apará; era como a chamavam. Ela se manifestava entre eles dando forças, soprando suas feridas; Apará! Hoje és na tradição deste exemplo, deste amor. Apará, Meu Filho Apará! Não esqueças, que outrora, na dor, Nossa Senhora Apará dos poderes infinitos, nunca ensinou a ira, muito menos a vingança ou riqueza, e sim a Humildade, a Tolerância e o Amor. É tudo, filho querido do meu coração, que na tua graça singular é na história que ficou. Os teus poderes é tudo que disse este pouco que pude dizer.


Com carinho a tua Mãe em Cristo. Tia Neiva.


Vale do Amanhecer, 23 / Jan./ 79.


 

22 de mar. de 2012

AS SETE LAGRIMAS DE UM PRETO VELHO




AS SETE LAGRIMAS DE UM PRETO VELHO

"As Sete Lágrimas de um Preto Velho"


Num cantinho de um templo, sentado num banquinho, um triste preto velho chorava.
De seus olhos molhados, esquisitas lágrimas desciam-lhe pelas faces.
Não sei porque contei-as...Foram sete.
Na incontida vontade de saber, aproximei-me e o interroguei:
- Fala meu Preto Velho, diz ao teu filho porque que externas assim uma visível dor? E ele, suavemente responde :
- Estás vendo esta multidão que entra e sai? As lagrimas contadas estão distribuídas a cada uma delas.
- A primeira, eu dei a estes indiferentes que aqui vem em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber...
- A segunda , a esses eternos duvidosos que acreditam desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimento negam.
- A terceira, distribui aos maus, aqueles que somente procuram a vingança.desejando prejudicar aos seus semelhantes.
- A quarta, aos frios e calculistas que sabem que existe uma força espiritual, e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma, e não conhecem a palavra gratidão.
- A quinta, aos que chegam suavemente, com risos, o elogio na flor dos lábios, mas se olharem bem o seu semblante , verão escrito: “ Creio na doutrina, nos teus caboclos e no teu mentos, mas somente se vencerem meu caso ou me curarem disso ou daquilo”.
- A sexta, eu dei aos fúteis que vão de templo em templo, não acreditam em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.
- A sétima, filho nota como foi grande e como deslizou pesada: Foi a última lagrima, aquela que vive nos “olhos” de todos Pretos Velhos, Fiz a doação dessa aos médiuns vaidosos, que só aparecem em dia de festa e faltam aos dias de trabalho, Esquecem, que existe tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
Assim, filho meu, foi para esses todos, que viste cair, uma a uma as sete lágrimas de um preto Velho!

Pérolas de Pai João de Enoque





Perolas de Pai João de Enoque


O Doutrinador aplicou a Chave de Identificação e ao saber que estava diante de Paio Joao de Enoque, desatou a falar. Saudou efusivamente nosso executivo e passou imediatamente a relatar os problemas de sua vida. Contou suas dificuldades no trabalho, as incompreensões do lar e por último passou a reclamar da Doutrina, falando das divisões, das fofocas e das possíveis injustiças, onde ele mesmo afirmava já ter sido vitimado.
Quando parou um pouco para tomar ar, Pai João aproveitou para falar:
- Meu filho Doutrinador, Salve Deus! Eu posso lhe entender e lhe escutar com clareza tudo que você disse, e tenha certeza, seus Mentores estarão sempre velando por você, para que nunca receba uma injustiça ou pague além do que você deve. Sua cruz é do tamanho que você deve e pode carregar. Nada será acrescentado além disso, e você ainda pode aliviar sua carga pela caridade aqui prestada.
Porém meu filho, sendo Doutrinador consciente, você sabe que tudo que você fala vem impregnado de energia, não é meu filho? Você pode avaliar toda a energia que emitiu desde que sentou aqui neste trono? Falou bastante, não foi? Será que as vibrações que emitiu foram positivas? Quando falou do seu chefe... como foi que chamou ele mesmo? – animal? – Nesta hora você não lembrou quanto serviço você matou, e quantas vezes este “animal” mesmo lhe permitiu vir aqui para “rezar” no horário de trabalho? Também não lembrou que os “incômodos” de sua casa há muito tempo não recebem a devida atenção. Como vai sua esposa? Não pergunto por sua Ninfa, pois ultimamente você só sai com ela como Ninfa. Seu único programa é vir ao Templo, há quanto tempo não saem juntos, não andam de mãos dadas e não se olham nos olhos? Há quanto tempo não param para falar dos filhos? Não para reclamar, isso vocês fazem muito, mas para ver como estão crescendo, como estão se formando. O Pequeno Pajé não é para formar seus filhos, é para fazer com que compreendam e quem sabe venham a compartilhar da mesma fé que fazem vocês serem exemplos para eles e para o mundo. Você tem sido exemplo? Há quanto tempo não brinca com eles? Lembra daquele brinquedo de montar do Natal? Não adianta apenas presentear, tem que participar. Reclamar do brinquedo jogado sem saber que não foi usado porque precisava de ajuda e carinho, chega a ser cruel, meu filho!
A Doutrina tem seus problemas sim, mas você tem como resolvê-los? Está em suas mãos? Se não lhe compete resolver os problemas, divisões e injustiças, não fique emitindo contra seus dirigentes. Você tem que rezar todos os dias por eles, pedindo entendimento e harmonia, para que se entendam. Se a maioria dos Jaguares não gerasse vibrações negativas com suas conversar e se passasse a rezar pelos seus dirigentes, sem condenar, sem julgar, tudo estaria perfeito e a harmonia e disciplina seriam características marcantes deste povo.
Meu filho, é hora de olhar com os olhos do espírito tudo ao seu redor! Sua vida já poderia estar equilibrada e feliz há muito tempo, você tem bônus para isso, mas não conduta para receber o auxílio.
Agora, meu filho, enxugue as lágrimas e vamos aproveitar que veio ao Templo e prestar a verdadeira caridade. Nos atendimentos de hoje você ouvirá tudo que precisa ouvir sem perguntar nada, assim poderia ser todas as vezes.
Pai Joao de Enoque – Atendimento em Fevereiro de 2012